thumb|Brasão do sobrenome Pozzo Ardizzi

Pozzo Ardizzi, sobrenome oriundo da cidade de Vigevano, província de Pavía (Itália), que se conformou aproximadamente em meados do século XV a partir de um ramo da família que se separou do nobre sobrenome Ardizzi.

História

Ricos proprietários de terrenos, bosques e comerciantes de telas e lã, estavam assentados afora da cidade, no distrito do Vale, orientado para o caminho de Pavía, ao pé da sacada do Rio Ticino, em paralelo à costa do município.Famiglia Ardizzi.

Desconhece-se como se originou o sobrenome composto Pozzo Ardizzi. A hipótese com maior relevância é do que essa mudança se produziu por motivos nobiliários (por exemplo, situações de ordem político ou por uniões entre famílias).

Seu primeiro integrante foi Antonio Pozzo Ardizzi, descendente de Francesco Ardizzi (falecido em Vigevano no ano 1399). Antonio, junto com seu filho o cardeal Abramo Ardizzi (também mencionado como Abraam do Poço-Ardicio), bispo de Senigallia, fundaram em Vigevano, entre 1421 e 1424, uma igreja em valoração a San Martino sob o título da Assunzione della Beatissima Vergine Maria, e dei S. Jeronimo Dottor della Santa Chiesa, e dei S. María Maddalena. Por esta ação obtêm do papa Eugenio IV indulgência plenária perpétua de três anos e um período de quarentena durante a festa da Assunzione della Madonna e a festa de Santo Ieronimo: “Traditiio possessionis ac litentia concessa etc.”

Na parede do altar da capela, sobre a mano direita, podia-se ler a seguinte inscrição:

A igreja foi destruída em 1800 e uma de suas relíquias, doada por Abramo, foi transferida à igreja de S. Francesco, em Vigevano.

Abramo Ardizzi teve um importante papel como diplomata na paz conseguida o 6 de junho de 1449 entre Vigevano e o conde Francisco I Sforza. A partir do acordo, Vigevano aceitou a Francesco Sforza como seu «signore» o que motivou o rendimento de um contingente armado, a anulação do direito a saquear e se pôs a cidade sob a proteção da duquesa Bianca Maria Visconti (esposa de Francesco e filha do duque Filippo Maria Visconti, governante de Milão).

Abramo foi governador de Alessandria, embaixador do duque Filippo ante o rei da França, Carlos VII, e o rei Renato I de Nápoles, duque de Anjou (Anjio), conde de Provenza. Em 1455, foi prefeito de Vigevano.

A mudança dos serviços prestados nas embaixadas, Abramo obteve o castelo e a terra de Colonnella no Abruzzo, com o título de conde.[Miscellanea di storia italiana, (1892). volumen 29, páginas 284, 410, 411. Cesare Nubilonio. "Cronaca di Vigevano". Páginas 234, 362, 363.] [Giorgio, Pietro; Bucella, Biffignandi (1870). Memorie Istoriche della Città e Contado di Vigevano opera postuma di Pietro Giorgio Biffignandi Buccella. Itália: Tip. editrice E. Spargella. Páginas 92 - 263.] [Società pavese di storia patria (1903). Bollettino della Società pavese di storia patria (Volume 3, Fascicolo 3-4) - Alessandro Colombo - "Vigevano e la Repubblica Ambrosiana nella lotta contro Francesco Sforza (Agosto 1447-Giugno 1449). Páginas 31 - 36. Itália: Società pavese di storia patria.] [Società storica lombarda (1905). Serie Quarta. Archivio Storico Lombardo. Vol. III. - (Felice Fossati. "La plebe vigevanese alla conquista dei potere pubblici nel 1536". Páginas 296, 297. Itália: Società storica lombarda.] [Goffredo Cassalis (1854). Dizionario Geografico-Storico-Statistico-Commerciale degli stati di S.M. il re di Sardegna. Vol. XXV. Torino, Italia: Gaetano Maspero. Páginas 207, 208, 209.] Miscellanea di storia italiana, (1892). páginas 417, 418, 419 - Cesare Nubilonio. "Cronaca di Vigevano": padre domenicano Agostino Della Porta. (1490). Poemetto latino: De originibus populi viglevanensis (Initia et origines nostri populi Viglevanensis). Páginas 269, 270. 271.

