A eleição municipal em São Paulo em 2016 ocorreu em turno único, realizado em 2 de outubro do referido ano, com o objetivo de eleger um prefeito, um vice-prefeito e cinquenta e cinco vereadores, que seriam responsáveis pela administração da cidade por um mandato de quatro anos, de 1.º de janeiro de 2017 até 1.º de janeiro de 2021.
No momento do pleito, o prefeito titular era Fernando Haddad (PT), que concorria à reeleição. As movimentações pré-campanha ocorreram num contexto de crise político-econômica no país, envolvendo um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, correligionária do prefeito.
Fora eleito o empresário João Doria, candidato do Partido da Social Democracia Brasileira, em turno único, com 53,29% dos votos válidos do eleitorado paulistano, derrotando o prefeito em exercício.
Haddad foi o segundo prefeito da história da cidade que tenta uma reeleição consecutiva e não logra êxito, a primeira, Marta Suplicy, correligionária de Haddad e eleita prefeita em 2000 foi derrotada em segundo turno por José Serra, também do PSDB.
Pré-candidatos Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) A candidatura do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) foi alvo de especulação e disputa de diversos filiados. José Serra, último prefeito do partido (entre 2005 e 2006), foi eleito senador pelo estado de São Paulo em 2014 e, apesar de especulação midiática, negou que concorreria à prefeitura. O senador Aloysio Nunes, também após sofrer especulação sobre uma possível candidatura, selou, com Serra e o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, apoio à candidatura do vereador Andrea Matarazzo. Em 30 de dezembro de 2015, o deputado federal Bruno Covas se reuniu com o seu grupo político para anunciar que não disputaria as prévias do partido.
Em 14 de agosto de 2015, o presidente municipal do partido Mário Covas Neto anunciou a realização de prévias para definir o candidato. Na ocasião, anunciaram a participação, além de Matarazzo (com o apoio de Covas Neto), os deputados federais Bruno Covas e Ricardo Tripoli, e o ex-presidente da Embratur João Doria Júnior, que contava com o apoio do Governador de São Paulo Geraldo Alckmin e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
As prévias, que aconteceram em 28 de fevereiro, confirmou um segundo turno entre Doria (que conseguiu 43% dos votos) e Matarazzo (com 32%). Antes do segundo turno, no entanto, Matarazzo anunciou sua desfiliação do PSDB, deixando Doria como candidato único. Segundo Matarazzo, "houve flagrante uso da máquina estatal para auxiliar o Doria", se referindo a uma iniciativa do governador Geraldo Alckmin para promover a pré-candidatura do empresário. Como candidato único, Doria participou do segundo turno das prévias e conquistou 96.5% dos votos, elegendo-se pelo partido como pré-candidato oficial.
No dia 21 de julho, o deputado federal Bruno Covas, que concorreu à candidatura a prefeito pelo partido, foi anunciado candidato a vice-prefeito da chapa de Doria. No dia, o partido já tinha firmado aliança com dez partidos.
Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) Candidato derrotado nas eleições para governador do estado de São Paulo em 2010 (então pelo PSB) e 2014, Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), mostrou interesse em se candidatar à prefeitura em 2016 pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).
Em novembro de 2014, a Ministra da Cultura Marta Suplicy pediu demissão do cargo, retomando seu mandato de senadora. Em abril de 2015, Suplicy se desfiliou do Partido dos Trabalhadores (PT), em parte por ter sido preterida na escolha dos candidatos do partido para o governo paulista em 2010 (quando o escolhido foi Aloízio Mercadante) e para a prefeitura de São Paulo em 2012, quando o escolhido foi Fernando Haddad, que acabou eleito. Inicialmente em conversas com o PSB sobre uma possível filiação e candidatura, ao negociar também com o PMDB, a ex-prefeita irritou o partido, que, pelo presidente estadual Márcio França, anunciou que ela deveria concorrer à prévias caso decidisse se filiar e se candidatar. Em 26 de setembro de 2015, Marta se filiou ao PMDB, no entanto, sua candidatura não foi oficializada.
Alexandre de Moraes saiu do PMDB, se filiando ao PSDB, assim descartando seu nome das prévias ou especulações envolvendo o PMDB. Em 30 de julho, Marta foi lançada como candidata, tendo Andrea Matarazzo (PSD) como vice.
