A eleição municipal do município do Rio de Janeiro em 2016 ocorreu em 2 de outubro daquele ano para eleger o prefeito e o vice-prefeito, além de 51 vereadores para a Câmara Municipal da cidade.

A campanha eleitoral contou com a participação de 11 candidatos a prefeito. O prefeito em exercício Eduardo Paes, do PMDB, não pôde buscar uma nova reeleição devido ao limite da Constituição brasileira a dois mandatos executivos consecutivos.

O primeiro turno foi realizado em 2 de outubro. Como nenhum candidato recebeu a maioria dos votos para ser eleito imediatamente em primeiro turno, os dois primeiros colocados desse, o então senador Marcelo Crivella, candidato do PRB, e o então deputado estadual Marcelo Freixo, candidato pelo PSOL, avançaram para o segundo turno. Em 30 de outubro, Crivella venceu a disputa, tendo sido eleito com 59,36% dos votos válidos ( votos), ante Freixo, que obteve 40,64% ( votos).

A chapa vencedora tomou posse na Prefeitura do Rio em 1° de janeiro de 2017 para um mandato de quatro anos. Após fracassar em duas tentativas anteriores (em 2004 e 2008), Crivella alcançou o Palácio da Cidade. Também foi a primeira vez que o PRB conquistou uma prefeitura em uma capital brasileira.

Contexto No Rio de Janeiro as eleições foram marcadas pela realização dos Jogos Olímpicos (entre os dias 5 e 21 de agosto de 2016) e Paralímpicos de Verão (entre 7 e 18 de setembro), que ocorreram de maneira simultânea à campanha eleitoral. Além disso, verificou-se uma acentuada crise financeira no estado, o que levou ao atraso no pagamento dos salários de servidores estaduais.http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/03/dornelles-admite-equivoco-em-impasse-do-rj-com-judiciario.html

Em 17 junho de 2016 a crise que atinge o Rio de Janeiro levou o governador em exercício, Francisco Dornelles, a decretar estado de calamidade pública, a 49 dias do início da Olimpíada no RJ. Essa é a primeira vez na história que o estado toma medida semelhante na área financeira.

A chamada esquerda politica está representada em três pré-candidaturas para o pleito de 2016 no Rio de Janeiro. No meio politico, começaram a haver especulações de que os candidatos da dita esquerda se 'acotovelariam', trocando ofensas durante a campanha. À medida em que essa informação era noticiada, Alessandro Molon (REDE), Marcelo Freixo (PSOL) e Jandira Feghali (PC do B/PT), se reuniram em ato político para firmar um acordo de não agressão durante o primeiro turno.

A respeito do atraso em divulgações de pesquisas de opinião por parte dos principais institutos Datafolha, Ibope, entre outros, em artigo divulgado na imprensa, o presidente nacional do PSOL, Luiz Araújo, citou que a pré-candidatura de Freixo tem chances reais de ir para o segundo turno nas eleições de outubro: “Às duas pesquisas se somam as informações de que Marcelo Freixo desponta como o nome da esquerda para disputar o segundo turno no Rio de Janeiro, potencial que certamente estará presente quando os institutos tiverem coragem de divulgar as pesquisas internas que estão fazendo até o momento”.

Jogos Olímpicos e Paralímpicos Para algumas regiões da cidade a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Verão trouxe impactos negativos, conforme denúncias feitas pela relatoria do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para o Direito à Moradia. Segundo as denúncias, em áreas da Zona Oeste (como as Vilas Recreio II, Harmonia e Restinga, localizadas no Recreio dos Bandeirantes), o epicentro dos Jogos, ocorreram remoções forçadas de moradores. Olimpíadas Truculentas – artigo de Raquel Rolnik, Relatora da ONU para o Direito à Moradia Adequada Além disso, o vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), John Coates, teria reclamado de atrasos nas obras de construção e infraestrutura dos Jogos. Cogitou-se, à época, que caso o Rio não estivesse pronto a tempo, Londres poderia sediar os Jogos de forma emergencial. No entanto, a ideia foi prontamente desmentida por uma porta-voz do COI, alegando que isso "nunca foi pensado e que era uma ideia falsa".

thumb|left|Marina da Glória, local de competições de vela.

