Tenente Francisco Gonzalo Marín, também conhecido como Pachín Marín (12 de março de 1863 — novembro de 1897), foi um poeta e jornalista que lutou ao lado de José Martí como membro do Exército da Libertação cubana. É um dos que supostamente projetaram a bandeira de Porto Rico.

Primeiros anos Marín (nome de nascimento: Francisco Gonzalo Marín Shaw) foi um dos seis irmãos nascidos de Santiago Marín Solá e de Celestina Shaw Figuero, em Arecibo, Porto Rico, cidade onde recebeu sua educação primária e secundária. Essa foi a época quando as duas últimas restantes colônias espanholas nas Antilhas, Porto Rico e Cuba, estavam exigindo mais autonomia ou total independência. Marín entrou para um seminário, mas não conseguiu terminar seus estudos devido à crise financeira da família. Marín passou a trabalhar com a intenção de ajudar a família dele e se tornou tipógrafo por profissão. Aos vinte anos fundou um jornal chamado El Postilion, acreditando na causa de independência [de Porto Rico] e defendia abertamente suas ideias. Marín expressou seu amor por seu país em seus poemas e no seu jornal. Em 1884, publicou seu primeiro livro de poemas intitulado Flores nacientes (Flores recém-nascidas), seguido de Mi óbolo em 1887, o qual continha os poemas "Mis dos cultos" (Meus dois cultos), "A la asamblea" (À assembleia) e "Al sol" (Ao sol).Vida, pasión y muerte de Francisco Gonzalo Marín Ele tinha um irmão mais velho, Wencenlao Marín, a quem ele admirava e com quem compartilhou os seus ideais.

O irmão de Marín se alistou no Exército da Libertação cubano, que estava lutando contra a coroa espanhola e recebeu a patente de tenente. Entretanto, Marín foi vítima de perseguição política pelo governo espanhol na ilha e foi ao exílio para a República Dominicana, em 1889. Durante a sua estadia, ele criticou as ações de Ulises Hereaux, o presidente da República, e se encontrou novamente exilado. Em 1890, passou a viver na Venezuela. Em Caracas, foi contratado pela editora "El siglo de Caracas" (O Século de Caracas) e publicou vários poemas, entre eles "Emilia". No entanto, não demorou muito tempo ele entrou em outro conflito, desta vez com o chefe de estado venezuelano Raimundo Andueza Palacio, e mais uma vez foi exilado, desta vez na ilha de Martinica.

Projeto da bandeira porto-riquenha 180px|miniatura|Bandeira de Porto Rico Em 1890, Marín retornou a Porto Rico por um curto período e, em 1981, emigrou para Boston, Massachusetts, Estados Unidos. Em 1892, Marín recebeu a trágica notícia de que seu irmão, o tenente Wencenlao Marín, havia perecido na batalha de Manigua em Cuba. Isto motivou Marín a viajar a cidade de Nova Iorque e se alistar no Exército da Libertação cubana. O quartel general do Exército cubano estava situado em Nova Iorque, sob o Partido Revolucionário Cubano. A pessoa que registrou os voluntários quando Marín passou a se alistar foi José Martí. O encontro dos dois foi o começo de uma amizade que foi interrompida com a morte de Martí em 1895.Francisco Marín Durante a sua estadia na cidade, colaborou na La Gaceta del Pueblo, um jornal separatista que publicou a narrativa "New York from Within". Marín é creditado com a concepção da bandeira porto-riquenha. Ele usou a bandeira cubana como modelo e inverteu as cores no triângulo e listras da bandeira. Ele apresentou a bandeira no "Chimney Corner Hall", em Nova Iorque, um local de encontro dos defensores da independência. A bandeira logo passou a simbolizar os ideais do movimento de independência de Porto Rico. Algumas pessoas acreditam que o Manuel Besosa foi o designer, baseado em uma carta escrita pela filha dele, na qual ela diz, "... meu pai me pediu para costurar alguns pedaços de pano, branco, vermelho e azul, que ele mesmo trouxe, esta pequena bandeira tem cinco listras alternadas, vermelho e branco, e um triângulo com uma estrela de cinco pontas dentro dela...". Contudo, houve uma carta escrita por Juan de Mata Terreforte, vice-presidente do Comitê Revolucionária de Porto Rico, de um capítulo do Partido Revolucionário Cubano, que claramente dá crédito ao Marín. O conteúdo original da carta em espanhol são os seguintes:

que, traduzido em português, diz o seguinte: A adaptação da bandeira cubana com as cores invertidas foi sugerida pelo patriota Francisco Gonzalo Marín em uma carta que ele escreveu da Jamaica. Fiz a proposta a vários patriotas porto-riquenhos durante uma reunião na Chimney Hall e foi aprovada por unanimidade.