Partido dos Trabalhadores (PT) O candidato do partido foi o prefeito Fernando Haddad, que concorre à reeleição. Durante as prévias do partido dos trabalhadores o presidente nacional da sigla, Rui Falcão, afirmava que sua reeleição era prioridade partidária.
No dia 16 de julho, foi decidido que Gabriel Chalita (PDT), ex-Secretário da Educação, seria candidato a vice-prefeito pela chapa de Haddad. O PR (atual PL) declarou apoio informal a Haddad.
Partido Progressista (PP) O apresentador de televisão José Luiz Datena anunciou sua candidatura em 28 de julho de 2015, pelo Partido Progressista (PP), com o deputado estadual Delegado Olim como candidato a vice-prefeito. Em 21 de setembro de 2015, Datena oficializou sua filiação ao Partido Progressista. Após mostrar interesse em se candidatar à Prefeitura, o deputado federal e ex-prefeito Paulo Maluf desdenhou da possível candidatura de Datena e afirmou que apoiaria a reeleição de Fernando Haddad. Em janeiro de 2016, Maluf novamente sinalizou interesse em disputar a indicação do PP com Datena. Em 18 de janeiro de 2016, Datena anunciou renúncia a pré-candidatura e afirmou que não poderia "(...) permanecer em um partido que tomou mais de R$ 300 milhões da Petrobras." Após ser reconduzido à presidência estadual do Partido Progressista (PP), através de determinação judicial, Maluf afirmou que pretende ser candidato à Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2016. Em 7 de julho de 2016 o partido, através do delegado Olim, anuncia apoio a João Doria Junior (PSDB).
Partido Republicano Brasileiro (PRB) Logo ao ser eleito deputado federal em 2014, Celso Russomanno anunciou suas intenções em concorrer à Prefeitura em 2016 pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB). Em 7 de maio de 2015, o presidente do partido Marcos Pereira anunciou Russomanno como candidato oficial do PRB. Apesar de liderar com folga todas as pesquisas até o momento, a candidatura de Russomanno corre o risco de ser impugnada devido a um processo por peculato que tramita no Supremo Tribunal Federal contra o pré-candidato. O risco de Russomanno ser julgado culpado e, portanto, perder sua candidatura levou o Datafolha a incluir um cenário de primeiro turno sem Russomanno na segunda pesquisa do instituto referente à eleição.
No dia 24 de julho, o partido oficializou a candidatura de Celso Russomanno à Prefeitura de São Paulo, ainda sem vice definido. No dia da convenção, o partido tinha aliança com três partidos: o PSC, que deixou a pré-candidatura de Marco Feliciano para apoiar Russomanno, o PTN e o PEN.
Em 9 de agosto de 2016 o STF absolveu o candidato do crime de peculato por 3 votos a 2.
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) Em março de 2016, Luiza Erundina, deputada federal e ex-prefeita de São Paulo, deixou o Partido Socialista Brasileiro (PSB) com o intuito de fundar o Raiz Movimento Cidadanista. Ela se filiou ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) para manter sua atividade parlamentar enquanto viabilizava a organização da Raiz. Em abril, ela aceitou o convite do partido em se candidatar à Prefeitura, com o deputado federal Ivan Valente como vice.
Em 24 de julho, o PSOL oficializou a candidatura de Luiza Erundina ao cargo de prefeita de São Paulo, com Ivan Valente como candidato a vice. Durante o evento, foi revelada a primeira aliança da chapa: o PCB. Em 30 de julho houve o anúncio da segunda aliança: o PPL.
Rede Sustentabilidade (REDE) Em 17 de fevereiro de 2016, Ricardo Young, vereador de São Paulo e ex-candidato ao Senado Federal, anunciou sua filiação ao partido Rede Sustentabilidade (REDE) e mostrou-se aberto a uma candidatura.
O administrador Fabio Bueno Tanaka, co-fundador da Rede Sustentabilidade, também se apresentou como pré-candidato, mas em 24 de março de 2016, via redes sociais, o administrador retirou sua candidatura. Em 28 de julho, o REDE oficializou a candidatura de Ricardo Young ao cargo de prefeito de São Paulo, com a ativista Carlota Mingolla como candidata a vice.
