Catacalo Tarcaniota (), mencionado na obra de Nicéforo Briênio, o Jovem como Catacalo Catacalos (), foi um oficial bizantino do , ativo durante os reinados de , e .
Aparece pela primeira vez em 1074, quando substitui seu pai como duque de Antioquia e enfrenta a revolta de Filareto Bracâmio, embora sem sucesso. Anos depois, como catepano de Adrianópolis (atual Edirne), inicialmente confronta a revolta de Nicéforo Briênio, o Velho, mas acaba por aliar-se com ele e participa da batalha de Calávrita. Em 1094, participou do Concílio de Constantinopla, e em 1095, defendeu Adrianópolis durante uma invasão cumana.
Biografia
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Catacalo Tarcaniota era filho de José Tarcaniota, duque de Antioquia. Foi citado pela primeira vez em 1074, ano da morte de seu pai, de sua ascensão como duque e da revolta de Filareto Bracâmio. Catacalo tentou confrontar os rebeldes, mas foi incapaz de pará-los, e Filareto conseguiu reunir grandes contingentes armênios e outros soldados num grande exército, que usou para expandir seus domínios às custas das cidades do Império Bizantino.
Em 1078, como catepano de Adrianópolis (atual Edirne), opôs-se a sublevação de Nicéforo Briênio, o Velho e seu irmão João Briênio, e escreveu para o imperador Miguel VII e seu ministro Niceforitzes solicitando tropas para suprimi-la. Ele não recebeu assistência, e teve que resistir sozinho aos rebeldes por vários dias. Ciente de que se arriscava por um propósito pequeno, aliou-se a João Briênio e juntou-se à rebelião. Esta aliança foi selada pela curopalatissa Ana, mãe dos Briênios, que arranjou o casamento entre Helena, a irmã de Catacalo, e o filho de João Briênio. Neste mesmo ano, Catacalo comandou a ala esquerda do exército de Nicéforo Briênio, que era composta por cavaleiros da Trácia e Macedônia, durante a batalha de Calávrita contra Aleixo Comneno e as tropas leais ao novo imperador, Nicéforo III Botaniates.
Segundo um selo seu datado de 1085, Catacalo foi um curopalata, e segundo Nicéforo Briênio, o Jovem, em data desconhecida assumiu a função de magistro. Em 1093, Teofilacto de Ácrida enviou-lhe duas carta, uma discutindo atitudes para a fortuna, e a outra com uma pequena moeda, como na Parábola dos Talentos. Há uma terceira carta enviada a um Tarcaniota, mas é incerto que seja para Catacalo. Em 1094, participou do concílio convocado por Aleixo I Comneno em Blaquerna para deliberar sobre a veneração de ícones. Segundo a lista de presentes, Catacalo era um senador. Em 1095, durante uma invasão dos cumanos, Catacalo e o então cegado Nicéforo Briênio, o Velho foram incumbidos com a defesa de Adrianópolis.
Catacalo Tarcaniota foi amplamente elogiado nas fontes que fizeram-lhe referência. Segundo Teofilacto de Ácrida, Catacalo Tarcaniota era o mestre mais ilustre, enquanto segundo Nicéforo Briênio, o Jovem era um homem distinto por seu modo de vida, sua educação e sua habilidade em assuntos militares. Segundo o mesmo autor, enquanto ainda jovem, Catacalo era mais sábio que qualquer outro e mais prudente.
Ver também
Bibliografia
Categoria:Curopalatas Categoria:Duques de Antioquia Categoria:Bizantinos do século XI Categoria:Família Tarcaniota Categoria:Família Catacalo Categoria:Magistros Categoria:Senadores do Império Bizantino Categoria:Catepanos Categoria:Concílio de Constantinopla (1094)