O Atentado de Wall Street ocorreu em 16 de setembro de 1920, no distrito financeiro de Manhattan, Nova York, Estados Unidos. A explosão matou 30 pessoas imediatamente e outras oito morreram depois por conta de ferimentos. Houve 143 feridos graves e o número total de atingidos foi da ordem de centenas. O bombardeio nunca foi solucionado, apesar de pesquisadores e historiadores acreditarem que o atentado de Wall Street tenha sido realizado pelos galleanistas (anarquistas italianos), um grupo responsável por uma série de atentados a bomba do ano anterior. O ataque foi relacionado a agitação social, trabalhista e anti-capitalista nos Estados Unidos pós-guerra.

O ataque de Wall Street matou mais pessoas do que o atentado contra o Los Angeles Times em 1910, que até então era o mais mortal ato de terrorismo em solo estadunidense. O número de mortes foi ultrapassado no Massacre de Bath School, em 1927.

Ataque Ao meio-dia, uma carroça puxada por cavalos passou pelas multidões que estavam na hora do almoço em Wall Street e parou em frente à sede do banco J. P. Morgan, no centro financeiro da cidade. No interior da carroça, havia  de dinamite com da pesada, de faixas de ferro fundido, que rasgaram o ar após a explosão. O cavalo e a carroça foram foram transformados em pequenos fragmentos, mas acredita-se que o carroceiro fugiu.

As 38 vítimas, a maioria das quais morreu momentos após a explosão, eram em grande parte jovens que trabalhavam como mensageiros, estenógrafos, escriturários e corretores. Muitos sofreram ferimentos graves. A bomba causou mais de 2 milhões de dólares em danos de propriedade (23,6 milhões de dólares, corrigido pela inflação) e destruiu a maior parte dos espaços interiores do edifício do JP Morgan.

Um minuto após a explosão, William H. Remick, presidente da New York Stock Exchange, suspendeu as negociações para evitar o pânico. Do lado de fora, equipes de resgate trabalhavam febrilmente para levar feridos para o hospital. James Saul, um mensageiro de 17 anos, transportou 30 feridos para um hospital da área. Os policiais correram para o local, realizaram os primeiros socorros e solicitaram todas os automóveis próximos, assim como veículos de emergência.

Ver também Terrorismo doméstico

Referências

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