A década de 2010, também referida como anos 2010, década de 10 ou ainda anos 10, compreende o período de tempo que se iniciou em e terminou em .

miniaturadaimagem|420px|Da esquerda no sentido horário: Egípcios celebraram a renúncia de Hosni Mubarak durante a Primavera Árabe de 2011; O presidente dos EUA, Barack Obama, e sua equipe de segurança nacional supervisionam a Operação Lança de Neptuno, na qual ocorreu a morte de Osama bin Laden em 2011; a aceitação LGBT aumenta em diversas partes do mundo; Militantes do Estado Islâmico desfilam em Raqqua; o Bóson de Higgs é detectado pelo Grande Colisor de Hádrons e posteriormente confirmado em 2013; membros do movimento pró-Europa protestam contra a saída do Reino Unido da UE; Donald Trump em sua posse como Presidente dos EUA em 2017; tecnologias móveis e digitais, como o Smartphone, se tornam extremamente populares.

Visão geral no mundo thumb|246x246px|Bento XVI, primeiro papa a abdicar desde o século XIII. A década de 2010 teve início enfrentando as consequências após o fim crise econômica mundial, iniciada nos últimos anos da década anterior. A crise afetou especialmente os países da União Europeia, em especial os do sul da Europa, que tiveram aumento no desemprego e notas rebaixadas da dívida por agências como a Fitch e a Standard & Poor's. Mesmo os Estados Unidos, pela primeira vez, perderam a nota máxima (AAA). Porém, surpreendentemente, países da América latina como Peru e Uruguai não foram tão afetados por essa crise quanto economias latino-americanas mais crescentes como México e Argentina.

Os Estados Unidos mantiveram o seu status global de superpotência, embora levemente ameaçados pela contínua expansão chinesa, que lança vastas iniciativas econômicas e grandes reformas militares e tenta aumentar sua influência na África e no Mar do Sul da China, dessa maneira solidificando seu status de superpotência emergente. A disputa entre os Estados Unidos e a China se baseou na década em uma política de contenção por parte dos Estados Unidos e na disputa comercial iniciada em 2018 que foi fortemente impulsionada pelo Presidente Donald Trump.

A década também ficou marcada pela crise migratória na Europa, agravada em 2015. Centenas de milhares de migrantes irregulares vindos da África, Oriente Médio e Ásia Meridional buscam refúgio nos estados membros da União Europeia. Muitos seguiram a rota do Mediterrâneo, ocorrendo vários naufrágios e muitos perdem a vida. Ocorreu também uma nova aproximação entre a França e a Alemanha principalmente após a vitória de Emmanuel Macron nas eleições francesas. Uma das grandes polêmicas na Europa foi o anúncio da saída do Reino Unido da União Europeia, mais conhecido como brexit, marcado para 31 de outubro de 2019.

A partir de 2016, grande parte do mundo ocidental começou a experimentar uma reação política contra a globalização, especialmente a política de imigração e os acordos de livre comércio. Essa tendência ficou mais evidente após a votação do Brexit no Reino Unido e a eleição de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos. O aumento da desigualdade econômica nos países desenvolvidos também foi um importante tema de discussão ao longo da década. Em outros lugares, o sentimento populista aumentou nos países asiáticos no final de 2010, particularmente no sudeste da Ásia e na Índia.

No Norte da África, irrompeu a Primavera Árabe, em que regimes ditatoriais iniciados ainda no foram depostos através de forças populares, por meio dos rebeldes, tendo início na Tunísia e estendendo-se depois para o Egito e principalmente para a Líbia, culminando com a execução do ditador Muammar al-Gaddafi. Por outro lado, emergiu o grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, concentrado na região do Levante . Tal grupo vale-se de execuções brutais de reféns como método de intimidação, estendendo sua atividade para todo o norte da África e até mesmo para a Europa, sendo particularmente notáveis os ataques de novembro de 2015 em Paris, que deixaram 129 mortos e mais de 300 feridos, sendo este o maior ataque ocorrido em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial. Como resposta, a França iniciou uma ofensiva militar aliando-se à Rússia em bombardeios às áreas controladas pelo Estado Islâmico na região do Levante.

Ocorreu também o escândalo do Vatileaks, em que documentos secretos do Vaticano foram roubados, denunciando casos de corrupção no Banco do Vaticano e disputas internas dentro da Cúria. Em 2013, o abdicou do pontificado, fato que não ocorria desde o , o motivo alegado foi a falta de condições de saúde para continuar a exercer o pontificado. Em suas últimas audiências, Bento XVI denunciou a hipocrisia religiosa, e disse renunciar "para o bem da Igreja", ele foi sucedido pelo Papa Francisco, primeiro papa oriundo da América Latina.

Outro marco importante da década foi a popularização dos dispositivos móveis. As vendas de computadores convencionais caíram pela primeira vez, dando lugar ao crescimento de smartphones e tablets, conceito desconhecido do grande público até o lançamento do primeiro iPad pela Apple, em 2010. A Apple se tornou, no início da década, a empresa com maior de valor de mercado no mundo. Posteriormente o conceito do tablet seria adotado por outras fabricantes como a Motorola, a Sony, a Microsoft — em uma de suas até então raras incursões no mercado de hardware — e sobretudo a Samsung, com quem a Apple travou uma batalha judicial por causa de patentes durante 7 anos.

No Brasil thumb|255x255px|Dilma Rousseff, a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente do Brasil.

