Claudionor Santana, mais conhecido no universo do samba como Nonô do Jacarezinho ou Nonô Crioulo, foi um compositor e sambista brasileiro, com atuação destacada no Carnaval do Rio de Janeiro. É historicamente reconhecido por sua hegemonia nas disputas de samba-enredo da escola de samba Unidos do Jacarezinho e por ser o autor do sucesso popular "Povo Feliz" (conhecida como "Voa, Canarinho").

Biografia e obra A matriz sociológica e cultural de Claudionor Santana era a comunidade do Jacarezinho, na Zona Norte carioca. Inserido na infraestrutura comunitária da agremiação local, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Jacarezinho, Nonô tornou-se uma das lideranças autorais mais imponentes da história da entidade. Segundo os registros historiográficos, o compositor venceu o concurso interno de sambas-enredo por 21 vezes consecutivas, um feito de dominância estrutural raro no carnaval carioca.

Apesar de sua longa trajetória no samba de terreiro e de enredo, Nonô alcançou notoriedade nacional na indústria fonográfica em 1982. Em parceria com Memeco, compôs a faixa "Povo Feliz", que viria a ser rebatizada popularmente como "Voa, Canarinho". A música foi gravada pelo então lateral-esquerdo da Seleção Brasileira de Futebol, Júnior, e tornou-se a trilha sonora não oficial do Brasil na Copa do Mundo FIFA de 1982. O compacto simples vendeu mais de 700 mil cópias, projetando o nome de Nonô no mercado musical transnacional.

Além de seu maior sucesso comercial, Nonô do Jacarezinho compôs diversas outras obras gravadas por grandes nomes da Música Popular Brasileira e do samba. Entre suas composições de destaque estão "Pura Paixão", gravada por Nãnãna da Mangueira e Beth Carvalho; "Destruíram o Morro", imortalizada nas vozes de Zé da Zilda e Zilda do Zé; e "Se Não Fosse o Samba", interpretada por Bezerra da Silva.

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