miniaturadaimagem|300px|Vista panorâmica parcial, em Caetité. miniaturadaimagem|300px|Vista parcial do Parque, em Caetité. O Complexo Eólico do Alto Sertão é o nome que recebeu o conjunto de complexos de produção de energia eólica na região baiana da cidade de Caetité, e que constitui o maior complexo dessa modalidade energética na América Latina. Situado nas cidades de Caetité (onde se concentra a maior quantidade de aerogeradores), Guanambi, Igaporã, Pindaí, Licínio de Almeida e Urandi os complexos Alto Sertão I, II e III possuem uma capacidade conjunta de produção de 1.113,2 gigawatts.
A primeira etapa, Alto Sertão I, foi inaugurado em Caetité em 10 de julho de 2012, mas não pode gerar energia de imediato, por conta da falta de linhas de transmissão.
Capacidade energética O Alto Sertão I possui 14 parques nos municípios de Caetité, Igaporã e Guanambi, com 184 aeorogeradores e capacidade de produção de 294,4 megawatts, o que já o tornava o maior da América Latina, a um custo de 1,2 bilhão de reais. Esta capacidade daria para abastecer um cidade com 540 mil lares.
O complexo Alto Sertão II tem uma capacidade de geração de 386,1 megawatts, a partir de 15 parques eólicos nos quatro municípios, numa área de 150 quilômetros de extensão com 230 aerogeradores, e com investimento para instalação orçado em 1,4 bilhão de reais, em 2014; a empresa responsável foi a Renova Energia. Em 2017, o Alto Sertão II foi adquirido pela AES Tietê (atual AES Brasil), por 600 milhões de reais, após a Renova Energia entrar em dificuldades financeiras.
O complexo Alto Sertão III conta com 26 parques com um total de 155 aerogeradores distribuidos pelos municípios de Caetité, Igaporã, Pindaí, Licínio de Almeida e Urandi, e capacidade instalada de 432,7 megawatts. No total, o complexo, recebeu investimentos superiores a R$2,5 bilhões, e produz energia suficiente para abastecer entre 900 mil e 1 milhão de residências, de acordo com o padrão ANEEL.
Problemas com a transmissão Apesar de inaugurado em 2012, o complexo Alto Sertão I ficou por quase dois anos sem poder gerar energia por falta de uma linha de transmissão que ligasse a cidade de Caetité até a estação de Bom Jesus da Lapa onde, então, seria interligada ao sistema elétrico nacional. A falta de geração gerou um custo mensal superior a quinze milhões de reais perfazendo e total estimado a 360 milhões, sem considerar as despesas havidas com o uso de termelétricas - sempre mais onerosas - repassadas aos consumidores. Esta situação foi exibida em programas televisivos nacionais, como foi o caso do Fantástico da Rede Globo e o CQC da Rede Bandeirantes. Construída pela CHESF, a linha finalmente ficou pronta em 2014 e inaugurada com a presença do então governador, Jaques Wagner, em 18 de junho daquele ano.
Uma nova subestação foi construída pela empresa Renova Energia em 2016, com objetivo de proporcionar o escoamento da produção consorciada de energias eólica e solar.
Parque solar conjugado Em 2016 a empresa Renova Energia deu início à construção de um parque de geração elétrica a partir da luz solar em Caetité; com uma capacidade estimada de 4,8 MW, o parque se compõe de 19.200 painéis fotovoltaicos, estará ligado ao parque eólico desta empresa situado na cidade de Igaporã, com oito torres.
No caso dos dois parques, a produção solar terá sua produção diurna, quando os ventos costumam ser mais fracos, enquanto durante a noite a geração eólica encontra sua maior constância.
Ver também
Energia eólica no Brasil
Alto Sertao Categoria:Construções de Caetité Categoria:Guanambi