Também chamou a atenção da mídia internacional a poluição das águas marítimas do Rio. Em julho de 2015 a Associated Press encomendou quatro rodadas de testes sobre a qualidade da água nos três locais de competições aquáticas (Marina da Glória na Baía de Guanabara, praia de Copacabana e Lagoa Rodrigo de Freitas) e também na praia de Ipanema, ponto muito frequentado por turistas, mas onde não será realizado nenhum evento olímpico. Os resultados dos testes indicaram altas contagens de adenovírus, rotavírus, enterovírus e coliformes fecais em algumas amostras. Esses são vírus conhecidos por causar doenças estomacais, respiratórias e outras, incluindo diarreia aguda e vômitos. As concentrações dos vírus foram aproximadamente as mesmas que são encontradas em esgoto puro. A Lagoa Rodrigo de Freitas, que foi declarada segura para remadores e canoístas, apresentou as águas mais poluídas entre todos os locais de competições. Ao apresentar a candidatura olímpica, as autoridades locais prometeram um programa de 4 bilhões de dólares para a expansão da infraestrutura de saneamento básico. Como parte do projeto olímpico, o estado do Rio de Janeiro prometeu construir unidades de tratamento de resíduos em oito rios para filtrar parte dos esgotos e impedir que toneladas de resíduos caseiros fluíssem para a Baía de Guanabara. Apenas uma unidade foi entregue. O governador do estado, Luiz Fernando Pezão, reconheceu que "para a Olimpíada não dá tempo" de terminar a limpeza da baía. Já o prefeito Eduardo Paes lamentou que as promessas olímpicas não tenham sido cumpridas, acrescentando que os Jogos estão se mostrando "uma oportunidade perdida" para a cidade no que diz respeito ao tratamento das águas.

thumb|right|Trecho da Ciclovia Tim Maia que desabou em 21 de abril de 2016.

Desabamento de ciclovia O prefeito Eduardo Paes estava em Atenas, na Grécia, em 21 de abril de 2016, onde participaria de cerimônia de acendimento da tocha Olímpica, quando soube do desabamento de um trecho da ciclovia Tim Maia, que ruiu devido a uma ressaca marítima. Construída pela administração de Paes, a ciclovia foi considerada "a mais bonita do mundo" devido à localização e à vista,População curte 'oficialmente' ciclovia da Niemeyer, no Rio sendo inaugurada em janeiro de 2016. Após a tragédia, que ocorreu em ano eleitoral e causou a morte de dois ciclistas, foi revelado que a construtora responsável pela obra pertencia à família do secretário municipal de turismo, Antônio Pedro Figueira de Mello."Ligada a família do secretário de Turismo, ciclovia de R$ 44 mi cai e mata dois". O Dia. 21 de abril de 2016.

Pré-candidaturas As convenções partidárias para a escolha dos candidatos tiveram lugar entre os dias 20 de julho e 5 de agosto. Alessandro Molon (REDE): Deputado federal, mais conhecido por ter sido o relator do Marco Civil da Internet. A Rede Sustentabilidade confirmou em convenção partidária realizada no dia 31 de julho, no Casarão Ameno Resedá, no Catete, na Zona Sul do Rio, a candidatura de Alessandro Molon para a Prefeitura do Rio. Molon conta com o apoio do Partido Verde (PV)e do Partido Pátria Livre (PPL).Em 2015 ficou em 14° lugar no prêmio congresso em foco, que premia os melhores parlamentares.

Carlos Roberto Osorio (PSDB ): ex-secretário estadual de transporte, deixou o PMDB e se filiou ao PSDB com a intenção de disputar a prefeitura. Atualmente ocupa uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro . Segundo o deputado federal Otávio Leite (PSDB), a intenção do PSDB é fazer uma campanha "anti-Dilma, anti-PT", procurando parceiros para coligação eleitoral nesse espectro político. Ele serviu como secretário-geral para o Comitê Olímpico Brasileiro , o Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos de 2007

Carmen Migueles (NOVO): candidata pelo recém aprovado pelo Partido Novo. Seu vice será Tomas Pelosi.

