A Cinémathèque Française () é uma organização privada francesa, fundada em 2 de setembro de 1936. Financiada em grande parte pelo Estado Francês, a Cinémathèque Française dedica-se à preservação, restauração e a divulgação do património cinematográfico. Com mais de quarenta mil filmes e milhares de documentos e objetos relacionados ao cinema, ela constitui uma das maiores bases de dados globais sobre a sétima arte.
História A origem da Cinémathèque surgiu em 1935, quando Henri Langlois e Georges Franju, que durante anos, recuperaram e salvaram as cópias antigas de filmes, criando um cineclube intitulado Cercle du cinéma (), para mostrar e divulgar as obras do passado.
No ano seguinte, em 2 de setembro de 1936, com o apoio moral e financeiro de Paul-Auguste Harlé, nasceu a Cinémathèque française, que sob a direção de Henri Langlois, recebeu o mandato de conservar e restaurar os filmes, para mostrá-los às novas gerações, como uma instituição cinematográfica. Para além dos filmes, a Cinemateca francesa começou a colecionar tudo que estava relacionado com o cinema, como câmaras, cartazes, publicações, figurinos e até mesmo sets de filmagem.
Em 26 de outubro de 1948, a sala de projeção com sessenta lugares e o primeiro museu cinematográfico de Henri Langlois, foram inauguradas com três andares na sétima avenida de Messine, do 8º arrondissement de Paris. Foi neste ambiente que encontravam-se notavelmente François Truffaut, Jean-Luc Godard, Jacques Rivette, Éric Rohmer e Suzanne Schiffman.
Em 1 de dezembro de 1955, a Cinemateca francesa foi mudada e estabelecida numa nova sala de duzentos e sessenta lugares, na vigésima nona rua de Ulm, no 5º arrondissement de Paris, esta sala de Jules-Ferry reuniu à descoberta de cinéfilos parisienses, bem antes da era do cinema sob demanda, o património cinematográfico global através de Henri Langlois que projetou sua coleção para atender seus humores, os filmes como o filme B americano projetado por Nickel Odéon de Bertrand Tavernier.Anaïs Kien, documentário « Três vezes por dia, designado a 29 », La Fabrique de l'histoire, 17 de janeiro de 2012 Em de junho de 1963, a Cinemateca se instalou numa sala do Palais de Chaillot, graças aos fundos atribuídos por André Malraux, ministro da Cultura e passou a ser mais ligada com o governo.
Em fevereiro de 1968, André Malraux, sob pressão do Ministério das Finanças, exigiu mudanças na gestão da Cinémathèque française e Henri Langlois regressou. Um comité de defesa foi formado, os cineastas franceses (do qual Abel Gance, François Truffaut, Alain Resnais, Georges Franju, Jean-Luc Godard, Chris Marker, Jacques Rivette, Alexandre Astruc, Claude Chabrol, Pierre Kast, Claude Berri, Jacques Doniol-Valcroze, Jean Eustache, André Cayatte, Éric Rohmer, Jean Rouch, Joris Ivens, Robert Bresson, os atores Jean-Pierre Léaud, Claude Jade, Françoise Rosay e Jean Marais) se manifestaram. Cineastas estrangeiros, como Charlie Chaplin e Stanley Kubrick levaram os seus apoiantes. As manifestações de protesto foram organizadas e Henri Langlois foi reintegrado à direção da Cinémathèque, em 22 de abril.
Em 14 de junho de 1972, aconteceu a inauguração do primeiro grande museu do cinema, na praça do Trocadéro. Em 2 de abril de 1974, Henri Langlois recebeu o Óscar Honorário, e em seguida o César. Ele morreu em 13 de janeiro de 1977.
Em 1980, a sala de projeção da Cinémathèque française foi inaugurada no Centro Georges Pompidou. Constantin Costa-Gavras foi nomeado presidente da Cinémathèque em 1981. A partir de 1984 até 1996, Jack Lang, ministro da Cultura, iniciou o projeto, continuado por seus sucessores, da instalação de uma grande instituição cinematográfica dentro do Palais de Tokyo, perto do Trocadéro. Jean Saint-Geours tornou-se presidente em 1991.
As grandes retrospectivas foram então organizadas, permitindo que os espectadores apreciassem as obras de um cineasta na íntegra: Ingmar Bergman, Ernst Lubitsch, Fritz Lang e Robert Bresson. Após existir as programações temáticas como (western...).
A Cinémathèque foi transferida para o Palais de Tokyo.
Em 24 de julho de 1997, um incêndio tomou conta do telhado do Palais de Chaillot. As obras do Musée du Cinéma Henri Langlois (), foram evacuadas durante a noite e estiveram intactas, mas a Cinémathèque française deixou o palácio de Chaillot. A sala de projecção foi fechada por mais de um ano. Em 7 de novembro do mesmo ano, foi inaugurado uma sala no Grands Boulevards.
Nesta última sala, a Cinémathèque explorou os novos « territórios » cinematográficos, com filmes « à margem », como os filmes B. miniatura|Entrada da Cinémathèque française. Em 30 de junho de 1998, vista a decisão tomada do abandono do projecto de remodelação Palais de Tokyo, Catherine Trautmann, ministra da Cultura, anuncia a decisão de instalar « La Maison du Cinéma » no antigo Centre culturel américain na 51ª rua de Bercy, do 12º arrondissement de Paris. Jean-Charles Tacchella foi eleito presidente da Cinémathèque em junho de 2000. Em 29 de outubro de 2002, Jean-Jacques Aillagon, ministro da Cultura, anunciou que a Cinémathèque française e a Bibliothèque du Film (BiFi) se tornariam duas instituições conjuntas fusionadas, intitulada « Cinémathèque française », no edifício da 51ª rua de Bercy. Em 2003, Serge Toubiana apresentou o seu relatório Toute la mémoire du monde e tornou-se o diretor geral da Cinémathèque, em abril.
Em setembro de 2003, o produtor e realizador Claude Berri foi nomeado presidente da Cinémathèque. Em 28 de fevereiro de 2005, as salas do Palais de Chaillot e do Grands Boulevards foram fechadas e o novo local da Cinémathèque Française, na 51ª rua de Bercy à Paris, no antigo edifício do « American Center » do arquiteto Frank Gehry, foi aberto ao público em 28 de setembro de 2005.
Desde 1 de janeiro de 2007, a Cinémathèque française fundiu-se com a BiFi (Bibliothèque du film) e no mês de junho de 2007, a Cinémathèque française começou a ser presidiada por Constantin Costa-Gavras.
A Cinémathèque française é equipada pela projeção em formatos analógicosA primeira projeção cinematográfica pública foi realizada em Paris, no dia 28 de dezembro de 1895, por Antoine Lumière. (Georges Sadoul, Histoire du cinéma mondial, des origines à nos jours, Flammarion, 1968, p. 19). e digitais.
Em 2026, Isabelle Huppert foi eleita para um mandato de três anos como presidente da Cinemateca, sucedendo ao realizador Costa-Gavras que ocupava o lugar desde 2007. É a primeira mulher a ocupar o cargo.
Bibliografia
Ligações externas
Cinémathèque Française Categoria:Cinema de Paris Categoria:Museus de Paris Categoria:12.º arrondissement de Paris Categoria:Organizações fundadas em 1936 Categoria:Fundações na França em 1936 Categoria:Museus de cinema