Pokémon GO é um jogo eletrônico free-to-play de realidade aumentada voltado para smartphones. O jogo é desenvolvido e publicado pela Niantic, Inc., em colaboração com a Nintendo e a The Pokémon Company para as plataformas iOS e Android. O jogo foi inicialmente lançado em julho de 2016 para alguns países, eventualmente foi expandindo para o resto do mundo. Com o uso do sistema de posicionamento global (GPS) e a câmara de dispositivos compatíveis, o jogo permite aos jogadores capturar, batalhar, domesticar e treinar criaturas virtuais chamadas Pokémon, que aparecem na tela do jogador usando realidade aumentada. Também há um acessório opcional, o Pokémon Go Plus, que alerta os usuários quando alguns Pokémon estiverem nas proximidades.
Pokémon GO foi lançado com críticas equilibradas. Alguns analistas elogiaram o conceito do jogo e o estímulo para que os jogadores se tornassem mais ativos no mundo real, embora houvessem alguns problemas técnicos que se evidenciaram no lançamento. Ainda assim, o jogo tornou-se um fenômeno global e um dos aplicativos móveis mais utilizados em 2016, baixado mais de 500 milhões de vezes em todo o mundo. Foi-lhe creditada a popularização dos jogos baseados em geolocalização e realidade aumentada, com estímulo à atividade física dos jogadores e movimento aos negócios locais. Porém, o jogo também atraiu controvérsias ao contribuir para várias ocorrências de acidentes e perturbação da ordem pública.
Como funciona
Ao jogar Pokémon GO o usuário pode interagir com um mapa baseado no mundo real (inicialmente o Google Maps e atualmente o OpenStreetMap). O jogador se localiza e procura Pokémon por meio desse mapa. À medida que ele se desloca, o aplicativo vibra para avisar sobre a presença das criaturas virtuais pelo caminho. Ao tocar a tela do smartphone é possível visualizar o Pokémon no mesmo local onde o jogador está, pois, o jogo sobrepõe à visualização da câmara a imagem do Pokémon e simula que ele está no local onde o jogador se encontra, semelhantemente à realidade virtual. Para capturar o monstrinho, basta arremessar uma Pokébola. Daí em diante, além de tentar pegar todos os tipos diferentes Pokémon, ao atingir o nível 5 do jogo é possível dominar os diversos ginásios espalhados pela cidade. Além dos Ginásios, existem pontos específicos nos quais é possível coletar itens e Pokébolas (as chamadas PokéParadas). Esses locais geralmente são pontos muito conhecidos da cidade (museus, monumentos, entre outros), o único problema dele é que muitos jogadores reclamaram que o programa não conseguia ler o GPS do celular.
Jogabilidade thumb|esquerda|300px|Capturas de cenas de Pokémon GO. Utilizando a câmara do smartphone, mapas e a localização GPS do jogador, o jogo “coloca os pokémons no mundo real”, a partir da tecnologia de realidade aumentada. A proposta é fazer com que o jogador explore as regiões de seu próprio mundo, com objetivo de completar a Pokédex e vencer os estágios. O jogo utiliza uma mecânica semelhante ao do jogo Ingress, também desenvolvido pela Niantic Inc., que utiliza o GPS do smartphone para localizar a posição do jogador, a qual consequentemente será a posição de seu personagem no mundo virtual.
Conforme o jogador anda pela cidade, vários pokémons selvagens podem aparecer no mapa, dependendo do tipo de região em que se encontra. Com isso, ao estar próximo a uma praia ou rio, por exemplo, será mais fácil encontrar Pokémon do tipo água. Ao encontrar um Pokémon, entra-se no modo de captura no qual é necessário mirar precisamente o Pokémon e arremessar a Pokébola. O Pokémon pode tentar desviar ou rebater a Pokébola, sendo necessário ter precisão ao movimentar o celular. Neste modo, o jogador pode optar por capturar num cenário virtual semelhante aos jogos tradicionais de Pokémon ou ativar o modo câmara, que substitui o cenário 3D do jogo pelo cenário do mundo real, ou seja, o lugar exato quê o usuário está, mostrando o Pokémon na sua frente, através do seu celular.
