A Gestão Ratinho Júnior no governo do Paraná corresponde ao período da história política do estado do Paraná.

Primeiro mandato thumb|200px|Posse do Governador Carlos Massa Ratinho Junior em 1º de janeiro de 2019, em Curitiba, no Paraná Na convenção realizada pelo Partido Social Democrático (PSD) em 21 de julho de 2018, Ratinho Júnior foi confirmado como candidato ao governo do Paraná pela coligação Paraná Inovador, contando com o apoio do Partido Social Cristão (PSC), Partido Verde (Brasil) (PV), Partido da República (PR), Partido Humanista da Solidariedade (PHS), Avante, Partido Republicano Brasileiro (PRB) e Partido Popular Socialista (PPS). Com a soma de 3.210.712 votos (59,99% dos válidos), Ratinho Júnior foi eleito governador do estado do Paraná ao lado do vice Darci Piana, ainda no primeiro turno das eleições. Já no primeiro dia do mandato, nomeou os 15 secretários de Estado a comporem a sua gestão.

+Secretários de Ratinho Júnior em janeiro de 2019PastaIncumbentePartidoAgricultura e AbastecimentoNorberto OrtigaraPartido Social DemocráticoCasa CivilGuto SilvaPartido Social DemocráticoCasa MilitarWelby Pereira SalesIndependenteControladoria-geralRaul SiqueiraIndependenteCulturaHudson JoséPartido Social DemocráticoDesenvolvimento Ambiental e TurismoMarcio NunesPartido Social DemocráticoDesenvolvimento Urbano e Obras PúblicasJoão Carlos OrtegaPartido Social DemocráticoEducação e EsporteRenato FederIndependenteGestão PúblicaReinhold StephanesPartido Social DemocráticoProcuradoria-geralLetícia Ferreira da SilvaIndependenteSegurança PúblicaLuiz Felipe Kraemer CarbonelIndependenteInfraestrutura e LogísticaSandro AlexPartido Social DemocráticoSaúdeBeto PretoPartido Social DemocráticoJustiça, Família e TrabalhoNey LeprevostPartido Social DemocráticoPlanejamento e Projetos EstruturantesValdemar Bernardo JorgeRepublicanos miniaturadaimagem|Ratinho Jr. em visita ao BOPE-RJ e entrega da Medalha Mérito de Operações Especiais, ao lado de Jorginho Mello, Romeu Zema, Cláudio Castro, Eduardo Leite e Tarcísio de Freitas Em seu primeiro mandato, sua gestão foi marcada por avanços em educação, economia e transparência pública, embora tenha enfrentado desafios devido à pandemia de Covid-19. No campo educacional, o Paraná passou de sétimo para primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no ensino médio, impulsionado por programas como ensino integral e cursos técnicos profissionalizantes.

A gestão criou o Banco da Mulher Paranaense, voltado ao empreendedorismo feminino, e o Cartão Futuro, que promoveu o primeiro emprego para jovens. Durante a pandemia, o estado abriu mais de 2.000 leitos de UTI, levando atendimento hospitalar a cidades que nunca haviam tido tais estruturas.Na economia, o Paraná ultrapassou o Rio Grande do Sul, tornando-se a quarta maior economia do Brasil em 2022, com a criação de mais de 400 mil empregos formais e a menor taxa de desemprego desde 2014. Ratinho Júnior implementou o programa Compliance no Paranacidade e na Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SEDU), visando aumentar a transparência e combater a corrupção, e propôs sua adoção em todos os órgãos estaduais. O governo também lançou o Paraná Trifásico, modernizando a rede elétrica rural, embora a conclusão tenha ficado para o segundo mandato.

