A Igreja Ortodoxa Autocéfala da Albânia () é uma jurisdição autocéfala da Igreja Ortodoxa na Albânia. Declarada autocéfala subsequentemente à independência do país, faz hoje a maioria de seus ofícios em albanês, mas em regiões com muitos falantes de grego, usa-se a língua local, de forma que é a única liturgia ortodoxa canônica que usa o grego moderno, diferentemente do koiné, preferido no restante do mundo helênico. Também há ofícios em macedônio para esta minoria linguística.Estatuto da Igreja Ortodoxa Autocéfala da Albânia, Artigo 7, p.2 (em albanês)
História O Cristianismo chegou ao país no século I, tendo São Paulo afirmado pregar em Ilírico e lendas locais afirmando que pregou em Durrës.Romanos 15:19 A Albânia ficou dividida entre o Cristianismo latino e bizantino, e durante o jugo otomano ainda passou por conversões massivas ao Islã, até que os ortodoxos a sul do Rio Drin foram postos sob a autoridade do Patriarcado de Constantinopla.
Tensões entre os ortodoxos albaneses e Constantinopla mostraram-se latentes após o Incidente Hudson de 1907, quando Krishnaq Dishnica, um imigrante albanês em Hudson (Massachusetts) que fora excomungado por atividades patrióticas, faleceu e teve ritos fúnebres negados pelos padres gregos da região, enfurecendo a comunidade albanesa. O cantor Fan Noli viu no incidente uma oportunidade para a emancipação eclesial de seu povo, sendo ordenado pelo arcebispo Platão Rozhdestvenski, primaz da Igreja Ortodoxa Russa nos Estados Unidos, e feito chefe da Missão Ortodoxa Albanesa na América, hoje parte da Igreja Ortodoxa na América. Pouco após sua declaração de independência do Império Otomano, Fan viajou para a Albânia, onde se tornou o primeiro hierarca da igreja local, que em 1922 finalmente declarou sua autocefalia em um concílio realizado em Berati, o que apenas foi reconhecido em 1937 pelo patriarca Benjamim I de Constantinopla. Fan ainda se tornaria primeiro-ministro de seu país.
A Igreja foi fechada em 1967 no regime de ateísmo de Estado de Enver Hoxha. Ao fim do regime comunista, quando a liberdade religiosa foi restaurada, havia apenas 22 padres ortodoxos vivos, para lidar com essa situação o patriarca de Constantinopla Bartolomeu nomeou Anastácio como exarca patriarcal da Igreja albanesa, e a instituição foi revitalizada desde então. No momento, existem cerca de 135 presbíteros servindo 909 paróquias.
Arcebispos
O Arcebispo de Tirana e Durrës é o primaz da Igreja Ortodoxa Autocéfala da Albânia. Também é chefe do Santo Sínodo. O último arcebispo de Tirana foi Anastásio da Albânia.
Bessarião (1929 - 1937) - Não reconhecido pelo Patriarcado de Constantinopla; Cristóvão (1937 - 1949); Paísio (1949 - 1966); Damião (1966 -1973); Vago (1973 -1992) - Durante a era comunista. Anastácio (1992 - 2025). João (2025- atualmente)
Organização miniaturadaimagem|Sés albanesas (2008).|376x376px
O Santo Sínodo dos Bispos foi criado em 1997 e é atualmente composto por:The Holy Synod of Albania , Orthodox Autocephalous Church of Albania, accessed on 2008-06-16
Arcebispo de Tirana, Durrës e de Toda a Albânia - Vacante; Metropolita de Berat - Astio; Metropolita de Korça, João; Metropolita de Gjirokastra - Demétrio; Metropolita de Apollonia e Fier - Nicolau; Metropolita de Elbasan - Antônio; Metropolita titular de Amântia - Natanael; Bispo titular de Kruja - Anastásio; Secretário Geral Protopresbítero: Padre Jani Trebicka.
Ver também
Religião na Albânia
Albanesa Categoria:Cristianismo na Albânia Categoria:Igrejas nacionais Categoria:Membros do Conselho Mundial de Igrejas