(m. ; ) foi um político da gente Otávia da República Romana eleito cônsul em com Tito Mânlio Torquato. Era filho de Cneu Otávio Rufo, pretor em , e pai de Cneu Otávio, cônsul em . Foi assassinado em em Laodiceia na Síria.
Primeiros anos Otávio aparece pela primeira vez como edil curul em No inverno de , foi enviado à Grécia com Caio Popílio Lenas como embaixador e, quando voltou, no ano seguinte, foi eleito decênviro sacro.Lívio, Ab Urbe Condita XLIII 17. Em foi eleito pretor e recebeu o comando da frota romana na guerra contra os macedônios do rei Perseu. Depois que ele foi derrotado na Batalha de Pidna, no mesmo ano, Otávio foi até a Samotrácia, onde Perseu havia se refugiado, e recebeu sua rendição. O rei macedônio foi em seguida levado ao cônsul Emílio Paulo, que estava em Anfípolis. Em , Otávio voltou para Roma com o butim amealhado em sua campanha e, em dezembro daquele ano, celebrou um triunfo naval.Lívio, Ab Urbe Condita XLIV 17, 18, 21, 35.Lívio, Ab Urbe Condita XLV 5, 6, 33. A riqueza acumulada na campanha lhe permitiu viver o resto de seus dias em esplendor, o que, segundo Cícero,Cícero, De Off. I 39 ajudou muito na sua eleição para o consulado em . Otávio construiu uma casa no Palatino e um belo pórtico conhecido como Pórtico de Otávio, do qual nada sobreviveu.Políbio, Histórias XXVIII 3, 5.Veleio Patérculo i. 9; Plutarco, Aemil. Paull. 26; Plínio História Natural XXXIV 3. s. 7; Festo s. v. Octaviae''.
Consulado () e anos finais Em , Otávio foi eleito cônsul com Tito Mânlio Torquato, o primeiro de sua família a alcançar o topo da magistratura romana. Três anos depois, foi enviado com dois colegas, Lúcio Aurélio Orestes e Espúrio Lucrécio, até a Síria Selêucida para reforçar, em nome do Senado, os termos do tratado firmado com Antíoco III no final da Guerra romano-síria, pois o país estava imerso no caos decorrente da pouca idade do herdeiro de Antíoco, Antíoco V Eupátor.Políbio, Histórias XXXI 12, 9.
Esta embaixada custar-lhe-ia a vida. Otávio foi assassinado em um ginásio em Laodiceia por um greco-sírio chamado "Leptines", que acusou o regente Lísias, o tutor do jovem rei, como mandante. Uma estátua foi colocada no Fórum Romano na ocasião e Cícero comenta que ela ainda estava lá em sua época.Cícero, de Fin. I 7; Phlipp. IX 2; Júlio Obsequente 72; Apiano Syr. 46; Plínio ''História Natural XXXIV 6. s., que confunde as duas embaixadas de Otávio.Políbio, Histórias XXXI 12, 13, 19-21.
Ver também
Bibliografia Fontes primárias
Fontes secundárias
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