Existem diversas diferenças da versão beta em comparação ao jogo atual, sendo notável a presença da imagem de um professor que orienta o jogador sobre os pokémon, ensinando-o a jogar, completar missões e ganhar recompensas assim como nos jogos originais da série, e o re-design completo dos modelos em 3D dos treinadores, que possuem agora uma aparência mais semelhante ao estilo anime. Inicialmente, apenas os 151 primeiros Pokémon estavam disponíveis, mas a Niantic liberou um update em fevereiro de 2017 que adicionou 80 novos monstrinhos da segunda geração da série, incluindo Chikorita, Cyndaquil e Totodile que estrearam nas versões Gold e Silver.
O cenário do mundo real pode ser substituído por um cenário virtual a qualquer momento, capturando os Pokémon e batalhando em ginásios, como, por exemplo, subir o nível do seu personagem ao capturar Pokémon. No jogo. É possível, também, ganhar itens como Pokébolas, Poções, Frutas e outros itens. Dependendo da cidade, o jogador pode encontrar PokéParadas, sendo normalmente localizadas em pontos turísticos, nos quais é possível recolher itens. Nesses lugares são distribuídas Pokébolas, Poções, Frutas, Itens de evolução e até mesmo ovos Pokémon que, assim como no jogo, irão chocar conforme o jogador anda pela cidade.
thumb|esquerda|Jogadores em Anchorage, Alasca, reunidos em um PokéStop num parque local.
Assim como nos jogos oficiais da série, também se pode encontrar ginásios. Ao encontrar um ginásio, o jogador é obrigado a escolher um time: Time Valor (que representa o Pokémon Moltres), Time Mystic (que representa o Pokémon Articuno) ou Time Instinct (que representa o Pokémon Zapdos). Se este ginásio for do mesmo time que o seu, você pode designar um Pokémon ao ginásio para defende-lo. Caso você tenha encontrado um ginásio rival, então poderá batalhar contra todos os Pokémon do ginásio para diminuir sua motivação, caso ganhe, poderá tomar este ginásio para o time ao qual pertence, tornando o ginásio do seu time. Caso os itens acabem e não haja uma PokéParada por perto, o usuário pode optar por comprar itens na loja do jogo.
Esta não é a primeira vez que a Nintendo junta a franquia Pokémon com a realidade aumentada. No jogo Pokémon Dream Radar, lançado para Nintendo 3DS, o console era utilizado para tentar capturar os Pokémon que apareciam ao redor olhando pela tela do 3DS. Os Pokémon capturados podiam ser transferido para os jogos Pokémon Black 2 e White 2. Entretanto, foi apenas em Pokémon GO que tal tecnologia foi utilizada na franquia de maneira tão profunda, visto que o jogo se concentra totalmente na realidade aumentada, literalmente colocando os Pokémon no mundo real, interagindo com elementos reais, através do celular.
PokéParada PokéParada ou PokéStop é o termo utilizado no jogo para designar os pontos onde o jogador pode conseguir itens como Pokébolas, Poções, Frutas, Itens de evolução e também ovos de Pokémon.
Para encontrar uma PokéParada, o jogador deve se orientar pelo mapa do jogo e se aproximar com seu smartphone da localização indicada. Assim que se aproximar de uma PokéParada interaja girando o foto disco azul que, assim, surgirá itens. Após pegar os itens em cada Poképarada, ela ganhará uma cor roxa e fica indisponível por um tempo. Há a possibilidade de simplesmente sair da PokéParada para que todos os itens sejam apanhados, no entanto, não funciona se estiver em deslocamento em um carro ou ônibus.
As PokéParadas podem estar localizadas em shoppings, monumentos, praças, parques e lugares públicos em geral. Existem em maior concentração nas grandes cidades do que nas pequenas, mas, em geral não é necessário um deslocamento muito grande para encontrar um, sendo que são muito mais comuns do que os próprios ginásios.
