#1 to Infinity é o quinto álbum de compilação da artista musical estadunidense Mariah Carey. O seu lançamento em mercado musical norte-americano ocorreu no dia 18 de maio de 2015, sob distribuição da editora discográfica Epic Records, marcando assim o seu primeiro lançamento com a editora, após ter assinado um contrato com a mesma em março do mesmo ano. Este é também o segundo álbum de números um da artista, após #1's, lançado em 1998 sob distribuição da Columbia Records. Number 1 to Infinity consiste de dezanove faixas, das quais as primeiras dezoito conseguiram todas alcançar a posição de topo da tabela musical Billboard Hot 100, fazendo de Carey a artista a solo com o maior número de canções no primeiro posto dessa tabela, e a décima nona é uma nova composição, produzida apenas para o projecto.

Produção Concepção e contexto A carreira de Carey como cantora e compositora teve início em 1987, quando tornou-se vocalista de apoio da cantora Brenda K. Starr, a quem idolatrava. No ano seguinte, com apenas 17 anos de idade, a jovem conheceu o presidente da editora discográfica Columbia Records, Tommy Mottola, em uma festa na qual Starr entregou a ele uma gravação demo de Carey. Pouco tempo após isto, Carey prontamente assinou um contrato discográfico com a editora. O seu álbum de estreia homónimo (1990) baseia-se em ré-gravações masterizadas de várias músicas que compostas por si durante os seus tempos de escola com o auxílio do colega Ben Margulies. O primeiro single do disco, "Vision of Love", alcançou o primeiro posto da tabela musical dos Estados Unidos, bem como os restantes singles do disco. Ao longo da década de 1990, Carey foi posicionando mais canções no topo da tabela de singles dos EUA, acumulando treze números uns até Novembro de 1998. Foi nesse momento que os executivos da Columbia Records decidiram lançar um álbum de grandes êxitos. Contudo, devido a uma disputa entre a cantora e os executivos, pois ela queria incluir novo material e também as suas canções favoritas no projecto, e os executivos queriam apenas as obras mais bem sucedidas comercialmente nas tabelas musicais norte-americanas, este acabou por ser lançado e comercializado como um álbum de números uns, com a adição de cinco músicas inéditas.

"Heartbreaker" (1999), o primeiro single do sétimo trabalho de estúdio da artista, Rainbow (1999), com participação do rapper norte-americano Jay-Z, foi o décimo quarto e também o último tema de Carey a atingir o número um nos EUA na década de 1990. Carey foi a única artista da história da tabela a conseguir posicionar canções no topo em todos os anos de uma década, e tornou-se na artista feminina com a maior quantidade de canções nessa posição. Ao também alcançar o primeiro posto, "Thank God I Found You" (2000), com participação de Joe e 98 Degrees, marcou o décimo primeiro ano consecutivo da artista a liderar a tabela de singles. Quando "Touch My Body" (2008), o primeiro single do seu décimo primeiro projecto de estúdio, alcançou também o número um, Carey aumentou o seu recorde para dezoito canções, o que fez dela a artista feminina com a maior quantidade e a segunda no geral com a maior quantidade, perdendo apenas para os vinte singles da banda britânica The Beatles.

Nova gerência e desenvolvimento

Em maio de 2014, foi disponibilizado o décimo quarto trabalho de estúdio de Carey, intitulado Me. I Am Mariah... The Elusive Chanteuse. Vendendo apenas 117 mil unidades até Dezembro desse ano e tornando-se no primeiro disco da artista a não receber um certificado de vendas pela Recording Industry Association of America (RIAA), foi um enorme fracasso comercial, o que culminou na não-renovação do contrato discográfico da cantora com a Island Records, bem como com a empresa proprietária da mesma, a Def Jam Recordings.

Em março do ano seguinte, Carey assinou um contrato discográfico com a distribuidora fonográfica Epic Records, após revelar um desejo de voltar a se reunir ao executivo L.A. Reid e a Sony Music em geral. Reid, ex-presidente da Def Jam Recordings, foi o responsável por ajudar a renovar a imagem de Carey através do lançamento do seu décimo álbum de estúdio, The Emancipation of Mimi (2005). Além disso, Joey Arbagey, um colaborador nesse projecto, era naquele momento um executivo de A&R na Epic Records, e Doug Morris, que levou Carey para a Island Def Jam Group Recordings em 2003, era naquele momento o presidente da Sony Music. Contudo, tal como o acontecido quando a cantora assinou o seu contrato discográfico no valor de USD 100 milhões com a Virgin Records no início da década de 2000, este novo contrato foi também estabelecido no meio de revoltas e tumultos. Foi revelado que a artista havia procurado outras editoras discográficas, contudo, a Sony Music foi a única que esteve disposta a assinar um contrato, muito mais pelo facto de Carey já ter assinado um contrato com a distribuidora no passado e também porque Reid era presidente. "A Sony foi a única oportunida disponível, e acabou por sair muito pior do que ela [Carey] esperava. Carey pediu um adiantamento de USD 3 milhões; não conseguiu", declarou um informante anónimo que trabalha na empresa. Donald Passman, o gerente de Carey, não fez nenhum tipo de declarações acerca do assunto, bem como os publicistas Brian Sher e Stella Bulochnikov.

"Bem, L.A. Reid é tudo [para mim]. Eu senti-me muito abandonada sem ele. Eu estava perdida. Eu não gostava de estar num sítio sem uma família. Você tem que ter pessoas que realmente se preocupam consigo como uma artista, isso vem em primeiro lugar e é o principal, e bem como uma pessoa. É isso que eu recebo dele. Eu estava tipo a me estrebuchar, a fazer um trabalho que eu estava ainda oruglhosa de fazer."

