A região que atualmente compõe os Estados Unidos era originalmente habitado por nativos americanos. A história escrita dos Estados Unidos da América inicia-se, porém, a partir do início do século XVI, quando os primeiros exploradores europeus desembarcaram em diferentes regiões do atual Estados Unidos.

Ao longo do final do século XVI, os ingleses iniciaram a colonização da América do Norte. As primeiras tentativas de colonização do continente norte-americano, notavelmente a Colônia de Roanoke, falharam, mas outras colônias foram logo estabelecidas. Os colonos que vieram ao Novo Mundo não eram um grupo homogêneo, mas sim pertenciam à uma variedade de diferentes grupos sociais e religiosos, que instalaram-se em diferentes partes da costa leste dos Estados Unidos no Oceano Atlântico. Os quakers da Pensilvânia, os puritanos da Nova Inglaterra, os assentadores em busca de ouro de Jamestown e os prisioneiros da Geórgia vieram ao novo continente por uma grande variedade de razões, e criaram colônias com diferentes estruturas políticas, sociais, religiosas e econômicas. Enquanto isto, o sudoeste e o sudeste dos Estados Unidos foram colonizados por espanhóis, e a região central, pelos franceses. Partes das Treze Colônias foram colonizadas primeiramente pelos suecos e pelos neerlandeses, mas foram capturadas pelos ingleses durante a década de 1660.

Historiadores tipicamente reconhecem quatro regiões que tornar-se-iam posteriormente as Treze Colônias britânicas e o leste dos Estados Unidos: a Nova Inglaterra, as Colônias Intermediárias, as Colônias da Baía de Chesapeake e as Colônias Meridionais.

Período pré-colonial dos Estados Unidos Por milhares de anos, centenas de tribos nativo americanas (bem como os nativos polinésios do Havaí e outros territórios insulares na Polinésia dos atuais Estados Unidos) habitaram a região que atualmente compõe os Estados Unidos da América. Estas tribos nativas americanas pertenciam a uma grande variedade de grupos culturais, cujas tribos eram aliadas ou neutras entre si, e possuíam culturas e idiomas semelhantes. Alguns destes grupos incluem os iroqueses, os algonquinos, os sioux, os esquimós e os uto-astecas. Vários destes grupos nativos americanos formaram civilizações avançadas, como os uto-astecas no centro-sul e os iroqueses no nordeste dos atuais Estados Unidos.

As estimativas da população nativa americana nos Estados Unidos nos anos que precederam à chegada dos primeiros exploradores europeus variam entre um a mais de quinze milhões. Acredita-se que os primeiros nativos indígenas do Havaí desembarcaram no arquipélago há milhares de anos, em barcos rústicos. Todos os nativos americanos do continente americano, por sua vez, teriam vindo da Ásia através de uma ponte glacial no Estreito de Bering, entre a Rússia e o atual Alasca.

Diversas nações europeias começaram a explorar diferentes regiões dos Estados Unidos ao longo do século XVI. Se pensava que o primeiro explorador europeu a desembarcar em terras americanas fora o italiano Giovanni Caboto, explorando a serviço da Inglaterra, na atual Nova Iorque. No entanto, hoje sabe-se que os primeiros europeus a pisarem em terras estadunidenses foram os exploradores viquingues. Em 1513, o espanhol Ponce de León desembarcou na atual Flórida. Em 1565, os espanhóis fundaram o primeiro assentamento permanente no atual Estados Unidos, Saint Augustine. Um século mais tarde, os Franceses começaram a explorar a bacia do Mississípi, dando a toda a região o nome de Louisiana, em honra do rei Luís XIV.

Europa no período colonial miniaturadaimagem|Europeus e índios americanos se encontrando na região que atualmente é o Mississippi. Durante o século XV e o século XVI, a Europa havia emergido da Idade Média e entrado no Renascimento. Os crescentes desenvolvimentos da Europa nas áreas de cultura, ciência e economia encorajaram a exploração e a colonização de novas regiões. Um crescimento pelo interesse do aprendizado clássico criou um grande interesse em geografia e uma curiosidade intelectual sobre o mundo, que havia quase desaparecido durante a Idade Média. Ao mesmo tempo, o crescimento intelectual do Renascimento levou ao desenvolvimento das tecnologias marítimas necessárias para a realização de longas viagens no alto mar. Além disso, a falta de metais preciosos (ouro e prata) na Europa, incentivou os europeus a buscarem novas terras.

À medida que Novos Monarcas iniciaram a criar nações e reinos, eles adquiriram o degrau de riqueza e poder necessários para iniciar tentativas sistemáticas de exploração. Além disso, à medida que a economia da Europa começou a reviver, tornou-se claro que a primeira nação que encontrasse uma rota direta de comércio com as Índias Orientais prosperaria economicamente. Então, os europeus não tinham conhecimento da existência do continente europeu

. Cristóvão Colombo acreditava que ele poderia encontrar uma rota para as Índias navegando em direção ao oeste. Financiado pela coroa espanhola, Colombo deixou a Espanha em 3 de agosto de 1492, iniciando sua famosa viagem. Colombo, ao tornar-se o primeiro europeu conhecido a pisar no continente americano, assumira que ele havia pisado em uma área desconhecida das Índias.

Porém, futuros navegadores europeus que exploraram a região rapidamente descobriram que a região descoberta por Colombo era um novo continente. À esta área os europeus deram o nome de Novo Mundo, creditando Colombo com sua descoberta. O continente americano foi nomeado eventualmente em homenagem a Américo Vespúcio, um explorador italiano. Colombo morreu em 1506, ainda acreditando que havia chegado às Índias, enquanto a Espanha e o Portugal iniciaram os esforços de colonização e conquista do continente americano. A descoberta das Américas causou grande furor na Europa. O Novo Mundo oferecia novas oportunidades de poder, riqueza e aventuras. Rapidamente, diversos países europeus iniciaram a explorar e a colonizar o continente americano.