Clarissa Garotinho (PR): após eleger-se deputada federal em 2014, foi cotada como candidata do PSDB à prefeitura. No final de 2015 anunciou que estava grávida do namorado, o empresário Marcos Altive. Poderia, mesmo assim, sair candidata pelo PR.Em julho de 2016, Garotinho declara apoio a Marcelo Crivella (PRB).

Flávio Bolsonaro (PSC): Assim como seu pai, Jair Bolsonaro, é conhecido por declarações polêmicas. Em 23 de julho de 2016 a candidatura foi oficializada.

Hugo Leal (PSB): recém-filiado ao PSB, o deputado federal apresentou seu nome após a desistência do senador e ex-futebolista Romário de concorrer à prefeitura. Segundo o jornal O Dia, deve encontrar resistência em seu partido e desistir da disputa. Segundo a coluna Painel FC da Folha de S. Paulo, o PSB deve apoiar Pedro Paulo em troca do Ministério do Esporte, que seria assumido por Romário, num eventual governo de Michel Temer. Na Convenção do partido, foi deliberado que Hugo seria o vice de Indio da Costa, naquele pleito.

Indio da Costa (PSD): candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por José Serra na eleição de 2010, o deputado federal recebeu o aval do presidente nacional de seu partido Gilberto Kassab para concorrer à prefeitura. Segundo o jornal O Dia, Costa enfrenta dificuldades para se viabilizar e pode vir a desistir da disputa.Entretanto, em 30 de julho, foi confirmado como candidato a prefeito, recebendo o apoio do PR, do PSB e do PMB.

Jandira Feghali (PCdoB): deputada federal, obteve 9,8% dos votos na eleição municipal de 2008 e sua candidatura era defendida por uma ala minoritária do PT. Vinha tendo dificuldades para viabilizar sua candidatura, mas recebeu o apoio do PT após o rompimento da aliança nacional entre PT e PMDB, o que motivou o PT fluminense a entregar seus cargos na administração de Paes. A presença do ex-presidente no lançamento da pré-candidatura da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) à Prefeitura do Rio de Janeiro, pode significar um possível apoio de Lula à candidata do PCdoB que na reta final da campanha, recebeu em seu palanque a presença de Lula e Dilma. Em 24 de julho, o PC do B aprova em convenção o nome de Jandira à Prefeitura com Edson Santos (PT) como candidato à vice.

Marcelo Crivella (PRB): Em março de 2016, o senador teria confirmado sua saída do PRB e o ingresso no PSB. Mais tarde desmentiu sua ida para o PSB, dizendo que havia recebido proposta do partido, porém optou por permanecer no PRB. Bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, é alvo frequente de críticas. Busca uma aliança com o também senador Romário (PSB) para ampliar sua votação para além dos setores evangélicos, o que teria limitado sua votação em 2004 e 2008..Em 31 de julho de 2016 a candidatura foi oficializada. Recebeu o apoio do senador Romário, na reta final da disputa.

Marcelo Freixo (PSOL): Segundo colocado nas eleições anteriores, e deputado mais votado do Rio e do Brasil, o deputado estadual que lidera as pesquisas de intenção de voto, ao lado de Crivella, oficializou sua candidatura em 15 de dezembro de 2015, em convenção da qual participaram vários simpatizantes. O PSOL quis evitar as primárias fazendo a escolha por consenso. Freixo foi procurado por PT e PCdoB para possíveis alianças no pleito municipal carioca. Freixo, no entanto, condicionou qualquer tipo de aliança a um "conteúdo programático" e garantiu que se recusará a debater a sucessão de Paes em torno de trocar de cargos por tempo de TV no horário eleitoral gratuito.Oficializou sua candidatura em 20 de julho, formando chapa com o PCB. Também apoiou a candidatura de Freixo o grupo sem registro eleitoral Polo Comunista Luiz Carlos Prestes (PCLCP).http://www.cclcp.org/index.php/inicio-pclcp/nacional/717-nota-politica-os-comunistas-votam-brizola-neto-50-000-e-freixo-50-nas-eleicoes-do-rio-de-janeiro-rj