The Last Internationale é uma banda norte-americana de rock formada em Nova Iorque por Delila Paz (voz) e Edgey Pires (guitarra). A sua música combina elementos de blues, hard rock e punk rock, com letras frequentemente relacionadas com questões sociais e políticas.

A banda ganhou projeção internacional a partir de We Will Reign, lançado em 2014 pela Epic Records. O álbum foi produzido por Brendan O'Brien e contou com Brad Wilk, baterista dos Rage Against the Machine e Audioslave, que integrou a formação da banda durante o ciclo de gravação e digressão do álbum.

Ao longo da carreira, The Last Internationale partilharam palcos e realizaram digressões com artistas como Robert Plant, Neil Young, The Who, Kings of Leon, Slash, Lenny Kravitz, The Cult, Rival Sons, Kiss, Deep Purple e Guns N' Roses, além de participações em importantes festivais europeus e norte-americanos.

História

Formação e primeiros trabalhos The Last Internationale foi formada em Nova Iorque por Delila Paz e Edgey Pires. Os dois músicos começaram por desenvolver o projeto como um duo, associado a uma tradição de rock de intervenção social.

O grupo editou inicialmente gravações independentes, entre as quais Choose Your Killer e o EP New York, I Do Mind Dying, antes de assinar com a Epic Records.

Em 2014 lançou We Will Reign, o seu primeiro álbum de grande circulação internacional. Produzido por Brendan O'Brien, o disco contou com Brad Wilk na bateria. Entre os temas divulgados encontravam-se Killing Fields e Life, Liberty and the Pursuit of Indian Blood.

No mesmo ano, The Last Internationale atuou no programa televisivo norte-americano Late Show with David Letterman.

A banda desenvolveu entretanto uma intensa atividade ao vivo, incluindo uma digressão europeia como banda de abertura de Robert Plant. A própria banda e os seus membros têm referido posteriormente essa digressão como um dos momentos marcantes da sua carreira.

Soul on Fire O segundo álbum de estúdio, Soul on Fire, foi lançado em 2019. A produção contou com a participação de Tom Morello, que desde os primeiros anos da banda manifestou publicamente o seu apoio ao grupo.

O álbum contou com Joey Castillo, antigo baterista dos Queens of the Stone Age, e teve uma relação particularmente estreita com Portugal, onde parte importante do trabalho de gravação foi realizada nos Estúdios Sá de Bandeira, no Porto.

O single Hard Times alcançou o primeiro lugar da tabela de blues do iTunes no Reino Unido, segundo informação divulgada pela banda e pelos seus promotores.

Pandemia

Live at Arda Recorders Durante o período de confinamento associado à pandemia de COVID-19, a banda permaneceu em Portugal. Em 2020 gravou nos Arda Recorders, no Porto, o álbum ao vivo Live at Arda Recorders, lançado no final desse ano.

O disco foi registado no estúdio e contou com músicos ligados à banda francesa Shaka Ponk, nomeadamente Ion Meunier, Mandris e Steve. A própria banda apresentou o álbum como o seu primeiro disco ao vivo.

A permanência em Portugal durante este período reforçou a relação da banda com o país, que já se manifestava através de sucessivas atuações e de gravações realizadas no Porto.

Running for a Dream Em 31 de março de 2023 foi lançado Running for a Dream, o terceiro álbum de estúdio da banda. O disco contou novamente com Joey Castillo na bateria e com Eloy Casagrande, então baterista dos Sepultura, em algumas das gravações.

O álbum marcou a continuidade do trabalho desenvolvido por Delila Paz e Edgey Pires, mantendo a combinação de rock, blues e elementos de hard rock que caracteriza a banda.

Nos anos seguintes, o grupo continuou a desenvolver atividade internacional, incluindo atuações em grandes festivais europeus e digressões com grupos de primeiro plano do rock internacional. Em 2022, The Last Internationale integrou a digressão europeia dos Guns N' Roses, incluindo a atuação de 4 de junho no Passeio Marítimo de Algés.

Em 2026, a banda lançou o single ANIMALS e o álbum ao vivo Live in Europe.

Relação com Portugal The Last Internationale mantém uma relação particularmente próxima com Portugal, que se manifesta na ascendência portuguesa de Edgey Pires, na frequência das atuações no país e, sobretudo, no facto de Portugal ter acolhido parte significativa da sua atividade de gravação.

Edgey Pires é descendente de portugueses oriundos do concelho de Arcos de Valdevez, no Alto Minho. Segundo entrevistas e reportagens publicadas em Portugal, Pires mantém desde a infância uma relação próxima com o país, onde passava períodos de férias. Essa relação estendeu-se posteriormente à atividade da banda.

A banda gravou parte de Soul on Fire no Porto, nos Estúdios Sá de Bandeira, e permaneceu em Portugal durante parte do período de confinamento provocado pela pandemia de COVID-19. Foi nesse contexto que registou nos Arda Recorders o álbum Live at Arda Recorders.

A ligação ao país inclui ainda uma sucessão de atuações em diferentes regiões, desde grandes festivais a salas de menor dimensão.

Actuações em Portugal A relação da banda com o público português prolonga-se desde os primeiros anos de atividade internacional. A lista seguinte apresenta algumas das principais atuações documentadas em Portugal, não constituindo uma relação exaustiva de concertos.

