Gonçalo Falcão foi um militar português do século XVI, que se distinguiu no cerco de Diu de 1538, onde faleceu em combate.
Biografia Foi um dos mais heroicos defensores de Diu, sendo Governador da Praça António da Silveira. Comandou, então, o Baluarte de Santiago, em cuja defesa se portou heroicamente.
Felgueiras Gaio, no seu Nobiliário, refere um Gonçalo Falcão "que serviu na Índia e morreu em um combate em Diu".
É assim provável que se trate do mesmo. O cerco de Diu durou de setembro a novembro de 1538, pelo que deverá ter falecido entre essas datas.
Gonçalo Falcão seria assim filho de João Falcão e Cecília de Mendonça; e neto paterno de Gonçalo (de Sousa) Falcão, Fidalgo do Conselho do Rei, alcaide-mor do Castelo de Mourão por morte de seu irmão (falecido depois de 1477) e de sua mulher Margarida da Cunha.
Seu irmão Luís Falcão foi capitão de Ormuz e de Diu e - sempre segundo Felgueiras Gaio - sua irmã Catarina de Mendonça foi mulher (sem geração) de D. Pedro Álvarez Osorio, 4.º marquês de Astorga e 5.º conde de Trastâmara. Esta última informação foi tirada por Felgueiras Gaio da obra do genealogista espanhol Luis de Salazar y Castro, que na sua História Genealógica da Casa de Silva refere o casamento de D. Catarina (Falcão) de Mendonça com o 4.º marquês de Astorga, de quem foi a segunda mulher.
Deste Luís Falcão foi filho bastardo outro Gonçalo Falcão (mercenário), que Felgueiras Gaio refere como tendo servido na Índia, provavelmente o mesmo mencionado por Fernão Mendes Pinto, na sua obra Peregrinação, como combatente e aventureiro na Birmânia.
Categoria:Capitães do Reino de Portugal Categoria:Nobres de Portugal do século XVI