Constantino (; ) foi um oficial bizantino do , ativo durante o reinado do imperador Justiniano . Tornou-se pelos anos 548/9 questor do palácio sagrado, uma posição que provavelmente ocupou até o início do reinado de . Envolveu-se nos conflitos da Igreja de seu tempo acerca do papa Vigílio e participou do Quinto Concílio Ecumênico de Constantinopla em 553. Em 562, investigou uma conspiração contra o imperador. A principal fonte de sua carreira é Procópio de Cesareia, uma fonte declaradamente hostil.
Biografia
thumb|upright=1.05|esquerda|Papa Vigílio
Constantino aparentemente teve uma educação legal e era jovem quando ascensão na corte constantinopolitana. Provavelmente isso deveu-se a sua íntima amizade com Justiniano. Em 548/549, foi nomeado como questor do palácio sagrado, em substituição de Junilo, que falecera em 548 ou 549. Considerando que foi o último questor mencionado na obra de Procópio de Cesareia, esteve em ofício quando a Anedota foi composta em 550.
Em agosto ou setembro de 551, Constantino estava entre os juízes memoráveis (memorati iudices) que persuadiram o papa Vigílio a retornar para o Palácio de Placídia. Mais tarde, em 28 de janeiro de 552, esteve entre os juízes gloriosos (gloriosi iudices) que falharam na missão de persuadir Vigílio a retornar para Constantinopla da Calcedônia. Em 1 de maio de 553, ele, Belisário e outros oficiais visitaram Vigílio, mas falharam em persuadi-lo a participar do Quinto Concílio Ecumênico.
thumb|Soldo de Justiniano thumb|Soldo de
Em 8 de maio de 553, Constantino participou do concílio, e entre 8 e 26 de maio, foi enviado por Justiniano com Cetego, Pedro e Patrício para encontrar-se com os bispos ocidentais. Durante a sétima seção do concílio em 26 de maio, sob ordens imperiais, Constantino apresentou uma coleção de documentos que denegriram a reputação de Vigílio, o que levou o concílio a aceitar que ele introduzisse a proposta de apagar o nome de Vigílio dos dípticos.
Em novembro/dezembro de 562, Constantino e os oficiais Procópio, Juliano e Zenodoro investigaram uma conspiração contra Justiniano. Mais adiante, quando suspeito de favorecer o acusado Etério, foi substituído do processo. Nenhum outro questor é citado durante o reinado de Justiniano, o que indica que pelos próximos anos Constantino ainda permaneceu no ofício, sendo substituído somente no começo do reinado de por Anastácio de Samaria.
Segundo Procópio de Cesareia, um fonte hostil a ele, Constantino foi um grande ladrão e fanfarrão, empregado por Justiniano para roubar e perverter a justiça. Rapidamente acumulou vasta fortuna e assumiu ar tão superior que mesmo os subornos tinham que ser pagos através de seus assistentes. Tentou evitar a reunião com pessoas quando não havia ganhos para si.
Bibliografia
Categoria:Oficiais de Justiniano Categoria:Questores do palácio sagrado do Império Bizantino do século VI