As primeiras nações europeias a iniciarem esforços de exploração e colonização das Américas foram a Espanha e Portugal. Segundo o Tratado de Tordesilhas, assinado entre os espanhóis e os portugueses, todas as terras a oeste da Linha de Tordesilhas pertenceriam à Espanha, e todas as terras a leste pertenceriam aos portugueses. Durante as primeiras décadas do século XVI, os espanhóis derrotaram os astecas, os maias e os incas. Os espanhóis colonizaram uma enorme área que estende-se desde o sul da América do Sul até o que é atualmente o sul dos Estados Unidos. O primeiro assentamento europeu fundado em território americano foi fundado em 1526, na atual Carolina do Sul. Porém, este assentamento foi abandonado no ano seguinte. Os espanhóis também fundaram o primeiro assentamento permanente, ainda em existência em tempos atuais, em atual território americano. Este assentamento, St. Augustine, foi fundado em 1565, no atual Estado de Flórida.

Durante a segunda metade do século XVI e do século XVII, uma nova geração de potências coloniais surgiram. Estas potências eram a Inglaterra, a França e os Países Baixos. As terras que constituem atualmente o leste dos Estados Unidos tornaram-se regiões atrativas para a instalação de novas colônias, por parte destas novas potências coloniais. Embora estas terras na América do Norte estivessem relativamente próximos à Europa, a Espanha e o Portugal tinham pouco interesse nestas terras.

Ingleses e franceses já haviam iniciado a exploração do leste da América do Norte no início do século XVI. Ao longo deste século, ambos somente exploraram e instalaram postos comerciais nessa costa, mas não fundaram assentamentos permanentes. A partir do início do século XVII, tanto os ingleses quanto os franceses iniciaram a fundação de assentamentos permanentes na América do Norte. A região colonizada pelos franceses tornou-se conhecida como Nova França, que incluía os atuais Estados americanos de Maine e Vermont.

As primeiras tentativas inglesas bem-sucedidas de colonização da América do Norte ocorreram no início do século XVII, por várias razões. Durante esta era, o nacionalismo inglês cresceu, e da ameaça de uma possível invasão do Reino Unido por parte da Espanha, bem como por causa do militarismo protestante e da adoração da monarca Rainha Elizabeth. À época, porém, a Inglaterra não tinha interesse em criar um império colonial. Ao invés disso, outras causas provocaram a colonização da América do Norte por parte dos ingleses. Estes motivos incluem o comércio, a crescente superpopulação da nação e a busca por liberdade religiosa e a crescente desconfiança das forças políticas do velho mundo.FOR SUSPENDING OUR OWN LEGISLATURES, AND DECLARING THEMSELVES INVESTED WITH POWER TO LEGISLATE FOR US IN ALL CASES WHATSOEVER.XX. For abolishing the free system of English laws in a neighboring province, establishing therein an arbitrary government, and enlarging its boundaries, so as to render it at once an example and fit instrument for introducing the same absolute rule into these colonies.HE HAS COMBINED WITH OTHERS TO SUBJECT US TO A JURISDICTION FOREIGN TO OUR CONSTITUTION, AND UNACKNOWLEDGED BY OUR LAWS; GIVING HIS ASSENT TO THEIR ACTS OF PRETENDED LEGISLATION:HE HAS MADE JUDGES DEPENDENT ON HIS WILL ALONE, FOR THE TENURE OF THEIR OFFICES, AND THE AMOUNT AND PAYMENT OF THEIR SALARIES.

Objetivos da Colonização Inicialmente, as questões relativas às colônias eram tratadas principalmente pelo Conselho Privado da Inglaterra e seus comitês. A Comissão de Comércio foi criada em 1625 como o primeiro órgão especial convocado para aconselhar sobre questões coloniais (plantation). De 1696 até o final da Revolução Americana , os assuntos coloniais eram de responsabilidade da Junta Comercial em parceria com os secretários de estado relevantes, que mudou de Secretário de Estado do Departamento do Sul para o Secretário de Estado das Colônias em 1768.

Mercantilismo O mercantilismo foi a política básica imposta pela Grã-Bretanha às suas colônias a partir da década de 1660, o que fez com que o governo se tornasse parceiro dos mercadores sediados na Inglaterra para aumentar o poder político e a riqueza privada. Para isso, os ingleses foram expulsando colonizadores e comerciantes de outros países, das suas colônias. O governo protegeu seus comerciantes baseados em Londres e manteve os outros afastados por meio de barreiras comerciais, regulamentos e subsídios às indústrias domésticas, a fim de maximizar as exportações do reino e minimizar as importações.

O governo também lutava contra o contrabando, e isso se tornou uma fonte direta de controvérsia com os comerciantes americanos quando suas atividades comerciais normais foram reclassificadas como "contrabando" pelo Ato de Navegação . Isso incluía atividades que antes eram negócios normais, como comércio direto com franceses, espanhóis, holandeses e portugueses. O objetivo do mercantilismo era gerar superávits comerciais para que o ouro e a prata chegassem a Londres. O governo recebia sua parte por meio de taxas e impostos, com o restante indo para os mercadores da Grã-Bretanha. O governo gastou grande parte de sua receita na Marinha Real, que protegia as colônias britânicas e também atacava as colônias de outros impérios, às vezes até confiscando-as. Assim, a Marinha Britânica capturou Nova Amsterdã (Nova York) em 1664. As colônias eram mercados cativos para a indústria britânica, e o objetivo era enriquecer a metrópole.

Primeiras colônias