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Esta é uma lista de chefes do Estado de Portugal, ordenados cronologicamente, desde a independência do Condado Portucalense em relação ao reino de Leão, em 1139, sob a chefia de Dom Afonso Henriques, então conde de Portucale, e primeiro Rei de Portugal como Dom Afonso I, até ao presente. Desde a instituição oficial do cargo, em 1139 contabilizamos 34 monarcas e 20 presidentes:

Monarcas Dinastia de Borgonha

NomeRetratoNascimentoCasamento(s)MorteNotasD. Afonso I 27 de julho de 1139 –6 de dezembro de 1185O ConquistadorO FundadorO Grande center|140px 25 de julho de 1109filho de D. Henrique, Conde de Portucale e D. Teresa de Leão D. Mafalda de SaboiaJaneiro/Junho de 11467 filhos 6 de dezembro de 118576 anos Também chamado Afonso Henriques (Afonso, filho de D. Henrique; aqui radica a designação que os muçulmanos lhe atribuíram, Ibn-Arrik - «filho de Henrique»).D. Sancho I 6 de dezembro de 1185 –27 de março de 1211O Povoador center|140px 11 de novembro de 1154filho de D. Afonso I de Portugal e D. Mafalda de Saboia D. Dulce de Aragão117411 filhos 26 de março de 121156 anos D. Afonso II 27 de março de 1211 –25 de março de 1223O GordoO CrassoO GafoO Legislador center|140px 23 de abril de 1185filho de D. Sancho I de Portugal e D. Dulce de Aragão D. Urraca de Castela12065 filhos 25 de abril de 122338 anos D. Sancho II 25 de março de 1223 –11 de junho de 1247O CapeloO PiedosoO PioO Rei Capelo center|140px 8 de setembro de 1209filho de D. Afonso II de Portugal e D. Urraca de Castela D. Mécia Lopes de Haro1246sem filhos 4 de janeiro de 1248 38 anos Deposto pelo Papa Inocêncio IV no I Concílio de Lyon, em Julho de 1245, sob a acusação de «rex inutilis», viria a abdicar em 1247, exilando-se em Toledo, e vindo a falecer pouco tempo depois, em inícios de 1248.D. Afonso III 3 de janeiro de 1248 –16 de fevereiro de 1279O Bolonhês center|140px 5 de maio de 1210filho de D. Afonso II de Portugal e D. Urraca de Castela D. Matilde de Bolonha1235sem filhos 16 de fevereiro de 1279 68 anos Acaba a reconquista de Portugal. D. Beatriz de Castela12537 filhosD. Dinis I 16 de fevereiro de 1279 –7 de janeiro de 1325O LavradorO Rei-TrovadorO Rei-PoetaO Rei-Agricultor center|140px 9 de outubro de 1261filho de D. Afonso III de Portugal e D. Beatriz de Castela D. Isabel de Aragão2 de fevereiro/24 de junho de 12822 filhos 7 de janeiro de 132563 anos D. Afonso IV 7 de janeiro de 1325–28 de maio de 1357O Bravo center|140px 8 de fevereiro de 1291filho de D. Dinis I de Portugal e D. Isabel de Aragão D. Beatriz de Castela12 de setembro de 13097 filhos 28 de maio de 135766 anos D. Pedro I 28 de maio de 1357–18 de janeiro de 1367O JusticeiroO CruelO CruO VingativoO TartamudoO Até-ao-Fim-do-Mundo-Apaixonado center|140px 8 de abril de 1320filho de D. Afonso IV de Portugal e D. Beatriz de Castela D. Constança Manuel24 de agosto de 13393 filhos 18 de janeiro de 136746 anos D. Inês de Castro1346 (secretamente)1 de janeiro de 1354 (abertamente)4 filhosD. Fernando I 18 de janeiro de 1367–22 de outubro de 1383O FormosoO BeloO InconstanteO Inconsciente center|140px 31 de outubro de 1345filho de D. Pedro I de Portugal e D. Constança Manuel D. Leonor TelesMarço de 13723 filhos 22 de outubro de 1383 37 anos Interregnum (1383 – 1385)

Interregno (1383–1385)

Designação dada por toda a historiografia ao período que medeia a morte de D. Fernando e a ascensão ao trono do seu meio-irmão bastardo, o mestre de Avis D. João, e que compreende as regências de D. Leonor Teles e do próprio mestre de Avis.

