Flavio Alves Serafini (Niterói, 27 de setembro de 1979) é um professor de sociologia e político brasileiro, filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Está no terceiro mandato como deputado estadual do Rio de Janeiro.
Biografia Ingressou no movimento estudantil aos 16 anos. Como estudante da Universidade Federal Fluminense, fez parte do Diretório Central dos Estudantes Fernando Santa Cruz. É casado e possui dois filhos.
Em 2005, passou a trabalhar como professor da rede estadual e privada, e lecionou na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, instituição vinculada a Fundação Oswaldo Cruz.
Carreira política miniaturadaimagem|Serafini com a bancada do PSOL em 2017, apresentando um pedido de impeachment do então governador Luiz Fernando Pezão Serafini dedicou-se à fundação e construção do PSOL em Niterói a partir de 2007, sendo presidente municipal do partido nos períodos 2008–2010 e 2012–2014. Dentro do PSOL, integra uma corrente interna denominada Subverta. Participou da criação do Comitê de Solidariedade aos Desabrigados de Niterói.
Concorreu à prefeitura de Niterói em 2012, quando obteve votos (18,5% dos válidos), ficando em terceiro lugar, atrás de Felipe Peixoto e Rodrigo Neves.
Foi eleito deputado estadual em 2014 com votos. Segundo seu perfil no site da ALERJ, suas bandeiras incluem o passe livre, acesso à cultura, educação pública, justiça ambiental e social, moradia acessível e a luta contra o racismo religioso.
Em abril de 2015, votou contra a nomeação de Domingos Brazão para o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, nomeação que foi muito criticada na época.
Serafini foi novamente o candidato do PSOL à prefeitura de Niterói em 2016. Ficou em terceiro lugar, com 47.069 votos (20,62% dos válidos), atrás novamente de Peixoto e Neves.
Em fevereiro de 2017, votou contra a privatização da CEDAE.
Em julho de 2018, a ALERJ aprovou um projeto de sua autoria que instituiu a tarifa social nas barcas da linha Charitas-Praça XV. Três meses depois, foi reeleito deputado estadual com votos. Em 2019, foi eleito presidente da Comissão de Educação da ALERJ até 2021.
Em 2020, concorreu novamente a prefeito de Niterói, ficando em 2.° lugar com votos (9,82% dos válidos), sendo derrotado por Axel Grael.
Foi reeleito deputado estadual em 2022 com votos. Em setembro de 2023 foi eleito presidente estadual do PSOL, com mandato até 2025.
Em fevereiro de 2024, votou contra o fim do afastamento da deputada Lucinha, determinado pelo Tribunal de Justiça do estado por ela ser acusada de possuir ligações com milicianos.
Foi o autor, junto a Chico Machado, de um projeto de lei para garantir a oferta de ensino semipresencial, híbrido entre presencial e virtual, na educação de jovens e adultos, aprovado em setembro de 2025 na ALERJ.
Em dezembro de 2025, votou contra a soltura de Rodrigo Bacellar, então presidente afastado da assembleia, acusado de vazar a operação que prendeu o então deputado estadual TH Joias, associado à facção criminosa Comando Vermelho.
Em maio de 2026, reuniu assinaturas para instalar a CPI do RioPrevidência, voltada a apurar o envolvimento do órgão estadual no escândalo do Banco Master, sobre o qual Serafini já havia solicitado uma investigação. No mês seguinte, perdeu a presidência da Comissão dos Servidores Públicos da ALERJ, que exercia desde 2025, em uma manobra do PL.
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