Lançamento A capa do álbum foi revelada a 12 de abril de 2015 através do Twitter da cantora. Essencialmente, é uma versão actualizada da capa usada para promover o álbum #1's, apresentando a artista com as suas duas mãos em cada anca usando um vestido curto preto que revela o seu decote. A capa foi elogiada pela reanimação da sua imagem adoptada ao decorrer da década de 1990, com Carolyn Menyes do portal Music Times afirmando que a mesma conseguiu manter a artista minimalista e sensual ao mesmo tempo, contudo, foi criticada pelo uso excessivo de edição que fez com que a artista ficasse exageradamente magra e com expressão facial incomum.

A data de lançamento do álbum foi revelada no dia seguinte, com data marcada para 18 de maio do mesmo ano, coincidindo com o início dos concertos de Carey no Ceasar's Palace. Number 1 to Infinity marca o lançamento de estreia da artista na editora Epic Records e ainda o primeiro lançamento da artista a ser distribuído pela Sony Music desde o álbum Rainbow em 1999.

Histórico de lançamentoRegiãoDataFormatoDistribuidora fonográficaAlemanha15 de maio de 2015CD, download digitalSony Music EntertainmentReino UnidoDownload digitalAlemanha18 de maio de 2015Sony Music Entertainment, Legacy RecordingsCanadáSony Music Canada IncorporatedEspanhaSony Music Entertainment, Legacy RecordingsEstados UnidosFrançaÍndiaItáliaJapãoCD, download digitalSony Music EntertainmentReino UnidoCDDownload digitalSony Music Entertainment, Legacy RecordingsItália19 de maio de 2015CD, download digitalSony Music EntertainmentEspanhaCDAustrália22 de maio de 2015CD, download digitalEstados Unidos28 de maio de 2015Disco de vinilSony Music Entertainment

Estrutura musical e conteúdo A canção de abertura de #1 to Infinity é "Vision of Love" (1990), o primeiro single lançado da carreira de Carey e o responsável por tê-la divulgado na indústria musical. Tirado do seu álbum de estreia auto-intitulado, recebeu aclamção crítica universal, sendo creditada como a pioneira e influenciadora principal da popularização do uso da técnica vocal melisma durante a década de 1990. Três outras canções desse álbum foram inclusas em #1 to Infinity: "Love Takes Time" (1990), "Someday" (1991) e "I Don't Wanna Cry" (1991). Estas duas últimas atingiram um sucesso significativo apenas na América do Norte, onde a primeira conseguiu alcançar a posição de topo nos Estados Unidos e Canadá e a segunda repetido esse feito nos EUA e posicionado-se na segunda colocação no Canadá, tendo sido por esse motivo excluídas da edição internacional da compilação. Contudo, a versão de "Someday" que se encontra presente na compilação é a cantada ao vivo na gravação do programa de televisão MTV Unplugged, que por sua vez foi inclusa no extended play (EP) ao vivo MTV Unplugged (1992). De seguida vem "Emotions" (1991), tirada do álbum de mesmo nome, e a versão cover de "I'll Be There" (1992), originalmente gravada e lançada em agosto de 1970 pela banda The Jackson Five, que também foi cantada ao vivo durante a gravação de MTV Unplugged e inclusa no EP de mesmo nome. Duas canções de Music Box (1993) foram inclusas no alinhamento de faixas norte-americano: "Dreamlover" (1993), que liderou a tabela de singles por oito semanas consecutivas, e "Hero" (1993). Tal como acontecera em #1's, "Without You" (1994), versão cover da original gravada por Badfinger e inclusa em Music Box, foi apenas inclusa em versões internacionais de #1 to Infinity, tendo alcançado o primeiro posto da Nova Zelândia, Reino Unido e outros países europeus. "All I Want for Christmas Is You", o primeiro single de Merry Christmas (1994), foi também apenas incluso em edições internacionais, tendo se tornando em um dos temas mais vendidos na Ásia por um artista não-japonês e foi também o mais vendido no Japão em 1994, comercialziando cerca de 1,1 milhão de unidades. De Daydream (1995), foram inclusos três singles: "Fantasy", "One Sweet Day" e "Always Be My Baby". A versão de "Fantasy" inclusa em #1 to Infinity foi o remix com o rapper Ol' Dirty Bastard, visto que Carey tinha maior preferência por esta versão.

Tendo sido lançados após 1999, "Heartbreaker", com participação de Jay-Z; "Thank God I Found You", com participação de Joe e 98 Degrees; "We Belong Together", "Don't Forget About Us" e "Touch My Body" são os números uns de Carey que não foram inclusos em #1's. Pouco após anunciar o álbum, Carey revelou o desejo de incluir uma faixa inédita, pois sentia que ao não incluir novo material seria uma traição aos seus fãs. "Infinity" foi revelada como a única faixa inédita a ser inclusa em #1 to Infinity.

Crítica profissional

Jamieson Cox, escrevendo para a revista Time, achou que #1 to Infinity "destaca a enorme capacidade atlética e a habilidade que impulsionaram os primeiros trabalhos de Carey. Ela levou canções muito simples — tanto em termos de arranjos como temática — de pop, gospel e R&B e transformou-as em feitos potentes, concedendo-lhes dinamismo e drama com uma voz que fazia malabarismo com peças como o poder, a clareza e a agilidade com facilidade." Sobre "Infinity", apontou que embora não tenha potencial para ser um êxito nas tabelas comerciais, é uma canção que demonstra o que Carey consegue fazer neste momento da sua carreira, tal como fez em "We Belong Together" (2005) e "Touch My Body" (2008).