No mundo dos esportes, o Brasil recebeu quatro grandes eventos desportivos do mesmo ao longo da década, entre eles, a Copa das Confederações 2013, onde a seleção de futebol foi campeã, a Copa do Mundo de 2014 na qual viria a ocorrer o fatídico 7 a 1 para a seleção alemã na semifinal e em seguida em 2016, o evento desportivo mais importante do mundo, os Jogos Olímpicos Rio 2016, no qual o país teve a melhor participação da história, além de receber os Jogos Paralimpicos Rio 2016. No final da década, o país ainda recebeu a Copa América de 2019, na qual foi campeão. O Brasil sediaria o campeonato em 2015, mas em virtude dos grandes eventos, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, o país optou por trocar com o Chile.

Vale destacar também que nestes 10 anos, o Brasil recebeu diversos eventos importantes do mundo, sendo políticos ou religiosos. Estes são: a Rio+20 em 2012, a Jornada Mundial da Juventude de 2013 quando o Papa Francisco fez sua primeira visita ao país e a primeira visita fora da Itália como sumo pontifície, e a 2.ª, 6.ª e 11.ª Cúpula do BRICS em 2010, 2014 e 2019, respectivamente.

Também nesta década ocorreram o massacre de Realengo, que deixou 13 mortos e 22 feridos, o massacre de Suzano, que deixou 10 mortos e 11 feridos, e o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, que deixou mais de 240 mortos e outras centenas de feridos, além de um dos maiores desastres ambientais da história do Brasil e do mundo, ocorrido com a ruptura da barragem de Mariana, em Minas Gerais, controlada pela Samarco. Todo o ecossistema da bacia do Rio Doce foi completamente destruído após sofrer um despejo de 50 milhões de metros cúbicos de lama tóxica, que chegou até mesmo a atingir o litoral do Espírito Santo. Em 2019, houve o rompimento de uma barragem de rejeitos de minério de ferro, na Mina de Córrego do Feijão, administrada pela Vale S.A., na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, que deixou mais de 250 mortos e destruiu grande parte da fauna do Rio Paraopeba.

Primeiro mandato do governo Dilma O maior marco no início da década foi a eleição de Dilma Rousseff como a primeira mulher a ser eleita Presidente da República. Eleita pelo PT, demitiu vários ministros e funcionários de alto escalão em seu primeiro ano de mandato devido a acusações de corrupção. Teve, no início, um mandato caracterizado por uma política, em parte, voltada pela continuidade dos programas sociais de seus dois antecessores imediatos, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso e, em outra, por parcerias com a iniciativa privada na gestão de aeroportos e reduções pontuais de impostos em setores estratégicos da economia, como a eletricidade. Entretanto, o crescimento do PIB brasileiro não se destacou, em comparação a outros países emergentes. Em seu governo foi implantada a chamada nova matriz econômica, que visava beneficiar o setor industrial do país.

Em 2013, em meio a uma acelerada da inflação, o aumento da tarifa dos transportes públicos em São Paulo serviu de estopim para uma irrupção de protestos em todas as grandes cidades do Brasil, muitos deles violentos, chegando mesmo a incendiar a área frontal do Palácio Itamaraty, em Brasília, com várias demandas e condenações a toda a classe política brasileira. A presidente Dilma Rousseff respondeu a isto com a proposta de um plebiscito para uma reforma política, que não ocorreu.

Segundo mandato do governo Dilma e impeachment

Mesmo com a popularidade bem mais baixa, Dilma Rousseff foi reeleita em uma eleição acirrada para um segundo mandato em 2014. Em seu segundo mandato, o Brasil vivenciou a pior recessão desde o início do Plano Real na crise econômica de 2014. Acusações de crimes de responsabilidade por meio de pedaladas fiscais resultaram no impeachment de Dilma Rousseff, assumindo o vice-presidente Michel Temer em 2016. Eclodiu também a Operação Lava Jato, apurando um rombo histórico na Petrobras, que perdeu grande parte de seu valor de mercado. Nesta operação, vários próceres de grandes empresas e muitos políticos foram presos, inclusive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

Onda conservadora

miniaturadaimagem|255x255px|Jair Bolsonaro foi o primeiro presidente do Brasil eleito por um partido de direita após longo período de governos de centro-esquerda. Em 2018, após mais de uma década de governos considerados de esquerda no espectro político, houve uma grande mudança política no país quando o deputado federal Jair Bolsonaro, conhecido por suas polêmicas opiniões nacionalistas de extrema-direita, foi eleito Presidente da República. Ele foi eleito principalmente após o descobrimento de diversos escândalos de corrupção que ocorreram durante governos anteriores, como a crise econômica do Brasil de 2014 que se desencadeou no Governo Dilma e a insatisfação do povo enquanto a governos da esquerda.

Política e guerras

Guerras As principais guerras da década sejam elas internacionais ou internas em cada país são:

Conflitos internacionais +NomeData de inícioData finalDescriçãoConflito entre Israel e Palestina14 de maio de 1948 em progressoAs origens do conflito remontam ao final do século XIX quando judeus colonos começaram a migrar a Palestina e se juntar a judeus remanescentes das invasões históricas. Porém, é desde 1948 que o conflito armado entre as comunidades judaica e árabe em Israel e na Cisjordânia começa. Depois de Israel ocupar a Cisjordânia, a nação israelense começou a fazer assentamentos lá , o que tem sido um obstáculo para o processo de paz. As tensões também continuaram altas, já que o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, continua lançando foguetes transfronteiriços até o território de Israel.Guerra ao Terror Guerra do Afeganistão Guerra do Iraque11 de setembro de 2001 7 de outubro de 2001