O Funeral de João Paulo II ocorreu em 8 de abril de 2005, seis dias após sua morte em 2 de abril. O funeral foi seguido pela observação de nove dias de luto pela Igreja Católica Romana e pelas Igrejas orientais.

Em 22 de fevereiro de 1996, através da constituição apostólica Universi Dominici Gregis, o Papa João Paulo II havia modificado normas relativas as exéquias e ao processo de vacância da Sé Apostólica. As modificações acabaram por ter efeito primeiramente sobre seu próprio funeral, em 2005.

O funeral do Papa João Paulo II atraiu o maior número de chefes de Estado fora das Nações Unidas em toda a história, ultrapassando o funeral do primeiro-ministro britânico Winston Churchill, em 1965. Nove monarcas e, ao menos, setenta presidentes e primeiros-ministros participaram da cerimônia, além de quatorze outros líderes religiosos não-católicos. O evento fúnebre também é considerado uma das mais aglomerações públicas da história da Cristandade. As ruas de Roma, onde está enclavada a Cidade do Vaticano, ficaram congestionadas devido ao fluxo de peregrinos em direção à Praça de São Pedro.

Dignatários Antes mesmo que o Colégio dos Cardeais emitissem convites oficiais ao funeral de João Paulo II, cerca de 200 governantes estrangeiros expressaram sua intenção de comparecer à Missa de Réquiem. Entre os mais notórios dignatários, estavam George W. Bush e alguns dos seus antecessores, Silvio Berlusconi, Lula da Silva e alguns antecessores; como: Fernando Henrique Cardoso, José Sarney e Itamar Franco, Aleksander Kwaśniewski, Jacques Chirac, Mary McAleese, Gerhard Schröder, Tony Blair, o Rei Juan Carlos e a Rainha Sofia, e o Príncipe de Gales (que adiou seu casamento com Camilla Parker-Bowles para comparecer à missa).

Todos os dignatários foram acomodados em ordem alfabética de acordo com a pronúncia francesa do nome de seus respectivos países e levando em consideração a precedência diplomática, com soberanos à frente dos chefes de Estado eleitos. As maiores delegações foram a italiana (à qual foi reservada a bancada honorária) e a polonesa (país de origem de João Paulo II). Desta forma, o então presidente israelense Moshe Katsav sentou-se somente duas cadeiras de distância do presidente iraniano Mohammad Khatami, com quem as relações diplomáticas estavam suspensas. O presidente taiwanês Chen Shui-bian também compareceu à missa, devido ao reconhecimento da República da China por parte da Santa Sé em detrimento da República Popular da China.

PaísChefe da delegaçãoPresidente Hamid KarzaiPresidente Alfred MoisiuPresidente José Eduardo dos SantosVice-presidente Daniel ScioliPrimeiro-ministro Andranik MarkaryanGovernador-geral Michael JefferyPresidente Heinz FischerChowdhury Kamal Ibne YusufRei Alberto IIPresidente Carlos MesaPresidente Luiz Inácio Lula da SilvaPresidente Georgi ParvanovPrimeiro-ministro Paul MartinIgnacio WalkerVice-presidente Francisco Santos CalderonPresidente Abel PachecoRicardo Alarcón de QuesadaRainha Margarida IIPresidente Lucio GutiérrezRei Juan CarlosPresidente George W. BushPresidente Jacques ChiracPresidente Mary McAleesePresidente Carlo Azeglio CiampiYoriko KawaguchiPresidente Vicente FoxPresidente Aleksander KwaśniewskiPresidente Jorge SampaioCarlos, Príncipe de Gales

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