As eleições estaduais em Alagoas em 1960 aconteceram em 3 de outubro como parte das eleições gerais em onze estados cujos governadores exerciam um mandato de cinco anos.

Estruturado à sombra dos Góis Monteiro, o PSD alagoano viu seu poder diminuir quando o clã migrou para outras legendas durante a última década, embora a família em questão tenha sustentado uma rivalidade com o grupo do ex-governador Arnon de Melo. Tal disputa entre dois blocos antagônicos foi quebrada em 1955 quando surgiu um tertius na pessoa de Muniz Falcão, advogado e jornalista natural de Pernambuco que exercia o segundo mandato de deputado federal e naquele ano fora eleito governador pelo PSP. Excluída a chance de acordo entre os grupos locais, um número recorde de candidatos disputou o governo do estado e nisso o resultado beneficiou a UDN que retornou ao poder após um hiato de dez anos.

Natural de Rio Largo, o governador Luís Cavalcanti iniciou a carreira militar em 1930 e sete anos depois ingressou na Escola Militar do Realengo. Mais tarde formou-se engenheiro civil e engenheiro militar pela Escola Técnica do Exército no Rio de Janeiro e em 1951, sob a patente de major, chefiou a Comissão de Estradas de Rodagem de Alagoas no governo Arnon de Melo. Em 1954 filiou-se à UDN e foi eleito suplente do senador Rui Palmeira. Quatro anos mais tarde mudou de partido e elegeu-se deputado federal PSD, entretanto retornou à sua antiga legenda e foi eleito governador de Alagoas em 1960 sob a graduação de coronel.

Para vice-governador foi eleito Teotônio Vilela. Alagoano de Viçosa, foi vaqueiro e agricultor e chegou a frequentar o ensino universitário no Recife e na cidade do Rio de Janeiro, mas não se formou. Graças a uma sociedade entre seus familiares tornou-se sócio de uma usina de açúcar em Junqueiro. Sua estreia na política ocorreu ao eleger-se deputado estadual via UDN em 1954, mandato que não renovou por ter disputado a suplência de senador em 1958 na chapa de Arnon de Melo numa candidatura sem êxito. Dois anos depois chegou ao posto de vice-governador.

Resultado da eleição para governador Segundo o Tribunal Superior Eleitoral houve 115.086 votos nominais (92,87%), 3.632 votos em branco (2,93%) e 5.201 votos nulos (4,20%), resultando no comparecimento de 123.919 eleitores.

Candidatos a governador do estado Candidatos a vice-governador Número Coligação Votação PercentualLuís CavalcantiUDN Ver abaixoNa época a eleição para governador e vice-governador acontecia em chapas distintas, fato capaz de resultar numa combinação entre adversários ao final do pleito.- - UDN (sem coligação) 38.915 <center>33,81%Abraão MouraPSP Ver abaixo- - PSP (sem coligação) 37.213 32,34%Silvestre PériclesPDC Ver abaixo- - PDC (sem coligação) 31.020 26,95%Ary PitomboPTB Ver abaixo- - PTB, PSD 7.938 6,90%Fontes:

Resultado da eleição para vice-governador Segundo o Tribunal Superior Eleitoral houve 82.696 votos nominais (82,73%), 13.085 votos em branco (13,09%) e 4.174 votos nulos (4,18%), resultando no comparecimento de 99.955 eleitores.

Candidatos a governador do estado Candidatos a vice-governador Número Coligação Votação Percentual Ver acima- Teotônio VilelaUDN - UDN (sem coligação) 33.952 41,06% Ver acima- Beroaldo RegoPSP - PSP (sem coligação) 29.066 35,15% Ver acima- Medeiros NetoPSD - PTB, PSD 14.870 17,98% Ver acima- Cícero Virgílio TorresPDC - PDC (sem coligação) 4.808 5,81%Fontes:

Alagoas 1960 Categoria:1960 em Alagoas