O Tratado de Kyakhta, assinado em 25 de maio de 1915, foi um tratado tripartite entre a Rússia, a Mongólia e a China.
A Rússia e a China reconheceram a autonomia da Mongólia Exterior (como parte do território chinês); a Mongólia reconheceu a suserania da China, e a Mongólia autônoma concordou que não possuía o direito de firmar acordos internacionais com países estrangeiros, respeitando as questões políticas e territoriais.
O representante da Mongólia, o primeiro-ministro Tögs-Ochiryn Namnansüren, tinha a determinação de alongar a autonomia até alcançar a independência de facto e rejeitar dos chineses algo além de poderes suseranos ineficazes e vagos. Os chineses visavam minimizar, se não eliminar, a autonomia da Mongólia. Os mongóis viram o tratado como um desastre, já que negou o reconhecimento de um Estado pan-mongol verdadeiramente independente. No entanto, a Mongólia Exterior permaneceu efetivamente fora do controle chinês Batsaikhan, O. The Last King of Mongolia, Bogdo Jebtsundamba Khutuktu. Ulaanbaatar: Admon, 2008, p.290-293 - ISBN 978-99929-0-464-0 e, de acordo com a explicação do barão B. E. Nolde, o Diretor da Seção de Direito do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, possuía todos os atributos necessários de Estado no direito internacional da época. Kuzmin, S.L. Сentenary of the Kyakhta Agreement of 1915 between Russia, Mongolia and China. – Asia and Africa Today (Moscow), 2015, no 4, p. 60-63
O tratado restringiu severamente a independência da Mongólia declarada em 1911, mas acabou se tornando discutível após a Revolução de Outubro de 1917 e a declaração da República Popular da Mongólia em 1921.
Ver também Revolução Mongol de 1911 Ocupação da Mongólia (1919–1921)
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