# Nome Início da regência Fim da regência Notas - D. Leonor Teles center|140px 22 de Outubro de 1383 16 de Dezembro de 1383 Exerce a regência nos termos do tratado de Salvaterra de Magos - D. João, mestre de Avis center|140px16 de Dezembro de 1383 6 de Abril de 1385

Dinastia de Avis

{| class="wikitable" cellpadding=2 cellspacing=2 |- bgcolor=#cccccc ! with=150px | # !! width=107px | Nome !! width=51px | !! width=150px | Início do reinado !! width=150px | Fim do reinado !! width=150px | Cognome(s) !! width=150px | Notas |- |- bgcolor=#E6E6FA |align="center" colspan="7"|Estandarte de D.João I|center|155px Casa reinante: Avis |- bgcolor=#E6E6FA |align=center| 10 || D. João I || center|140px || 6 de Abril de 1385 || 14 de Agosto de 1433 ||O da Boa Memória || Filho ilegitimo de

D. Pedro I |- bgcolor=#E6E6FA |align=center| 11 || D. Duarte I || center|140px || 14 de Agosto de 1433 || 9 de Setembro de 1438 || O EloquenteO Rei-Filósofo || |- bgcolor=#E6E6FA |align=center| 12 || D. Afonso V || center|140px || 9 de Setembro de 1438 || 11 de Novembro de 1477 || O Africano || Abdica em favor do filho, no contexto da sua jornada à corte francesa. |- bgcolor=#E6E6FA |align=center| 13 || D. João II || center|140px || 11 de Novembro de 1477 || 15 de Novembro de 1477 || O Príncipe PerfeitoO Perfeito|| Aclamado rei nas Cortes de Santarém de 1477; abdica ao regressar ao Reino o seu pai, quatro dias mais tarde. |- bgcolor=#E6E6FA |align=center| 12 || D. Afonso V (2.º reinado) || center|140px || 15 de Novembro de 1477 || 28 de Agosto de 1481 || O Africano || Reassume a realeza, a pedido do filho. |- bgcolor=#E6E6FA |align=center| 13 || D. João II (2.º reinado) || center|140px || 28 de Agosto de 1481 || 25 de Outubro de 1495 || O Príncipe PerfeitoO Perfeito|| |- bgcolor=#E6E6FA |align=center| 14 || D. Manuel I || center|140px || 25 de Outubro de 1495 Por morte de D. João II sem filhos legítimos (o príncipe D. Afonso falecera em condições trágicas nunca completamente esclarecidas em 1491), nem irmãos sobrevivos (a infanta Santa Joana, sua irmã, falecera em 1490), não obstante haver tentado legitimar um seu filho natural, o infante D. Jorge de Lancastre, futuro Duque de Coimbra, a Coroa Portuguesa acabou por passar para o seu primo e cunhado D. Manuel, Duque de Beja, o qual era filho de D. Fernando, Duque de Viseu (irmão do rei D. Afonso V), e de D. Beatriz (filha do infante D. João, o penúltimo dos membros da Ínclita Geração). Assim, embora pelo lado do pai fosse neto do rei D. Duarte, e pelo lado da mãe, bisneto de D. João I, o facto de não ser herdeiro directo, mas sim colateral, leva a que surjam, por vezes, referências a uma pretensa quebra na casa reinante da dinastia de Avis, o que não faz qualquer sentido. || 13 de Dezembro de 1521 || O VenturosoO Bem-AventuradoO Pomposo || Neto de D. Duarte I. É sob seu reinado que é descoberto o Brasil |- bgcolor=#E6E6FA |align=center| 15 || D. João III || center|140px || 13 de Dezembro de 1521 || 11 de Junho de 1557 || O PiedosoO Pio || |- bgcolor=#E6E6FA |align=center| 16 || D. Sebastião I || center|140px || 11 de Junho de 1557 || 27 de Agosto de 1578 || O DesejadoO EncobertoO Adormecido || |- bgcolor=#E6E6FA |align=center| 17 || D. Henrique I || center|140px || 27 de Agosto de 1578 || 31 de Janeiro de 1580 || O CastoO Cardeal-ReiO Eborense/O de Évora ||Filho de D. Manuel I |- bgcolor=#E6E6FA |align=center| - || Conselho de Governadoresdo Reino dePortugal || || 31 de Janeiro de 1580 || 17 de Julho de 1580 Nesse dia 17 de Julho de 1580, em Castro Marim, três dos cinco governadores assinam o reconhecimento de Filipe II como rei de Portugal. Fonte: História de Portugal, sob a direcção de José Mattoso, Editorial Estampa, Terceiro Volume, páginas 561 e 562, ISBN 972-33-1084-8|| || D. António, Prior do Crato foi aclamado rei de Portugal a 9 de Junho de 1580, em Santarém, pelos seus partidários, opondo-se durante todo o resto da sua vida ao domínio filipino, todavia sem êxito.segundo alguns historiadores portugueses, como Joaquim Veríssimo Serrão, D. António terá sido mesmo rei de Portugal, ao menos desde 19 de Junho de 1580, data da sua formal aclamação ao trono pelos seus partidários, em Santarém, até à derrota na batalha de Alcântara, a 25 de Agosto seguinte. Quem nunca o deixou de reconhecer como seu rei, até 1583, foram as populações da Terceira e das demais ilhas de Baixo açorianas, que prosseguiram a guerra e resistiram ao invasor. A maioria dos historiadores não o considera, todavia, um rei português, devido à existência na época de três centros de poder: o de D. António, em Lisboa, o de Filipe II, em Badajoz, e o dos governadores, em Setúbal, assim como pelo facto de quase todos os bispos, grandes e senhores se haverem então passado para Filipe II. Diversamente, o povo aclamou-o em não poucas cidades e vilas do reino, no entanto a resistência popular depressa se esvaeceria. Fontes: História de Portugal, sob a direcção de José Mattoso, Editorial Estampa, Terceiro Volume, páginas 561 a 563, ISBN 972-33-1084-8; Dicionário de História de Portugal, coordenado por Joel Serrão, Iniciativas Editoriais, Volume I, páginas 157 a 159.

