Yasuke (grafado como 弥助 ou 弥介, 彌助 ou 彌介 em diferentes fontes)彌(ya) is the old-style kanji of 弥(ya). 助(suke) and 介(suke) are homophonic kanji. era um Koshō de origem africana que serviu sob o daimyō japonês Oda Nobunaga do período Sengoku.Matsudaira, Ietada (1968). Ietada nikki. Kyōto: Rinsen Shoten. pp. 14–15. ISBN 9784047033047 Yasuke chegou ao Japão em 1579 a serviço do missionário jesuíta italiano Alessandro Valignano, Visitante de Missões nas Índias. Yasuke esteve presente durante o Incidente de Honnō-ji, o suicídio forçado em 21 de junho de 1582, de Oda Nobunaga nas mãos de seu general samurai Akechi Mitsuhide.Ōta, Gyūichi (2017). Shinchō kōki. : Chikuma Shobō. ISBN 9784480097774 Pensa-se que Yasuke tenha sido o primeiro africano que Nobunaga viu, mas ele foi um dos muitos africanos que vieram com os portugueses para o Japão durante o Período Nanban.Cooper, Michael (1965). They Came to Japan: An Anthology of European Reports on Japan, 1543 —1640. Berkeley, CA, USA: University of California Press. p. 66. ISBN 0520045092.Cooper, Michael (1965). They Came to Japan: An Anthology of European Reports on Japan, 1543 —1640,. Berkeley, CA, USA: University of California Press. pp. 41–43. ISBN 0520045092.
Pouco se sabe sobre sua vida, e a principal fonte da sua existência na história do Japão foi escrita pelo missionário jesuíta Luís Fróis e brevemente numa carta do Padre Lourenço Mexias para Pero da Fonsecca em 8 de outubro de 1581.
Em todas as cartas, os Jesuítas sempre o mencionam como "o cafre" e não como "o escravo" ou "o criado", e nunca é dado um nome próprio nem apelido; e termo esse genérico comumente utilizado até o Século XVIII para designar alguém com pele escura oriundo da Africa austral subsariana (bantu).
Biografia De acordo com a Histoire Ecclesiastique Des Isles Et Royaumes Du Japon, escrito por François Solier da Sociedade de Jesus, em 1627, Yasuke era valet nativo de Moçambique. Solier, François (1627–1629). Histoire ecclésiastique des isles et royaumes du Japon, Volume 1, book 6, chapter XXVII (in French). Vol. 1. France: Cramoisy (published 1627). p. 444. Solier escreveu sobre Yasuke muitos anos após os acontecimentos, fazendo uma recolha de histórias da época que ouvia do meio religioso e jesuíta sobre essas viagens, por isso esse detalhe sobre sua origem pode ser baseada em suposições daquilo que ele ouviu e leu dos relatos da época, visto que não há sobreviventes ou outras referências que comprovem 100% que ele era de Moçambique. Embora não haja evidência, é teorizado que tenha vindo de Portugal, Angola ou Etiópia, mas tal é difícil de se concluir, pois Yasuke começa a ser mencionado e sem nome nessa viagem apenas quando chega no Japão junto dos Jesuítas, e chamou a atenção do povo local pela sua pele, o que suscitou as menções iniciais dele nas cartas. Até então ele nunca foi mencionado. A única certeza possível e indicativa é o constante uso do termo "cafre", que era usado na época pelos portugueses para se referir a povos bantu daquela região subsariana, onde o Reino de Portugal tinha entrepostos pelas costas e relações comerciais com vários povos e reinos da região.
