O Crime do poço refere-se ao assassinato do jovem imigrante italiano Domenico De Luca, no municício de Indaiatuba, no interior do estado de São Paulo, em 1907. De Luca, que trabalhava com comércio, foi morto por três homens antes de ser roubado. Os criminosos depois jogaram seu cadáver em um poço, na rua Candelária, perto da igreja matriz da Candelária.
O crime chocou a localidade, então com apenas 1.500 habitantes, e ainda em 2007 um documentário e um livro, chamado “Uma tragédia indaiatubana – O Crime do Poço”, sobre o assunto foram lançados.
De Luca está enterrado no Cemitério da Candelária, onde seu túmulo recebe grande número de homenagens, principalmente nos dia de Finados, segundo um documento do gabinete do vereador Alexandre Peres em 16 de novembro de 2017.
História
Na tarde do dia 5 de dezembro, Domenico De Luca, então com 16 (ou 17) anos, foi morto em Indaiatuba por três moradores da cidade que cometeram o crime para roubar. O fato ocorreu dentro de uma casa na Rua Candelária nas imediações da igreja Matriz, para onde De Luca foi atraído por um dos criminosos, Adamo "Adão" Ripabella, com a desculpa de que este iria lhe mostrar o milho que tinha para vender, pois o rapaz, que morava em São Paulo era filho de um comerciante de cereais e tinha vindo a Indaiatuba para comprar milho e feijão. Impressionados com a grande soma em dinheiro que De Luca trazia, Ripabella e dois comparsas combinaram o crime: Ripabella atraiu De Luca para o interior da casa onde Antonio Nugnes desferiu-lhe uma paulada na cabeça que o fez cair ao chão ensanguentado, quando o terceiro criminoso Eugenio Cardinale desferiu-lhe facadas na garganta. Os três criminosos vasculharam então os bolsos e os sapatos de De Luca, dividiram o dinheiro encontrado e em seguida jogaram o cadáver num velho poço no fundo do quintal que cobriram de terra.
Oito dias depois os assassinos foram descobertos, contribuindo para isso um sonho que a mãe de De Luca tivera, vendo-o morto dentro de uma casa, a qual ao chegar a Indaiatuba reconheceu: era a casa de Ripabella.
Após as investigações e julgamento, os três criminosos foram condenados a penas que variaram de 21 a 30 anos de prisão.
O crime teve grande repercussão em toda região, a ponto de prejudicar a imagem da cidade durante vários anos. O caso também comoveu de tal maneira os indaiatubanos que até hoje seu túmulo no Cemitério de Pedras é visitado por pessoas que acreditam que a vítima faz milagres. O episódio foi noticiado em dezembro de 1960 por Raffaello Fantelli e Judith Giomi Fantelli no jornal Tribuna de Indaiá.
Atualizações Em 2018, a Rua 7 (sete) do Jardim Residencial Nova Veneza passou a denominar-se Domenico De Luca.
Ligações externas
Livro O Crime do Poço
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