A 80.000 Hours [Pt. 80 mil horas] é uma organização com base em Oxford, no Reino Unido, que realiza investigação sobre as carreiras com impacto social positivo e fornece conselhos sobre carreiras profissionais. Fornece este aconselhamento on-line, através de sessões de aconselhamento individual e através de uma comunidade de indivíduos com as mesmas ideias. A organização faz parte do Centre for Effective Altruism [Pt. Centro de Altruísmo Eficaz], filiado no Centro Uehiro para Ética Prática da Universidade de Oxford. O nome da organização refere-se à quantidade de tempo que normalmente se passa a trabalhar ao longo da vida. Foi uma das entidades sem fins lucrativos financiadas pela aceleradora de startups, Y Combinator, em 2015.
Princípios Segundo a 80.000 Hours, algumas carreiras destinadas a fazer o bem, são muito mais eficazes do que outras. Na sua estrutura de avaliação de diferentes opções de carreira, o valor de uma carreira é considerado como dependendo tanto do seu potencial de impacto, como do grau em que dá ao indivíduo as melhores oportunidades para ter um impacto no futuro.
O grupo sublinha que o impacto positivo da escolha de uma determinada ocupação deve ser medido pela quantidade de bem adicional que é feito como um resultado dessa escolha, e não pela quantidade de bem feito directamente. Considera formas indirectas de fazer a diferença, tais como ganhar um alto salário numa carreira convencional e doar uma parte dele, assim como formas directas, como a investigação científica. O filósofo moral Peter Singer menciona o exemplo do sector bancário e financeiro como carreiras potencialmente de alto impacto através dessas doações, na sua palestra TED, "O porquê e o como do altruísmo eficaz", em que discute o trabalho da 80.000 Hours.
Membros Os membros da 80.000 Hours devem "usar [as suas] carreira[s], pelo menos em parte, de uma forma eficaz para tornar o mundo um lugar melhor." O único requisito formal é que reportem as suas actividades altruístas uma vez por ano. William MacAskill é o fundador e presidente da 80.000 Hours, o Co-fundador e Vice-Presidente da Giving What We Can, e um Investigador Associado no Centro Uehiro de Ética Prática da Universidade de Oxford.
Crítica A 80.000 Hours promoveu a ideia de que seguir uma carreira de salário elevado e doar uma parte significativa desse rendimento a instituições de caridade custo-eficazes, pode fazer uma enorme quantidade de bem. John Humphrys criticou essa ideia no programa Today da BBC, dizendo que o tipo de pessoa que está interessado em fazer muito dinheiro, tende a ser egoísta, e que os jovens idealistas se tornarão cínicos à medida que envelhecem.
Essa ideia também foi criticada na Oxford Left Review, onde Pete Mills escreveu que carreiras lucrativas perpetuam um sistema injusto. Além disso, parece-lhe que, porque a probabilidade de realizar uma mudança social é difícil de quantificar, a 80.000 Hours é tendenciosa relativamente aos métodos quantificáveis de fazer o bem.
David Brooks, do The New York Times , criticou a organização pela sua abordagem consequencialista ao altruísmo e argumentou que cultivar o altruísmo não é puramente uma questão de maximizar o nosso impacto social positivo.
O movimento do altruísmo eficaz, do qual a 80.000 Hours é uma parte, tem sido criticado pelos fundadores da Charity Navigator, que negam haver causas que sejam melhores beneficiárias dos nossos esforços do que outras.
Ver também Altruísmo eficaz Ganhar para dar Espaço para mais financiamento Ética aplicada GiveWell Giving What We Can Centre for Effective Altruism What We Owe the Future
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