O piriproxifeno  é um pesticida baseado na piridina e efetivo contra diversos artrópodes. Fabricado pelas empresas Sumitomo Chemical Co., Ltd.,, Syngenta e BePharm Ltd., nos Estados Unidos, é vendido sob o nome comercial Nylar; na Europa, sob os nomes de Cyclio (Virbac) e Exil Flea Free TwinSpot (Emax). No Brasil, o produto é comercializado com nome de Tiger 100 CE, sendo usado para proteger plantações de algodão, entre muitas outras, contra moscas da famíla Aleyrodidae  e outros insetos sugadores.

Tem sido usado também como larvicida, no controle do mosquito Aedes aegypti, vetor de viroses, como dengue, chicungunha e febre Zika por meio dos fumacês.

Boatos envolvendo piriproxifeno e microcefalia thumb|esquerda|Carro fumacê usado para a dispersão do piriproxifeno contra o Aedes aegypti durante uma epidemia de dengue em Coronel Fabriciano, no Brasil. Em fevereiro de 2016, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) divulgou uma nota técnica sobre a microcefalia e sua possível relação com doenças cujo vetor é o Aedes aegypti. Nessa nota, a Abrasco alertou sobre possíveis riscos associados ao uso do piriproxifeno como larvicida (geralmente adicionado a reservatórios e caixas de água), para combater a proliferação do mosquito.Nota técnica sobre microcefalia e doenças vetoriais relacionadas ao Aedes aegypti: os perigos das abordagens com larvicidas e nebulizações químicas – fumacê

A nota suscitou algumas interpretações alarmistas que foram posteriormente desautorizadas pela Abrasco. Em comunicado à imprensa, a Associação esclareceu que "em momento nenhum afirmou que os pesticidas, larvicidas ou outro produto químico sejam responsáveis pelo aumento do número de casos de microcefalia no Brasil", mas que "todas as hipóteses devem ser investigadas".Entidade diz ter sido mal-interpretada e não ver ligação entre microcefalia e larvicida

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a toxicidade do piriproxifeno tem sido estudada em ratos e coelhos. Em ratos, o piriproxifeno mostrou-se de baixa toxicidade e não teratogênico.Pyriproxyfen in Drinking-water: Use for Vector Control in Drinking-water Sources and Containers. Background document for development of WHO Guidelines for Drinking-water Quality.

Em uma análise de 2016 de especialistas australianos, embora não houvesse evidências conclusivas até aquele momento de que o vírus Zika seja, de fato, responsável pelo aumento da incidência de microcefalia no Brasil, a hipótese do piriproxifeno "simplesmente não é plausível."EXPERT REACTION: Is a pesticide, not Zika virus, causing microcephaly? 15 de fevereiro de 2016 O Rio Grande do Sul por via das dúvidas baniu o larvicida.[https://www.rt.com/news/332692-zika-brazil-chemical-larvicide/ Brazilian state suspends chemical used to fight Zika over fears it may be behind brain defects]

O consenso científico é que o causador da microcefalia era, de fato, o vírus Zika.

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