thumb|300px|direita|Jesus curando o homem com a mão atrofiada, um dos episódios de Mateus 12.Mosaico do século XII na Catedral de Monreale, na Sicília.
Mateus 12 é o décimo segundo capítulo do Evangelho segundo Mateus, no Novo Testamento da Bíblia. Bastante longo, este capítula continua a narrativa dos eventos do ministério de Jesus na Galileia, e contém muitos episódios da vida pública de Cristo.
Senhor do sabá
Esta história aparece em todos os evangelhos sinóticos (, e ). Os discípulos de Jesus são acusados de quebrarem a Lei Mosaica (neste caso, ) pelas autoridades judaicas quando são vistos colhendo trigo e moendo-o para comer durante o sabá. Jesus responde que seus atos são permitidos pois o sabá é feito para os homens e não o inverso. Ele lembra o ato de David e seus homens que, quando estavam famintos, receberam pão da proposição (uma referência a ). Diz Jesus:
Milagres Cura durante o sabá
Esta história também aparece nos três evangelhos sinóticos (, e ). Na sinagoga, Jesus chama um homem com a mão atrofiada num sabá e cura-o comandando que ele a esticasse, enfrentando novamente as autoridades religiosas.
Jesus é o servo Conta Mateus que . Por isso, Jesus se afastou e a todos que curava pedia sigilo. Cumpria, ainda segundo Mateus, uma profecia do profeta Isaías (no chamado Cânticos do Servo):
Este trecho só existe em Mateus.
O cego e mudo
Mateus relata então () mais um exorcismo de Jesus, no qual ele expulsa um demônio do corpo de um garoto cego e mudo. Porém, alguns acusaram-no: . Jesus os repreende e reafirma a chegada do reino de Deus: . O trecho seguinte (), ainda parte da mesma parábola, é conhecido como "Parábola do Homem Valente" e nele Jesus profere um dos seus mais famosos ditos: "Quem não é por mim, é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha". Esta história aparece também em Lucas 11 () e Marcos 3 ().
Pecado imperdoável
Jesus prossegue falando sobre o pecado contra o Espírito Santo, considerado imperdoável, um trecho que aparece em várias partes do Novo Testamento, incluindo Lucas 12 () e Marcos 3 () e várias epístolas.
Árvore e seus frutos thumb|direita|400px|"Jonas e a baleia", uma alegoria utilizada por Jesus para fazer referência à sua própria ressurreição.Relevo em madeira policromada (1910) de Josef Welponer-Strëubl na igreja paroquial de Ortisei, na Itália.
Em seguida, Jesus conta uma nova versão da "A Árvore e seus Frutos", que já havia aparecido em Mateus 7 () e Lucas 6 (), afirmando que "pelo fruto se conhece a árvore". Ele chama os fariseus de "raça de víboras" e afirma que eles darão conta do que falam no dia do juízo.
Sinal de Jonas O Sinal de Jonas é, segundo , é o único sinal que Jesus dará para "uma geração má e adúltera" que o tempo todo lhe pede por sinais. O próprio Jesus explica que, assim como o profeta Jonas "esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do homem estará três dias e três noites no coração da terra", uma clara referência à sua ressurreição e a . Em seguida, Jesus faz referência aos ninivitas, que se arrependeram com a pregação de Jonas, e à rainha de Sabá, que se submeteu à sabedoria de Salomão, indicando que Ele é maior do que os dois. Este trecho aparece também em Marcos 8 (), Lucas 11 () e Mateus 16 ().
Jesus logo em seguida fala sobre o que acontece com o demônio expulso anteriormente e como ele retorna ao corpo que não se cuida, tornando o caso ainda pior do que originalmente () e também em Lucas 11 ().
Verdadeiros parentes de Jesus
O capítulo termina com um relato sobre a família de Jesus () e aparece também em Marcos 3 () e Lucas 8 (). Quando alguém avisa Jesus que sua família está tentando falar com ele, Jesus responde:
Ver também
Referências
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