Contudo, talvez nunca seja realmente conhecido quem projetou a bandeira. De acordo com alguns relatos em 12 de junho de 1892, o Antonio Vélez Alvarado estava no seu apartamento na 219 Twenty-Third Street, em Manhattan, quando ficou olhando a bandeira cubana por alguns minutos e depois olhou na parede em branco, na qual estava sendo visualizada. Vélez Alvarado percebeu, de repente, uma ilusão de ótica, na qual percebeu a imagem da bandeira cubana com as cores no triângulo e listras da bandeira invertida. Quase imediatamente, ele visitou um comerciante vizinho, Domingo Peraza, a quem ele comprou um pouco de papel crepe para construir um protótipo bruto. Depois ele mostrou seu protótipo em um jantar na casa do seu vizinho, onde o proprietário, Micaela Dalmau vda. de Carreras, convidara José Martí como convidado. Martí ficou agradavelmente impressionado com o protótipo, e garantiu conhecimento do mesmo em um artigo de imprensa publicado no jornal revolucionário cubano Patria, em 2 de junho daquele ano. A aceitação do protótipo tardou a chegar, mas cresceu com o tempo.Antonio Vélez Alvarado, amigo y colaborador consecuente de Martí y Betances, Autor: Dávila, Ovidio; pág. 11-13.; Publicado: San Juan, P.R.: Instituto de Cultura Puertorriqueña (Instituto de Cultura Porto-riquenha), 2002.

Além disso, em uma carta escrita por Maria Manuela (Mima) Besosa, a filha do membro do Comitê Revolucionário Manuel Besosa, disse que ela mesma quem costurou a bandeira. Isto criou convicção de que o pai dela teria sido o criador da bandeira.Porto Rico, Bem-vindo a Porto Rico. Consultado em 25 de fevereiro de 2009.

Exército da Libertação cubana Logo, Marín estava lutando em Cuba, onde recebeu a patente de tenente. Marín ficou ferido depois que ele e seus soldados confrontaram o Exército espanhol durante um conflito em Turiguanó. Acreditando que seria pesado para seus soldados, ele se recusou a ser tratado e foi colocado em uma maca. Em novembro de 1897, o tenente Francisco Gonzalo Marín morreu e quando os soldados dele regressaram eles sepultaram seus restos mortais.Museo Municipal de Manzanillo.

Obras poéticas Dentre as suas obras poéticas são:

Flores Nacientes (Flores nascidas) – 1884 Mi Obalo – 1887 Romances – 1892 En el barco (A mi Madre) (No barco) El Trapo (A bandeira) Arenas (Areias), Obra Poética e Antología de Pachín Marín, foram publicados postumamente em 1898. El trapo (A roupa) – O seguinte é o verso "El trapo", de Marín:Poesias de Francisco Gonzalo Marín

Espanhol(versão original) PortuguêstraduçãoCuando un pueblo no tiene una bandera, bandera libre que enarbole ufano,. en pos de su derecho soberano y el patrimonio, la gentil quimera;Quando um povo não tem uma bandeira, uma bandeira livre que voa orgulhosamente, enquanto busca o seu direito soberano e do patrimônio, a quimera suave;si al timbre de su gloria entera bríos de combate en contra del tirano, la altiva dignidad del ciudadano o el valor instintivo de la fiera;se ao som de toda a sua glória força de combate contra o tirano, a sublime dignidade do cidadão ou o valor instintivo do animal selvagem; con fe gigante y singular arrojo láncese al campo del honor fecundo, tome un lienzo, al azar, pálido o rojo,com a fé gigantesca e singular entrando em campo da honra fecunda, pegue um pano aleatoriamente, pálido ou vermelho,y, al teñirlo con sangre el iracundo verá cambiarse el mísero despojoe en un trapo que asombre a todo el mundo.E, por coloração com o sangue de um enraivecido verá o estrago lamentável transformado em um pano que irá surpreender a todos.

Pós-escrito A bandeira porto-riquenha projetada por Marín foi aprovada pelo governo de Porto Rico em 24 de julho de 1952, tornando a bandeira oficial daquele país. Contudo, a bandeira adotada pelo governo era levemente diferente. Ao invés de um triângulo azul claro, preferido pelo movimento de independência, o governo aprovou um triângulo azul escuro semelhante ao azul usado na bandeira dos Estados Unidos. A cidade de Arecibo nomeou uma avenida em sua homenagem.

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