miniaturadaimagem|Lagoa Rodrigo de Freitas, por Félix Taunay (1828). Muitas das pinturas de Taunay estão contidas na Coleção Geyer A Coleção Geyer é uma coleção de obras artísticas que reúne livros, álbuns, pinturas, gravuras, litografias, desenhos, mapas e demais objetos de arte reunidos durante 40 anos, totalizando 4255 artefatos. O conjunto é considerado a maior coleção particular de brasiliana, e foi tombado pelo IPHAN em 2014.

Em 1999 foi doada ao Museu Imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro, por seus proprietários Paulo e Maria Cecília Geyer. A doação foi a maior da história da arte brasileira.

Conteúdo miniaturadaimagem|Panorama do Rio de Janeiro, pelo artista chinês Sunqua (1830-1870). Uma das maiores raridades da coleção Geyer. A coleção é constituída por 4255 artefatos. Destes, 1120 são objetos iconográficos (como pinturas e gravuras), 2590 livros (com ênfase em registros de viajantes e cronistas que visitaram o Brasil no século XIX), 466 móveis e objetos (incluindo 200 pinhas de cristal e vidro e uma lanterna de prata que fazia parte da carruagem de D. Pedro II), dentre outros.

Casa Geyer A Casa Geyer é uma mansão localizada no bairro do Cosme Velho, na cidade do Rio de Janeiro, que pertenceu à família Geyer e foi doada ao Museu Imperial de Petrópolis junto à coleção em 1999. Foi comprado pelo casal em 1968 do empresário Albert Lee, e anteriormente fora a antiga sede de uma fazenda de café.

O terreno do imóvel possui 12 mil metros quadrados, e é cercado por vegetação da Mata Atlântica. Encontra-se bem próximo do Cristo Redentor. Em uma parte do terreno, passa um trecho do rio Carioca.

Exposição

Museu Em 2014, com o falecimento de Maria Cecília (viúva desde 2004), a coleção e a casa passaram definitivamente para a posse do Museu Imperial de Petrópolis. O objetivo seria transformar a casa num museu onde a coleção pudesse ser exposta ao público. Para que isso ocorresse, seria necessário realizar diversas reformas, incluindo obras de acessibilidade, adequações às normas do Corpo de Bombeiros, e instalação de sistemas de climatização para a preservação do acervo. As reformas ficariam a encargo do Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) e custariam 23 milhões de reais.

A meta inicial seria inaugurar o museu em 2016, no entanto por falta de financiamento, o prazo não foi cumprido. As obras ficaram paralisadas até 2022, quando o projeto recebeu um aporte de 8,5 milhões de reais da Unipar, conglomerado petroquímico outrora presidido por Paulo Geyer e cujo acionista controlador à época seria Frank Geyer Abubakir, neto de Paulo e Maria Cecília. Frank Geyer também entrou na justiça contra a União para garantir a abertura do museu.

O plano da diretoria do Museu Imperial seria iniciar as obras de imediato e obter o restante do valor através de patrocínios com outras empresas, com o museu inaugurando em 2024. No entanto, tais patrocínios não foram firmados e as obras foram paralisadas novamente em agosto de 2024, com os 70 funcionários envolvidos na restauração sendo demitidos.

As obras do museu se encontram paralisadas, sem previsão de inauguração.

Obras desaparecidas Em 2014, quando técnicos do Ibram receberam as chaves da Casa Geyer e compararam o inventário presente com o previamente catalogado, observaram que 124 obras estavam desaparecidas, com o quarto de Maria Cecília revirado e dois cofres arrombados. Em 2017, uma ação da Polícia Federal reaveu 21 das obras desaparecidas, todas elas encontradas em escritórios e residências de descendentes de Paulo e Maria Cecília Geyer. Um desses escritórios foi o de Frank Geyer Abubakir, à época um dos delatores da Operação Lava Jato. A suspeita dos agentes foi que os itens houvessem sido subtraídos da mansão às vésperas do Museu Imperial assumir a coleção. Não há notícias sobre as demais obras desaparecidas.

Referências

Categoria:Patrimônio histórico do estado do Rio de Janeiro Categoria:Patrimônio tombado pelo IPHAN na cidade do Rio de Janeiro Categoria:Família Geyer