Flávio Gurgel Rocha (Recife, ) é um empresário e político brasileiro filiado ao Partido Novo (NOVO). É o proprietário da rede de lojas de departamento Riachuelo e do Grupo Guararapes.
Foi presidente das Lojas Riachuelo (terceira maior rede de moda do país), integrante do conselho do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) e vice-presidente de relações com investidores do Grupo Guararapes, empresa familiar que detém o controle da Midway Financeira, Confecções Guararapes Transportadora, Casa Verde e Shopping Midway Mall, maior shopping center do Rio Grande do Norte. Na carreira política, Rocha foi eleito por dois mandatos como deputado federal, sendo o primeiro pelo Partido da Frente Liberal (atual União Brasil), transferindo-se na sequência para o PL; e o segundo via PRN pelo Rio Grande do Norte.
Em março de 2018, anunciou sua filiação ao Partido Republicano Brasileiro, para disputar a Presidência da República, e com isso deixou o comando da Riachuelo. Posteriormente, retirou a pré-candidatura.
Biografia Nascido em 14 de fevereiro de 1958, Flávio Rocha exerceu a função de CEO da rede de Lojas Riachuelo e da Midway Financeira entre os anos de 2008 e 2018, período do maior crescimento da história da empresa, onde passou de 100 para mais de 300 lojas em todo o Brasil.
Sua família é proprietária do Grupo Guararapes, do qual faziam parte também o Shopping Midway Mall, além de negócios no setor logístico. As Lojas Riachuelo são um dos 15 maiores empregadores do País, com 40 mil colaboradores (2018). A família, com uma fortuna avaliada em 1,3 bilhão de dólares, aparece na .ª posição na lista Forbes de maiores bilionários do mundo e 39.º lugar entre os bilionários brasileiros.
Carreira política e empresarial Em 1986, foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte, sendo reeleito em 1990. Em 1994, chegou a se pré candidatar à presidência da república pelo PL, desistindo por conta do apoio de seu partido à candidatura de Fernando Henrique Cardoso. Na ocasião, acusou o partido de boicotá-lo para que não pudesse expor sua ideia de imposto único, o que, segundo o próprio, fortaleceria o valor do salário mínimo. Disse ainda que tal medida, desagradaria os banqueiros comprometidos com a candidatura de FHC. Rocha é defensor do liberalismo econômico.
Em 2016, recebeu o prêmio de "empreendedor do ano", da revista IstoÉ Dinheiro, na categoria Varejo. Ex-deputado federal entre 1987 e 1995, foi um dos primeiros empresários a apoiar o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e a candidatura de João Doria à Prefeitura de São Paulo.
Foi escolhido em 2017 pela Business of Fashion como uma das personalidades mais influentes da moda mundial e pela Revista Forbes como um dos 25 maiores CEOs do Brasil. Em 11 de outubro desse ano, foi denunciado pelo Ministério Público Federal por crimes contra a honra, em especial difamações, proferidos à Procuradora Regional do Trabalho do Rio Grande do Norte, Ileana Neiva Mousinho; Rocha se referiu à procuradora como "louca", "perseguidora" e "destruidora de empregos", em suas redes sociais. Mesmo com as provas que enquadram como crimes contra a honra, Flávio Rocha teve duas absolvições confirmadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5.ª Região, sob a justificativa de que ele agiu "à flor da pele."
Em janeiro de 2018, Rocha lançou o manifesto "Brasil 200" defendendo uma agenda liberal no campo econômico e valores conservadores nos costumes. O nome é uma referência aos 200 anos da independência do Brasil. Já em março, Flávio Rocha anunciou ser pré-candidato a presidência da república pelo PRB.
Em maio de 2018, recebeu, em 2018, o prêmio de CEO do ano da revista Consumidor Moderno, pelo seu trabalho ainda a frente da Riachuelo. Em junho, Flávio decide desistir de sua pré-candidatura por entender que o Brasil passava por um momento turbulento, que não podia flertar com os extremos e convicto de que inspirou aqueles que produzem ou que desejam produzir a ser protagonistas dessa luta política que não se esgota nas eleições de 2018.
