A esmorga é uma novela tremendistaCarta de Ramón Piñeiro a Fernández del Riego o 13 de marzo de 1956 ( escrita por Eduardo Blanco Amor, publicada em Buenos Aires em 1959 e na Galiza em 1970. Foi uma das primeiras novelas galegas do pós-guerra, e foi um marco da história da literatura galega. A sua repercussão nas gerações posteriores levou-a a ocupar um lugar destacado do cânone literário. O livro foi adaptado para o cinema e o teatro, e traduzido para várias línguas. thumb|Expediente de censura, 1969.
Trama A novela narra a esmorga de três personagens, Cibrán o Castizo, Xanciño o Bocas, e Aladio Milhomes, que tomam uma bebedeira de dia inteiro e mais a noite, o que resulta no falecimento de dois deles, e um processo judicial para o terceiro. De fato, é este terceiro, Cibrán, quem conta toda a história ao juiz, e graças ao qual conhecemos o que sucedeu (a sua versão do sucedido). A novela é dividida em cinco capítulos precedidos de um pequeno texto de introdução. A introdução foi escrita pelo autor do texto principal, que retoma a sua voz também nos dois últimos, entretanto, a maior parte dos capítulos estão postos diretamente na voz de Cibrán.
A trama desenvolve-se na cidade de Auria, representação de Ourense, com diversas referências a espaços ourenses reais. As 24 horas da esmorga transcorrem no inverno, durante uma jornada de chuva, frio e geada.
Adaptações e traduções
Cinema A obra foi levada ao cinema com o título de Parranda (Gandaia) en 1977, com direção de Gonzalo Suárez e roteiro do próprio Blanco Amor,Gran Enciclopedia Galega Silverio Cañada e, a 15 de novembro de 2014, estreou o filme A esmorga, com direção de Ignacio Vilar, no Festival de Cinema Internacional de Ourense, e em 21 de novembro em toda a Galiza.«A Esmorga» se estrenará el 21 de noviembre en toda Galicia con 50 copias Diario La Voz de Galicia, 15-09-2014. «A Esmorga», del papel a los cines de toda Galicia Diario ABC, 21/11/2014. «A esmorga», a corredoira movie.
Teatro Também foi levada ao teatro em diversas ocasiões. O grupo ourense Sarabela Teatro realizou encenações em 1996 e 2010, sobre a adaptação que escreveram os dramaturgos Begonha Munhoz e Carlos Couceiro. Ambas as duas montagens receberam prêmios María Casares de teatro.
Traduções Foi traduzida: Ao castelhano, pelo próprio autor en 1960, com título de La Parranda (A Gandaia)."Blanco Amor, Eduardo Modesto" en Dicionario biográfico de Galicia, Tomo 1, p. 114. Ao asturiano. Ao italiano, por Attilio Castellucci em 2006, publicada pelo editorial Carucci com mesmo nome, A esmorga e por Manuele Masini em 2007, «La Baldoria» (A Farra), SEF Editora. Ao francês, por Vincent Ozanam em 2007, e publicada pela editoria bretã Terre de Brume sob o título de Le noce (As núpcias). Ao inglês, por Craig Patterson em 2012, «On a bender» (Em um porre apavorante), Gales, Ed. Planet, 2012. ISBN 978-0-9540881-9-4. Ao catalão, por Jaume Silvestre, «La gresca» (Folia), Mallorca. Ed. El Gall Editor, 2014. ISBN 978-84-941685-2-9.
Notas
Categoria:Livros da Espanha