Outros partidos Em 31 de agosto de 2015, o Partido Social Cristão (PSC) anunciou a pré-candidatura do deputado federal Marco Feliciano. Em 22 de julho de 2016, Feliciano decidiu retirar sua candidatura e o partido passa a apoiar Celso Russomanno (PRB).
Em 4 de outubro de 2015, o Partido Verde (PV) anunciou que o deputado estadual Roberto Tripoli seria o candidato da legenda, porém o partido anuncia apoio a João Doria Junior (PSDB) em 24 de junho de 2016.
Em outubro de 2015, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) anunciou a pré-candidatura de Marlene Campos Machado, presidente do PTB Mulher e candidata ao senado por São Paulo em 2014. A pré-candidatura durou até julho de 2016, quando o partido decidiu apoiar Marta Suplicy (PMDB), e Marlene será candidata a vice na chapa de Marta... Em 25 de julho, a candidata do PMDB fechou com o PSD e o partido pode apoiar Celso Russomanno (PRB) ou relançar a candidatura de Marlene... Mas na noite de 25 de julho de 2016, o PTB decide apoiar Celso Russomanno e nesse acordo é confirmado que Marlene será candidata a vice na chapa de Russomanno
Em 30 de março de 2016, o Partido Social Democrático (PSD) anunciou a pré-candidatura de Andrea Matarazzo, recém saído do PSDB. A pré-candidatura durou até 25 de julho de 2016, quando o partido decidiu apoiar a candidata Marta Suplicy (PMDB), com Matarazzo como candidato a vice na chapa ..
Em 4 de junho, o Solidariedade (SD) confirmou a pré-candidatura do Major Olímpio a prefeitura de São Paulo. Em 29 de julho de 2016, foi oficializada a candidatura.
Em 9 de junho, o Partido Social Democrata Cristão (PSDC) anunciou a pré-candidatura do Vice-Presidente da Associação Comercial de São Paulo João Bico. Em 24 de julho, a candidatura foi oficializada.
Em 7 de julho de 2016, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) anunciou a pré-candidatura do presidente licenciado do Sindicato dos Metroviários de São Paulo Altino de Melo Prazeres. Em 30 de julho foi oficializada a candidatura.
Em 10 de julho, o professor de Filosofia Filipe Celeti, filiado ao Partido Social Liberal (PSL) e coordenador estadual do partido ainda sem registro oficial LIBER, anunciou sua pré-candidatura por intermédio das redes sociais. O PSL deliberou sobre a candidatura em sua convenção, no dia 23 de julho. Na convenção, o partido anuncia apoio a João Doria Jr. (PSDB).
Em convenção ocorrida no dia 25 de julho, o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) aclamou a candidatura de Levy Fidelix à prefeitura de São Paulo em 2016, tendo como vice Jairo Glikson, filiado ao PRTB mas ligado ao Partido Militar Brasileiro, que ainda está sendo formado.
Candidatos a prefeito Prefeito (a)Vice-prefeito (a)Coligação Partido(s)Candidato (a)PartidoCargos relevantesCandidato (a)PartidoCargos relevantes10semmoldura|136x136pxCelso RussomannoCelso Ubirajara RussomannoPRB Deputado Federal por São Paulo (1995-2011; 2015-2016).semmoldura|136x136pxMarlene Campos MachadoMarlene Oliveira de Campos MachadoPTBSão Paulo Sabe, A Gente Resolve (PRB, PSC, PTB e PEN)13semmoldura|130x130pxFernando HaddadFernando HaddadPT Ministro da Educação do Brasil (2005-2012); Prefeito de São Paulo (2013-2016).semmoldura|136x136pxGabriel ChalitaGabriel Benedito Issaac ChalitaPDT Vereador de Cachoeira Paulista (1989-1993); Secretário Estadual de Juventude, Esportes e Lazer de São Paulo (2001-2002); Secretário Estadual de Educação de São Paulo (2002-2006); Vereador de São Paulo (2009-2011); Deputado Federal por São Paulo (2011-2015);