miniaturadaimagem|Búlis, a principal cidade e um dos dois centros da koinon dos biliões. Biliões () eram uma tribo ilíria semi-helenizada que habitou a porção sul da Ilíria, na região da atual Albânia. Foram atestados pela primeira vez em meados do na descrição do geógrafo Pseudo-Cílax. Desde , a região dos biliões foi governada pelo rei dardânio Bárdilis I . Em , durante o reinado do rei Cassandro , foi conquistada pela Macedônia e após a morte dele foi tomada pelo rei taulâncio Gláucias . Continuou em controle dos ilírios até durante o reinado de Monúnio , que estabeleceu sua residência em Gurazeza, nas proximidades da cidade de Búlis. Depois disso, foi brevemente controlada por Pirro (r. 306–302; 297–272) e talvez por seu filho do Epiro . Após , a cidade e região podem ter sido governadas pelo rei ilírio Mitilo .
A partir de , os biliões formaram uma liga bilíngue, composta pela coalizão das poleis Búlis e Niceia. Ela é atestada em epigrafias de Dodona datáveis do último terço do , bem como numa inscrição de Esparta do . Existiu até , quando os romanos a dissolveram e incorporaram sua região à província de Ilírico. Era um sistema político e organizacional com uma cunhagem própria, uma eclésia, na qual cidadãos livres participavam, e um senado composto por representantes das tribos e diferentes líderes: o prítane (chefe do poder executivo), o estratego (comandante do exército), o hiparco (comandante da cavalaria), o peripolarco (comandante da guarda fronteiriça), o gramateu (secretário do concílio), o ginasiarco (encarregado da educação) e o tâmias (coletor chefe dos impostos). A principal estampa das moedas mostrava Zeus no anverso e um corno cheio de frutas e entrelaçado a uma cobra no reverso. Além desta, há moedas que portam a cabeça de Neoptólemo com uma maça, um símbolo de Héracles ou uma águia e trovão, ambos símbolos de Zeus, e outras com a cabeça duma ninfa no anverso e o fogo do Ninfeu no reverso.
Notas
Dentre as epigrafias disponíveis em Dodona há uma na qual se afirma que os biliões erigiram no santuário uma estátua de bronze para certo Criso, filho de Sibírcio, e outra na qual é dito que eles realizaram uma consulta para saberem para qual deus deveriam realizar sacrifícios de modo a garantir a segurança de seus domínios. Na inscrição de Esparta, que consiste no início duma carta dos demos de Bílis, é citado o prítane dos biliões.
Bibliografia