Em 2013, uma investigação levada a cabo pela Light Entertainment Television Program para um programa de televisão sugeriu que Yasuke era um macua chamado Yasufe. Este nome parece derivar do nome mais popular moçambicano, Issufo. No entanto, embora esta tenha sido uma grande investigação jornalística, o programa apresenta poucas provas conclusivas, e os Makua não tiveram qualquer contacto significativo com os portugueses residentes na Ilha de Moçambique até 1585.Lockley,T. (in press, 2016) The story of Yasuke: Nobunaga’s black retainer, 桜文論叢、91 Ele pode, no entanto, ter sido um membro do WaYao, que estavam começando a contactar com os portugueses, podendo explicar o seu nome, 'Yao', adicionado ao comum Japonês masculino sufixo de nome de 'suke'. Outra teoria afirma que Yasuke era um Abexim da Etiópia. Yasufe também foi usado como sobrenome na Etiópia. Também é possível que Yasuke tenha sido um dinca do Sudão do Sul. Ele era famoso por sua altura e tonalidade de pele. As pessoas dincas estão entre as mais altas da África e têm uma tonalidade de pele mais escura do que etíopes, eritreus e somalis. Se assim for, Yasuke teria sido escravizado em sua infância. Homens adultos dos dincas desenhavam padrões em seus rostos, mas nenhum relato de seu padrão de rosto foi registrado.Lockley 2017, pp. 187-188 Contudo, isso são apenas meras especulações. thumb|267x|Oda Nobunaga Yasuke chegou ao Japão em 1579 como o valet do Jesuíta italiano Alessandro Valignano, que tinha sido nomeado o Visitante (inspector) das missões Jesuíticas nas Índias, o que significa a África Oriental; Sul e Leste da Ásia. Ele acompanhou Valignano quando este veio para a capital em março de 1581 e causou alguma agitação. Num evento, várias pessoas foram esmagadas até a morte, enquanto tentavam ver Yasuke, tendo os jesuítas temido que a sua igreja fosse afetada, mas logo conseguiram evitar o desastre. Oda ouviu barulho vindo do templo, onde ele estava hospedado, e expressou o desejo em vê-lo. Suspeitando de que a cor de pele negra era pintada com tinta, Oda o fez esfregar-se e lavar-se da cintura para cima. Estes eventos foram registrados em 1581 por carta do jesuíta Luís Fróis para Lorenço Mexia, em 1582, no Relatório Anual da Missão Jesuíta no Japão, também por Fróis. Estes foram publicados em "Cartas que os padres e irmãos da Companhia de Jesus escreveram dos Reinos de Japão e China II", normalmente conhecidas apenas como 'Cartas', em 1598.1581 letters of the Jesuits Luis Frois and Lorenço Mexia Convencido de que Yasuke era, de fato, negro, Oda sentiu muita curiosidade e admiração por ele e, em algum ponto, embora quando não seja claro, foi dado ou permitido entrar ao serviço de Oda (de acordo com os japoneses, é indicado que Yasuke se apresentou a ele, apesar de os europeus não o mencionarem).
O descreve o encontro: "No dia 23 do 2º mês [Março 23, 1581] ( equivalente a 27 de Março do Calendario Juliano ), um veio dos países cristãos. Aparentava ter vinte e seis ou vinte e sete anos. Preto em todo o corpo, como um boi, este homem parecia robusto e tinha um bom comportamento. Além do mais, a sua formidável força superava a de dez homens. Os padres trouxeram-no para prestar os seus respeitos a Nobunaga. Na verdade, foi devido ao poder e à glória de Nobunaga que tesouros ainda inéditos dos Três Países e curiosidades deste tipo passaram a ser aqui vistos vezes sem conta, uma bênção, de fato."Matsudaira Ietada descreveu-o como uma pessoa de 6 shaku 2 (188 cm.). Se assim for, a sua alta estatura era muito imponente para os japoneses daquele tempo, mesmo para um homem alto como Oda. Matsudaira afirmou que lhe foi assim dado o nome de Yasuke :O senhor (Nobunaga) levou consigo um homem negro, que recebeu provisões de Nobunaga e foi apresentado pelos missionários. O seu corpo era como tinta preta, medindo seis shaku e dois bu (aproximadamente um metro e oitenta), e o seu nome era Yasuke.Yasuke falava a língua japonesa, ainda que pouco, talvez devido aos esforços de Alessandro Valignano para garantir que os seus missionários se adaptassem melhor à cultura local, e cumprissem com vocações de espalhar o cristianismo. Não obstante a isso, Oda Nobunaga gostava de falar com Yasuke (não há nenhuma indicação de que Oda falasse português e nada indica que Yasuke tenha sido capaz de comunicar em chinês clássico, a língua franca oriental da época). Ele parece ter-se tornado próximo do Oda Nobunaga, muito por conta de ser a primeira vez que via alguém de pele tão escura, mas também por ele ter "boa manha" de acordo com o relato de Lourenço Mexia, o que poderia explicar o rápido interesse do Daimyo e a satisfação de sua companhia:Levou o padre um cafre, o qual porque nunca foi visto no Miáco, fez pasmar a todos, era gente que o vinha ver que não tinha conto, e mesmo Nobunaga pasmou de o ver, nem se podia persuadir que naturalmente era negro, que era artifício de tinta, e assim se fartava de o ver muitas vezes, e falar com ele, porque sabia mediocremente a língua do Japão, e tinha muitas forças. E algumas manhas boas, de que ele muito gostava, agora o favorece tanto que o mandou por toda a cidade com um homem seu muito privado para que todos soubessem que ele o amava: dizem que o fará Tòno.Fróis, Luís; Mexia, Lourenço (1598). Escrito em Évora, Reino de Portugal. de Lyra, Manoel, ed. Cartas que os padres e irmãos da Companhia de Jesus escreveram dos Reinos de Japão & China aos da mesma Companhia da India, & Europa desdo o ano de 1549. até o de 1580; Tomo II. Biblioteca Nacional de Portugal.
