Leão Calóteto (; 1315–1363) foi um governador provincial do Império Bizantino.
Vida
Calóteto foi um nativo de Quios, onde é mencionado pela primeira vez em 1315. Ao mesmo tempo, a ilha foi posse da família Zaccaria oriunda da República de Gênova, que mantinha-a de jure como feudo do imperador bizantino, mas praticamente como um domínio independente. Em 1328, ele fugiu da ilha e uniu-se ao imperador em Didimoteico. Juntos planejaram a recuperação de Quios pelos bizantinos. Ajudado por uma revolta da população grega local e o tesouro de Benedito II Zaccaria, irmão do governante da ilha Martinho Zaccaria, uma frota bizantina readquiriu a ilha em 1329. Martinho foi capturado, e Calóteto foi instalado como novo governador.
Calóteto foi um antigo amigo de João Cantacuzeno, o amigo mais próximo e principal assessor de Andrônico III. Consequentemente, quando a guerra civil entre Cantacuzeno e a regência de João V Paleólogo eclodiu, ele foi demitido por ordens de Aleixo Apocauco e substituído por Caloiane Civo. Ele fugiu para junto de João Cantacuzeno, e é atestado em 1345 com a posição de protosebasto, como um emissário do grande estratopedarca João Vatatzes. Ele reaparece em 1349, quando testemunhou um tratado com a República de Veneza em Constantinopla. De 1348 até 1363, foi nomeado governador da Antiga Foceia. Em 1358, esteve envolvido no caso do príncipe otomano (xazade) , que foi capturado pelos piratas gregos e mantido em Foceia em cativeiro. Calóteto recusou as exigências do imperador João V para libertar Halil, até receber em troca hipérpiros. Ao mesmo tempo, Calóteto reteve o posto de panipersebasto.
Bibliografia
Categoria:Bizantinos do século XIV Categoria:Família Calóteto Categoria:Governadores do Império Bizantino Categoria:Protosebastos Categoria:Panipersebastos