Benjamim de Calamata foi um longínquo chanceler do Principado de Acaia da Grécia franca de 1297 até ao menos 1324.
Vida
Benjamim aparece pela primeira vez em 1297, quando, após a morte do príncipe da Acaia, Florente de Hainaut , sua viúva, a princesa Isabel de Vilearduin , retirou-se para o Castelo de Calamata. Para governar o principado, Isabel nomeou Ricardo Orsini como bailio e Benjamim, que havia sido o protovestiário principal — um oficial equivalente ao camareiro ocidental e encarregado com a manutenção da lista de titulares feudais — como o novo chanceler. Benjamim foi sucedido como protovestiário por um grego chamado Vasilópulo. Em 1300, Ricardo Orsini foi substituído como bailio por , sob conselho de Benjamim. Marechal hereditário do principado e um de seus barões mais poderosos, Nicolau também foi um amigo íntimo de Benjamim. Isso estabeleceu um período de rivalidade de Ricardo e Benjamim.
Em 1301, Isabel casou-se com seu terceiro marido, . O nome príncipe rapidamente tornou-se impopular na Acaia por sua arrogância, modos despóticos, e desrespeito com os princípios feudais do principado. Imediatamente após sua chegada, agindo sob conselho de um partidário de Ricardo Orsini, Filipe prendeu Benjamim sob acusação de traição e aprisionou-o em Andravida. Nicolau de Saint Omer imediatamente confrontou o nome príncipe em Glarentza e veementemente protestou este ato; a violência foi evitada através da intervenção de Isabel e os conselheiros de Filipe. Benjamim foi libertado após o pagamento de hipérpiros, e recebeu em troca a posse dum feudo em Peracora, próximo de Corinto. Apesar deste começo pouco auspicioso, Benjamim rapidamente conseguiu ganhar a confiança e estima de Filipe; sob seu conselho, o príncipe forçou Ricardo Orsini a adquirir um feudo pela mesma soma de hipérpiros, que, dado sua morte e a de seu único herdeiro logo depois, foi revertido ao fisco acaio.
Em 1304, ele foi uma das testemunhas do casamento do filho e herdeiro de Ricardo Orsini, , e Maria Comnena Ducena. Em dezembro de 1320, Benjamim tornou-se um cidadão da República de Veneza, e em junho do ano seguinte, estava entre os magnatas acaios que enviaram uma carta ao doge de Veneza oferecendo a concessão do principado para ele. Ele ainda estava ocupando o posto de chanceler em junho quando uma carta do príncipe foi endereçada aos nobres e magnatas acaios.
Bibliografia
Categoria:Pessoas do Principado da Acaia Categoria:Protovestiários Categoria:Venezianos do século XIII Categoria:Venezianos do século XIV Categoria:Nascidos no século XIII Categoria:Mortos no século XIV