Dinastia Filipina

Os soberanos desta dinastia foram também reis de Castela, Países Baixos, Nápoles, Sicília, Leão, Aragão, Valência, Galiza, Navarra, Granada, duques da Borgonha, etc., títulos genericamente reunidos sob a designação de Reis de Espanha.

# Nome Início do reinado Fim do reinado Cognome(s) Notascenter|115px Casa reinante: Habsburgo</center> 18 D. Filipe I center|140px 17 de abril de 1581 Filipe II começou logo a exercer o seu poder ainda em 1580, embora apenas parcialmente, pois ainda não dominava todo o território; só em 1581, com as Cortes de Tomar, se tornou Rei de Portugal de jure, e apenas em 1583 conseguiu abafar todos os pontos que ainda eram afectos ao Prior do Crato. 13 de Setembro de 1598 O Prudente Neto de D. Manuel I Também Filipe II em Espanha (1556-1598) 19 D. Filipe II center|140px 13 de Setembro de 1598 31 de Março de 1621 O PioO Piedoso Filipe III em Espanha (1598-1621) 20 D. Filipe III center|140px 31 de Março de 1621 1 de Dezembro de 1640 O Grande Filipe IV em Espanha (1621-1665)

Durante este período de sessenta anos, os reis fizeram-se representar em Portugal por um vice-rei ou um corpo de governadores - veja a lista de vice-reis de Portugal.

À revolta de 1 de Dezembro de 1640 seguiu-se a Guerra da Aclamação, depois chamada, pela historiografia romântica do , como Guerra da Restauração''.

Dinastia de Bragança

# Nome Início do reinado Fim do reinado Cognome(s) Notascenter|60px Casas reinantes: Bragança e Bragança-Saxe-Coburgo-Gota</center> 21 D. João IV center|140px 15 de Dezembro de 1640 6 de Dezembro de 1656 O RestauradorO Afortunado Descendente de