2014 — NOS Alive, Oeiras: The Last Internationale atuou no NOS Alive em 11 de julho, no então Palco Optimus. A formação incluía Delila Paz, Edgey Pires e Brad Wilk. Durante o concerto, a banda interpretou um excerto de Grândola, Vila Morena, de José Afonso, cantado a cappella com o público.

2015 — Festa do Avante!, Atalaia: The Last Internationale atuou no Palco 25 de Abril em 6 de setembro, com Delila Paz, Edgey Pires e Brad Wilk. A atuação incluiu temas de We Will Reign e foi destacada pela imprensa da própria Festa.

2016 — Festival Vodafone Paredes de Coura: a banda atuou em 20 de agosto no palco principal do festival. A atuação foi registada por vários meios de comunicação portugueses.

2017 — digressão portuguesa: em dezembro, a banda realizou uma série de concertos em Portugal, com atuações documentadas na Figueira da Foz, Beja e Torres Vedras, antes de prosseguir a digressão internacional.

2018 — NOS Alive, Oeiras: The Last Internationale regressou ao NOS Alive, atuando em 14 de julho no Palco NOS.

2019 — Grândola: em 23 de fevereiro, a banda apresentou Soul on Fire no Cineteatro Grandolense. O concerto terminou com uma interpretação coletiva de Grândola, Vila Morena. Antes do espetáculo, os músicos depositaram cravos junto ao monumento a José Afonso.

2019 — Fundão: em 15 de março, The Last Internationale apresentou-se na Moagem, no âmbito do programa Open Sounds, onde apresentou temas de Soul on Fire.

2019 — Festa do Avante!, Atalaia: em 7 de setembro, a banda regressou à Festa do Avante!, atuando no Palco 25 de Abril. A organização recordou a atuação anterior de 2015 e apresentou o novo concerto como um dos mais aguardados pelo público.

2020 — Lisboa: em 10 de setembro, The Last Internationale realizou um concerto no Estúdio Time Out, integrado na programação que marcou o regresso de espetáculos presenciais depois do início da pandemia.

2021 — Porto: em 4 de dezembro, a banda atuou no Hard Club.

2022 — Maia: em 19 de março, The Last Internationale participou no Maia Compact Records Fest, no Complexo Municipal de Ténis da Maia.

2022 — Oeiras: em 4 de junho, a banda abriu, juntamente com Gary Clark Jr., o concerto dos Guns N' Roses no Passeio Marítimo de Algés.

2022 — Lisboa: em dezembro realizou-se ainda uma atuação da banda em Lisboa, registada em arquivos de concertos.

2023 — Porto, Coimbra e Lisboa: em março e maio, The Last Internationale realizou uma digressão portuguesa com três concertos: 30 de março no Hard Club, no Porto; 31 de março no Salão Brazil, em Coimbra; e 14 de maio no Lisboa ao Vivo.

2024 — Ponte de Lima: em 3 de agosto, The Last Internationale atuou no Festival Ponte D'Lima, partilhando o cartaz com Osees e outros artistas.

2025 — Arcos de Valdevez: em 1 de março, a banda atuou na Casa das Artes de Arcos de Valdevez, integrada na 23.ª edição do Festival Sons de Vez. A escolha do concelho assume particular significado devido à ligação familiar de Edgey Pires ao Alto Minho.

Está anunciada uma nova atuação em Portugal para 10 de novembro de 2026, no LAV – Lisboa ao Vivo, integrada numa digressão europeia em nome próprio.

Colaborações e participações Ao longo da carreira, The Last Internationale trabalhou ou partilhou palcos com diversos músicos e bandas de projeção internacional.

Entre as colaborações e participações mais relevantes encontram-se Brad Wilk, dos Rage Against the Machine e Audioslave, Joey Castillo, dos Queens of the Stone Age, Eloy Casagrande, dos Sepultura, e Tom Morello, que assumiu também funções de produção executiva em Soul on Fire.

A banda realizou ainda digressões ou concertos com Robert Plant, Neil Young, The Who, Kings of Leon, Slash, Lenny Kravitz, The Cult, Rival Sons, Kiss, Deep Purple e Guns N' Roses.

Tom Morello descreveu publicamente The Last Internationale como uma das suas bandas favoritas da nova geração de grupos de rock de intervenção.

Delila Paz participou ainda, em 2021, na gravação de Radium Girls, de Tom Morello, juntamente com Aimee Interrupter, Nadya Tolokonnikova e Mish Way.

A música da banda foi também utilizada em produções televisivas, incluindo as séries The Blacklist, Banshee e True Detective.

Discografia

Álbuns de estúdio

We Will Reign (2014) Soul on Fire (2019) Running for a Dream (2023)

Álbuns ao vivo

Live at Arda Recorders (2020) Live in Europe (2026)

EP

New York, I Do Mind Dying (2013)

Ligações externas

Site oficial dos The Last Internationale Notícias e lançamentos no site oficial

he Last Internationale é uma banda de americana de hard-rock formada por Delila Paz, Edgey Pires e Brad Wilk.

Categoria:Bandas de hard rock dos Estados Unidos Categoria:Bandas de Nova Iorque (estado)