A gestão enfrentou críticas, especialmente pela Operação Metástase, deflagrada pela Polícia Federal em 2021, que investigou desvios de R$ 19 milhões na saúde em Umuarama. Escutas telefônicas captaram Ratinho Júnior oferecendo ajuda a um aliado investigado, o prefeito Celso Pozzobom (PSC), gerando questionamentos sobre sua conduta. A oposição, liderada pelo PT, criticou a falta de conclusão de obras de infraestrutura, como a Ponte de Guaratuba e a duplicação da BR-277, prometidas em 2018. Apesar disso, sua popularidade permaneceu alta. Nas eleições de outubro de 2022 foi reeleito ao cargo de governador do estado com 3 319 139 votos (69,75% dos votos válidos).Ratinho Júnior (PSD) se reelege governador do Paraná

Reeleito Governador do Paraná + Secretários de Ratinho Júnior em janeiro de 2023 Pasta Incumbente Partido Casa Civil João Carlos Ortega Partido Social DemocráticoSaúdeBeto PretoPartido Social DemocráticoSegurança PúblicaCoronel Hudson Leôncio TeixeiraIndependenteEducaçãoRoni MirandaIndependenteAgricultura e AbastecimentoNorberto OrtigaraPartido Social DemocráticoFazendaRenê de Oliveira Garcia JúniorindependentePlanejamentoGuto SilvaProgressistasCidadesCamila Mileke Scucato (sucessede Eduardo Pimentel)Partido Social DemocráticoCulturaLuciana Casagrande PereiraIndependenteEsporteHélio WirbiskiCidadaniaInovação, Modernização e Transformação DigitalMarcelo RangelPartido Social DemocráticoIndústria, Comércio e ServiçosRicardo BarrosProgressistasAdministração e PrevidênciaElisandro Pires FrigoIndependenteProcuradoria GeralLetícia Pereira da SilvaIndependenteControladoria-geralRaul SiqueiraIndependenteDesenvolvimento Social e FamíliaRogério CarboniIndependenteCiência, Tecnologia e Ensino SuperiorAldo BonaIndependenteDesenvolvimento SustentávelValdemar Bernardo JorgeRepublicanosTrabalho e QualificaçãoMauro MoraesUnião BrasilMulher e Igualdade RacialLeandre Dal PontePartido Social DemocráticoComunicaçãoCleber MataIndependente miniaturadaimagem|Durante posse, ao lado de Ademar Traiano e Darci Piana, respectivamente, presidente da Assembleia Legislativa e Vice-Governador

Reeleito em 2022 com 69,75% dos votos válidos, Ratinho Júnior iniciou seu segundo mandato em 1º de janeiro de 2023, com foco em infraestrutura, privatizações e segurança pública, além de se posicionar como pré-candidato à Presidência da República em 2026.

A gestão concluiu a privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel) em agosto de 2023, transformando-a em uma corporação sem acionista controlador, apesar de forte oposição do PT e ameaças de judicialização, mesmo que com laços sociais com Gleisi Hoffmann. O governo também implementou novas concessões de pedágio, com o leilão do lote 1 (473 km de rodovias) em agosto de 2023, obtendo um desconto de 18,25% na tarifa, embora o leilão do lote 2 tenha recebido críticas por um desconto de apenas 0,08%. A construção da Ponte de Guaratuba, aguardada há décadas, foi iniciada em 2023, com previsão de entrega em 2025, mas enfrentou disputas judiciais com o Ministério Público Federal (MPF) por impactos ambientais. Diversos apagões marcaram a gestão privada da Copel, prejuízos em zonas rurais, como a perda de 30 toneladas de tilápias e centenas de frangos, por produtores agropecuários em 2026. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) repudiou os desastres e cobrou por soluções da Copel, que registra lucros bilionários.

Na educação, Ratinho Júnior ampliou o modelo de escolas cívico-militares para 312 unidades em 2024, contrariando a decisão do governo federal de encerrar o programa. O Paraná manteve a liderança no Ideb e investiu em segurança alimentar escolar. Em segurança pública, anunciou R$ 30 milhões em equipamentos em 2025, contribuindo para uma queda de 30% nos homicídios no primeiro semestre de 2025. O estado foi reconhecido pela OCDE como referência em sustentabilidade e pelo Programa Nacional de Transparência Pública como líder em transparência.