Polêmica
Em 2017, o grupo Guararapes tornou-se alvo de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), no valor de R$ 37 milhões, sob a acusação de descumprimento de obrigações trabalhistas em relação a empregados de empresas terceirizadas que prestavam serviços ao grupo. O processo foi instaurado após uma investigação que envolveu mais de cinquenta empresas vinculadas ao Programa Pró-Sertão, distribuídas em doze municípios do Rio Grande do Norte. O levantamento apontou que trabalhadores dessas fornecedoras receberiam remunerações inferiores e teriam menos garantias trabalhistas do que aqueles contratados diretamente pela Guararapes.
Em resposta, o empresário Flávio Rocha, representante do grupo, afirmou que a ação representava uma perseguição do MPT à empresa. Em uma carta pública, Rocha mencionou e ofendeu nominalmente a procuradora Ileana Neiva Mousinho, alegando que suas ações poderiam prejudicar a economia local ao induzir a transferência das operações industriais para outras regiões do país ou para o exterior. Também classificou algumas exigências do órgão como excessivas e injustas, argumentando que não eram aplicadas a concorrentes do setor.
A controvérsia gerou manifestações de apoio à empresa por parte de trabalhadores, empresários e representantes de entidades estaduais, que expressaram preocupação quanto ao possível impacto econômico da ação. Segundo esses grupos, a eventual imposição de novas obrigações poderia aumentar os custos de produção e comprometer a competitividade das 62 facções de costura e seus funcionários que operavam na região, dificultando a concorrência com o mercado asiático. Em 2016, o setor teria movimentado cerca de R$ 100 milhões no estado.
A Riachuelo, pertencente ao grupo Guararapes, declarou que o Programa Pró-Sertão abrange aproximadamente cinquenta municípios do semiárido potiguar e envolve 61 oficinas que prestam serviços a 15 marcas. A empresa afirmou que o programa cumpre as normas legais trabalhistas, mantém ambiente de trabalho adequado, realiza auditorias periódicas e assegura tratamento igualitário a fornecedores e empregados diretos. Segundo dados da companhia, a iniciativa teria gerado cerca de 5 mil empregos e beneficiado aproximadamente 50 mil pessoas, sendo que 90% dos trabalhadores formalizaram vínculo empregatício pela primeira vez.
Em decisão proferida pelo juiz Alexandre Érico da Silva, da 7.ª Vara do Trabalho de Natal, a Guararapes foi absolvida, e o pedido de multa apresentado pelo MPT foi indeferido. O advogado Erick Pereira, que representou a defesa da empresa, afirmou que a sentença confirmava a regularidade das práticas trabalhistas da companhia.
A ação civil pública buscava responsabilizar o grupo têxtil Guararapes, controlador da marca Riachuelo, pelo cumprimento de direitos trabalhistas dos empregados das oficinas de costura terceirizadas. Desde sua abertura, em 2017, o processo provocou ampla repercussão no estado, gerando manifestações de empresários, políticos e trabalhadores do setor de confecção no interior potiguar. Categoria:Naturais do Recife Categoria:Empresários de Pernambuco Categoria:Varejo no Brasil Categoria:Candidatos à Presidência da República com candidatura indeferida Categoria:Deputados federais do Brasil pelo Rio Grande do Norte Categoria:Membros do Democratas (Brasil) do Rio Grande do Norte Categoria:Membros do Republicanos (partido político) do Rio Grande do Norte Categoria:Alunos da Fundação Getulio Vargas Categoria:Pessoas do Grupo Guararapes Categoria:Família Rocha (negócios) Categoria:Políticos conservadores do Brasil Categoria:Neoliberais do Brasil Categoria:Membros do Partido Novo do Rio Grande do Norte Categoria:Membros do Partido Liberal (2006) do Rio Grande do Norte Categoria:Membros do Partido Liberal (1985) do Rio Grande do Norte Categoria:Membros do Agir (Brasil) do Rio Grande do Norte