PVP O sistema de PVP, que aparecia no primeiro trailer do jogo, foi anunciado no início de dezembro de 2018 e foi oficialmente lançado no dia 13 do mesmo mês. Os combates poderiam ser efetuados de duas formas: estar no mesmo local que o seu rival com verificação de código QR ou remotamente contra jogadores com os quais se alcançou o status de “Melhor ou de Ultra Amigo”. O sistema é dividido em três ligas a partir do CP máximo do Pokémon permitido na batalha: A Grande Liga (máximo 1500 de CP), a Ultra-Liga (máximo 2500 de CP) e a Liga Mestra, sem limites de CP.
Desenvolvimento thumb|direita|John Hanke, o fundador da empresa Niantic. O conceito para o jogo foi concebido em 2014 por Satoru Iwata da Nintendo e Tsunekazu Ishihara da The Pokémon Company como uma brincadeira de 1 de abril em colaboração com Google, chamado Pokémon Challenge. Ishihara tinha sido um desenvolvedor fã do jogo de realidade aumentada anterior da Niantic, Ingress, e viu o conceito do jogo como um jogo perfeito para série Pokémon. A Niantic eventualmente iria utilizar dados de Ingress para preencher locais com PokéStops e ginásios dentro de Pokémon GO. Em 10 de dezembro de 2015, Ishihara dedicou seu discurso no anúncio do jogo a Iwata, que morreu dois meses antes. A trilha sonora do jogo foi escrita pelo compositor de longa data da série Pokémon, Junichi Masuda, que também contribuiu com algum design do jogo. Entre os designers visuais está Dennis Hwang, que já havia trabalhado na Google, e criou o logotipo do Gmail.
Em 4 de março de 2016, começou a fase de testes de Pokémon GO no Japão, e em 7 de abril do mesmo ano começaram os testes na Nova Zelândia e Austrália. Mais tarde, em 16 de maio, a Niantic anunciou em seu blog que o jogo entraria em fase de testes também nos Estados Unidos. O teste chegou ao fim em 30 de junho.
Em 24 de julho, John Hanke revelou as aparências dos três líderes de equipe na Comic-Con 2016: Candela (Team Valor), Blanche (Team Mystic), e Spark (Team Instinct). Hanke comentou que aproximadamente 10% das ideias para o jogo foram implementadas. Atualizações futuras, incluindo novos Pokémon e trocas entre os jogadores, bem como a implementação de Pokémon Centers em PokéStops, correções na função de busca de Pokémon nos arredores e treinamento mais fácil foram também confirmados. Hanke também afirmou que a Niantic seria a responsável pelo suporte do jogo nos próximos anos.
Em uma entrevista de 2025, Veronica Saron, Global Marketing Lead da Niantic para Pokémon GO, afirmou que o principal desafio pós-lançamento foi a reativação de públicos (famílias e jogadores ocasionais) mais do que a aquisição, com regionalização operacional (agências locais e ajuste por fuso horário) e campanhas baseadas em personas.
Acessório O Pokémon GO Plus é um dispositivo equipado com Bluetooth que permitirá aos jogadores executar determinadas ações no jogo sem olhar para o seu smartphone. Quando o jogador estiver perto de um Pokémon ou PokéStop, por exemplo, o dispositivo vibrará. O jogador poderá, em seguida, pressionar o botão para capturar um Pokémon em sua pulseira, sem poder, entretanto, verificar sua captura até que o acessório esteja conectado ao smartphone para transferir as informações.
O visual do acessório é uma combinação de uma Pokébola com o formato característico do pin usado no Google Maps. Segundo Hanke, A decisão de criar um dispositivo novo em vez de um aplicativo para smartwatches tem fundamento na acessibilidade a jogadores para os quais um relógio inteligente possa ser proibitivamente caro. O Plus, que teve um preço de pré-venda de US$34,99, foi catalogado no eBay por mais de US$100 após o fim dos estoques da Amazon, GameStop e da loja oficial Pokémon. Foi lançado no Reino Unido e na América do Norte em 16 de setembro de 2016.
Lançamento Disponibilidade regional + Datas para lançamentos globais de Pokémon Go 600px Chave Data Países ou regiões 6 de julho de 2016 Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos
13 de julho de 2016 Alemanha 14 de julho de 2016 Reino Unido 15 de julho de 2016 Itália, Espanha e Portugal 16 de julho de 2016