A gestão enfrentou críticas por questões ambientais, como a supressão de Mata Atlântica em obras no litoral, e denúncias envolvendo o uso de um software espião na Controladoria-Geral do Estado (CGE) e propinas confessadas pelo presidente da ALEP, Ademar Traiano (PSD), aliado de Ratinho.

Politicamente, Ratinho Júnior se projetou como presidenciável do PSD, com apoio de Gilberto Kassab e aliados de Jair Bolsonaro, embora tenha adotado um discurso moderado, evitando pautas radicais bolsonaristas. Pesquisas como a do Paraná Pesquisas (agosto de 2025) indicaram alta aprovação (81,1% em Curitiba) e liderança em cenários eleitorais para 2026, mas analistas apontaram sua baixa projeção nacional como um obstáculo. O PT criticou suas políticas privatistas e a entrega de escolas públicas à iniciativa privada.

miniaturadaimagem|Audiência na Alep, esclarecimento sobre os danos da venda da Celepar As indicações de que o governo do Paraná pretendia desnacionalizar a empresa pública, de economia mista, Celepar (Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná) começaram a se tornar públicas em 2023. No entanto, o processo de desestatização ganhou força em 2024, quando o governo estadual contratou a consultoria Ernst & Young por quase R$ 9 milhões e o escritório de advocacia Stocche, Foster, Passaro e Campos por mais de R$ 1 milhão para estruturar a venda da empresa. Em dezembro de 2025, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) suspendeu o leilão da Celepar, exigindo ajustes no processo. Posteriormente, essa decisão foi revertida de forma monocrática pelo conselheiro Valdir Amaral, o que gerou controvérsias dentro do próprio tribunal. Em fevereiro de 2026, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, suspendeu o leilão marcado para 17 de março, destacando preocupações com a privacidade dos dados sensíveis dos cidadãos e a necessidade de cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), devido aos riscos de cibersegurança e vazamento de dados, incluindo biometria facial, notas fiscais e transações bancárias ligadas a sistemas municipais e estaduais de informática e inteligência. Nepotismo é uma das causas citadas para motivar a privatização.

Terceirização do Ensino Público O governo do estado, liderado pelo governador Ratinho Junior (PSD), firmou um contrato em novembro de 2021 com a instituição de ensino Unicesumar, no valor de R$ 38,4 milhões, visando suprir a suposta escassez de mão de obra de professores. O contrato previa a oferta de aulas na modalidade de ensino a distância (EaD) e o fornecimento de professores para disciplinas específicas. Entretanto, desde março de 2022, têm surgido diversas reclamações por parte dos estudantes e seus familiares em relação a problemas enfrentados, levando alguns a solicitar o retorno dos professores da rede pública de ensino.

Essas pessoas seriam responsáveis pelo contato presencial dos estudantes com as disciplinas e receberiam uma remuneração de R$ 8,00 por hora trabalhada, o equivalente a R$ 640,00 para 20 horas. Sua tarefa seria mediar a transmissão de aulas síncronas por professores da empresa, que atenderiam até 20 turmas simultâneas.

No modelo proposto, há a substituição de educadores(as) por TVs e os(as) estudantes passariam mais de cinco horas em sala de aula sem a presença de um(a) professor(a). Os atos teriam ocorrido em várias cidades do estado, incluindo mais de 15, após o início no CEEP de Cascavel. Neste último caso, teria havido uma reversão da terceirização após um processo de mobilização considerável.

O Ministério Público Estadual acatou o pedido da APP-Sindicato e irá investigar a contratação da Unicesumar pelo Governo Ratinho Jr, para terceirizar aulas nos primeiros anos de cursos técnicos profissionais do Novo Ensino Médio. A instituição acatou o pedido da APP para que fosse investigado o contrato de terceirização e teria remetido a denúncia para a 5ª Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público.

O contrato e parceria acabou sendo recuadas a partir de 2023 devido a repercussão que ocorreu.