O Rap do Pequeno Príncipe Contra as Almas Sebosas é um documentário brasileiro. Lançado em 31 de agosto de 2000, por Paulo Caldas e Marcelo Luna exibem uma linguagem ousada para o gênero do documentário ao utilizarem elementos da linguagem de ficção.
Documentário Paulo Caldas é diretor e roteirista de cinema, televisão e publicidade, estreou em 1997, com o filme Baile perfumado, que se tornou um clássico do cinema brasileiro contemporâneo, premiado em diversos festivais, sucesso de crítica e público. Em 2000, realizou, ao lado de Marcelo Luna, o documentário O Rap do Pequeno Príncipe contra as Almas Sebosas, que participou da seleção oficial do Festival de Veneza, representou o Brasil no Festival de Havana, onde levou o prêmio Grand Coral de Melhor Documentário. Participou também do Festival de Cinema de Cuiabá, vencendo na categoria de Melhor Direção,O rap do Pequeno Príncipe contra as Almas Sebosas em exibição no Cineclube VENTURA. Centro Universitário AESO Barros Melo - UNIAESO, 9 de abril de 2018. e da Jornada Internacional de Cinema da Bahia, onde obteve o Prêmio Glauber Rocha.Oricchio, Luiz Zanin. O Rap do Pequeno Príncipe Contra as Almas Sebosas documenta violência urbana. Terra, 31 de agosto de 2000. Cópia arquivada em 16 de março de 2016.
O longa de Caldas é um registro histórico da juventude e da cultura urbana da capital pernambucana. Conta a história de Garnizé e Helinho: dois personagens reais, moradores de Camaragibe, uma das áreas periféricas mais pobres do Brasil, na Região Metropolitana do Recife, um desses lugares onde "a polícia não entra, o Estado não atua", e a sociedade prefere esquecer.
O Pequeno Príncipe do título é o codinome de Helinho, um justiceiro acusado de matar 65 bandidos no município de Camaragibe. Helinho é querido pela comunidade por eliminar as almas sebosas - expressão local que designa os indivíduos que fazem mal às pessoas, os indesejados que "merecem morrer para que a paz na comunidade seja garantida".O rap do pequeno príncipe contra as almas sebosas, observatoriodoaudiovisual.com.br, 20 de junho de 2018.Em 1997, Helinho (Hélio José Muniz; Camaragibe, 22 de junho de 1977 — Recife, 15 de janeiro de 2001) foi preso, no Presídio Professor Aníbal Bruno, em Recife, onde seria assassinado, aos 24 anos de idade, por três outros detentos. Ver Helinho, o justiceiro mais novo do Brasil. Por Dilson Fonseca, correiodecorumbapantanal.com.br, 24 de setembro de 2023. Garnizé, 26 anos, é baterista da banda de rap Faces do Subúrbio, militante político, admirador de Che Guevara, Malcolm X e Zumbi. Líder comunitário em Camaragibe, vê na educação a solução para os problemas do seu meio e, na música, um caminho para conscientização das pessoas e mudança da sua realidade. Helinho e Garnizé se conheciam. Garnizé fora assaltado numa das encruzilhadas de Camaragibe. No dia seguinte, a alma sebosa já tinha sido despachada. Helinho tinha providenciado a aplicação da "justiça" porque era admirador do músico. Ganhou a gratidão eterna de Garnizé.
Prêmios e Indicações Ano Prêmio Categoria Indicação Resultado Ref.2000Festival de Cinema de CuiabáPrêmio Coxiponé - Melhor DireçãoPaulo Caldas e Marcelo LunaHavana Film FestivalGrand Coral - Second Prize (Documentário)Jornada Internacional de Cinema da BahiaPrêmio Glauber Rocha
Ligações externas
Categoria:Documentários do Brasil