Poemetto latino

Fragmento do poema De originibus populi Viglaevanensis (Initia et origines nostri populi Viglevanensis) sobre a origem da cidade de Vigevano, escrito pelo pai dominico Agostino della Porta (ou Agostino Della-Porta) o 22 de julho de 1490, onde se menciona à família Ardizzi:

[Sacchetti, Egidio (1649). Vigevano Illustrato. Itália: G. P. E. Ramellati. Páginas 83, 84, 124, 125] Dal Pozzo, Simone (1550). Libro d'Estimo generale della città di Vigevano e suo territorio con cronache e notizie stor. ed elenco delle materie in esso contenute 1550. Itália.

Árvore genealógica thumb|Árvore genealógica do sobrenome Pozzo Ardizzi

Ainda se continua a tradição familiar de transferir de primogênito varão a primogênito varão um quadro com a árvore genealógica do sobrenome Pozzo Ardizzi, que começa com a descrição dos filhos de Antonio, Luchino e Mateo, no século XV e finaliza com seus descendentes no século XIX.

No ano 2007, Daniel Pozzo Ardizzi pediu a restauração do documento a Mario Silvio Goren, restaurador de coleções histórico-artísticas e docente em matéria de Conservação Preventiva e Restauração.Árvore genealógica.

Séculos XIX, XX e XXI

Durante os últimos anos do século XIX, alguns descendentes da família Pozzo Ardizzi ― Cesare F. Antonio, Rosa, Catterina, Luigi e Giovanni Battista ― emigraram de Vigevano para a Argentina, onde inicialmente se estabeleceram na cidade de Bahía Blanca (no sul da província de Buenos Aires).

Giovanni faleceu no ano 1916 e sua esposa ―junto com seus três filhos nascidos em Argentina (dois varões e uma mulher)― regressaram a Itália. Os outros irmãos ficaram definitivamente em América do Sul.

No século XXI, a maior quantidade de descendentes com o sobrenome Pozzo Ardizzi se encontram em Argentina, com umas pequenas famílias distribuídas em Itália e Brasil.

O escritor

Luigi Pozzo Ardizzi se casou com Lucía Fantino com quem teve três filhos, um dos quais vai ser Luis Hipólito Antonio Pozzo Ardizzi (13 de agosto de 1901-dezembro de 1965). Professor, escritor e jornalista, teve uma importante participação em ao radioteatro argentino durante os anos quarenta e cinquenta. Seu aporte a este gênero o fez tanto com a criação de diferentes obras como na direção de companhias teatrais radiotelefónicas. Ademais, escreveu nos jornais La Razón, La Prensa, editorial Atlantida (de Buenos Aires) e para a revista Caras y Caretas. Publicou contos humorísticos, novelas e poesias.Luis Hipólito Antonio Pozzo Ardizzi - Resumo bibliográfico.

La Pichona (1909)

thumb|300px|Carroça La Pichona.

Um dos filhos de Cesare F. Antonio Pozzo Ardizzi, César Juan Bautista, comprou em 1909 na cidade de Tandil, aos 17 anos de idade, uma carroça que chamou "La Pichona". O veículo tinha ao redor de 6 metros de longo por 1,30 de largo, ademais duas rodas traseiras construídas com madeira de lapacho, de 1600 quilos, de 3,26 metros de diâmetro e com 22 raios.

"La Pichona" era atirada por 16 cavalos, todos eles zainos, os quais eram chamados por seus respectivos nomes. Utilizando um chicote de metro e meio e desenhando círculos ao ar, sem tocar aos animais, a carroça era mobilizada para transportar durante 80 km lã e cereais desde a cidade de Carmen de Patagones a Stroeder (que foi ponta de rieles até 1922, no corredor ferroviário que vinha da cidade de Bahía Blanca) cujo percurso em condições normais era de 5 dias e com complicações do tempo se podia estender a 20 dias. Depois regressava a Patagones com produtos provenientes de Buenos Aires.

"La Pichona" foi o último grande transporte de tração a sangue e com a localização das vias até Patagones, em 1922, a família Pozzo Ardizzi reduziu sua acionar comunicando os lugares próximos aos que não estavam servidos pelo transporte ferroviário.

Na década de 1950, ficou abandonada numa zona de campos (Cañada Honda), e em 1969, a família Pozzo Ardizzi a doou ao Museu Histórico Francisco de Viedma. Por meio da diretora Sra. Emma Nozzi, se iniciou o seu resgate e à exibição como bem histórico e patrimonial frente à praça Sete de Março. No entanto, nesse terreno se construiu um Centro Cívico, com o qual se arrumbó à "La Pichona", no então Clube Hípico Forte do Carmen, exposta a danos, vandalismo e inclemências do tempo.