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https://purl.pt/15229/4/res-402-v/res-402-v_item5/res-402-v_PDF/res-402-v_PDF_24-C-R0150/res-402-v_0000_capa-capa_t24-C-R0150.pdfYasuke também é brevemente mencionado no protótipo de Shinchōkōki propriedade , os arquivos do Clã Maeda. De acordo com o acima mencionado, foi concedida uma residência própria a Yasuke, assim como o cerimonial da katana por Oda Nobunaga. Oda atribui-lhe também direito e dever de porte de arma.「織田信長という歴史 『信長記』の彼方へ」、 Bensei Shuppan:Tokyo, 2009, pp.311-312.
Em junho de 1582, Oda Nobunaga foi atacado e forçado ao seppuku em Honnō-ji em Quioto pelo exército de Akechi Mitsuhide. Não se sabe se Yasuke também estava lá no momento e se lutou contra as forças de Akechi. A única menção dele naquele evento é de Luís Fróis que diz que após a morte de Oda, "o cafre" (Yasuke) juntou-se ao filho e herdeiro de Oda Nobunaga, Oda Nobutada, em sua casa, e que o principe tentava impor as forças de Oda no castelo Nijō; e que Yasuke esteve ali "lutando por um grande pedaço" ( por muito tempo ), mas que entregou uma catana a um criado de Akechi após o mesmo o pedir que o fizesse sem qualquer receio. Um outro criado de Akechi pergunta ao seu senhor o que fazer com ele ( Yasuke ), e este responde que "o cafre" não sabia nada, era uma besta, não era Japonês, que não o matassem e para que fosse entregue aos Padres da Índia ou . "Temíamos mais porque um cafre que o padre Visitador (Alessandro Valignano) deixou a Nobunaga pelo desejar, depois de Nobunaga ser morto, se foi a casa do príncipe, e ali esteve pelejando (lutar) um grande pedaço. Um criado de Aquechí se chegou a ele, e lhe pediu a cataná, que não tivesse medo ele a entregou, e o outro foi perguntar a Aquechi, que faria do cafre, respondeu: esse cafre é bestial, que não sabia nada, nem é japonês, não o matem, lá o depositem na igreja dos padres da Índia"Luís Fróis em: Cartas que os padres e irmãos da Companhia de Jesus escreveram dos Reinos de Japão & China aos da mesma Companhia da India, & Europa desdo o ano de 1549. até o de 1580; Tomo II, pagina 65 ( 136 formato PDF )
https://purl.pt/15229/4/Diz-se que a razão pela qual Akechi falava deste modo de Yasuke era a forma de ter pena dele, justificando de forma clara a razão para não matá-lo. Uma vez que, os negros não eram discriminados no Japão, mas na verdade admirados, tendo inclusive Buda sido frequentemente retratado como negro em templos japoneses. No entanto, talvez Akechi também não quisesse ofender os jesuítas, necessitando de todos os amigos que pudesse ter neste momento de turbulência política.