Depois que várias gestões políticas não tiveram muito sucesso em resgatar a carroça, no ano 2009, a família Pozzo Ardizzi decidiu diretamente recuperar à "La Pichona" e Alberto Pozzo Ardizzi solicitou a restauração ao ferreiro Luis Facio.

Uma vez concluídos os trabalhos, que precisaram de 8 meses de trabalho árduo e meticuloso, "La Pichona" ― possivelmente um dos poucos veículos com características similares que ainda se conservam em Argentina ―, foi depositada, 8 de janeiro de 2011, numa praça, situada entre as ruas Bernal e Hipólito Yrigoyen da cidade de Carmen de Patagones (província de Buenos Aires).La Pichona.

Referências (informação documentário do sobrenome)

Ardici Sacchetti, Egidio (1649). Vigevano Illustrato. Itália: G. P. E. Ramellati. Società storica lombarda (1905). Serie Quarta. Archivio Storico Lombardo. Vol. III. (Alessandro Colombo. "L'ingresso di Francesco Sforza in Milano e l'inizio di un novo prinzipato") - (Felice Fossati. "La plebe vigevanese alla conquista dei potere pubblici nel 1536". Itália: Società storica lombarda. Il Rosario, Volume 21 (1904). Itália. Andenna, Giancarlo (1992). Metamorfosi di un borgo: Vigevano in etā visconteo-sforzesca : [atti del Convegno di Studi "Vigevano in etā visconteo-sforzesca" (Vigevano 30 settembre-1 ottobre 1988)]. Itália: Franco Angeli. Ardiciique Della Porta, Agostino (1490). De originibus populi viglevanensis (Initia et origines nostri populi Viglevanensis). Itália. Sacchetti, Egidio (1649). Vigevano Illustrato. Itália: G. P. E. Ramellati. Giorgio, Pietro; Bucella, Biffignandi (1810). Memorie Istoriche della Città e Contado di Vigevano. Itália: dalla tipografia di Vigevano. Della Regia Deputazione di Storia Patria (1892). Miscellanea di storia Itáliana, Volumen 29. Itália: Della Regia Deputazione di Storia Patria. Società storica lombarda (1905). Serie Quarta. Archivio Storico Lombardo. Vol. III. (Alessandro Colombo. "L'ingresso di Francesco Sforza in Milano e l'inizio di un novo prinzipato") - (Felice Fossati. "La plebe vigevanese alla conquista dei potere pubblici nel 1536". Itália: Società storica lombarda. Ardiciis Giordano, Luisa; Tardito, Rosalba (2000). Piazza ducale e i suoi restauri: Cinquecento anni di storia. Itália: Edizione Ets. Menochio, Giacomo (1586). Consiliorum siue Responsorum D. Iacobi Menochii ... liber quartus ... cum rerum summis, & indice locupletissimo, omnia nunc demùm accuratissimè recognita & à mille mendis ... Expurgata. Itália. Commission des missions scientifiques et littéraires (1882). Archives des Missions Scientifiques et Littéraires. 3eme Série, Volúmenes 8-9. Francia: Imprimerie nationale. Andenna, Giancarlo (1992). Metamorfosi di un borgo: Vigevano in etā visconteo-sforzesca : [atti del Convegno di Studi "Vigevano in etā visconteo-sforzesca" (Vigevano 30 settembre-1 ottobre 1988)]. Itália: Franco Angeli. Della Regia Deputazione di Storia Patria. (1892). Miscellanea di Storia Itáliana. Tomo XXIX. Itália.: Fratelli Boca Librai di S. M. Pontieri, Ernesto (1978). Carteggi diplomatici fra Milano Sforzesca e la Francia, Volumen 1. Itália: Instituto Storico Itáliano per l Eā Moderna e contemporanea. Società pavese di storia patria (1911). Bollettino, Volúmenes 11-13. Itália: Società pavese di storia patria. Toscani, Xenio (1969). Aspetti di vita religiosa a Pavia nel secolo XV.: In appendice: Atti della visita pastorale di Amicus de Fossulanis alla città e diocesi nel 1460. Itália: A. Giuffrè. Sottili, Agostino (1994). Documenti per la storia dell'universitā di Pavia nella seconda metā del'400: (1450-1455). Itália: Cisalpino-Goliardica. Ardicij Sacchetti, Egidio (1649). Vigevano Illustrato. Itália: G. P. E. Ramellati. Ardicio Sacchetti, Egidio (1649). Vigevano Illustrato. Itália: G. P. E. Ramellati. Cotta, Lazaro Agostino (1701). Museo novarese. Itália: per gli heredi Ghisolfi.