thumb|250px|A primeira vez de Anders Zorn (1888) thumb|250px|Flores na janela de Carl Larsson (1894)
A pintura na Suécia combina tradições suecas com impulsos vindos do exterior. As influências vieram da Europa – sobretudo Alemanha, Holanda, França, Itália e Inglaterra - e nos tempos mais recentes, dos Estados Unidos.
Pinturas rupestres da Pré-história
Têm sido encontrados vários exemplos de pinturas rupestres em superfícies rochosas ao ar livre em locais como Hästskotjärn (Jämtland), Fångsjön (Jämtland) e Ruvallen (Härjedalen). A maior parte dos achados estão localizados na região da Norlândia no norte do país, estando datados para ca. - Fora desta área também há registar Bärfendal na província histórica da Bohuslän, datada para e Torslanda, na proximidade da cidade de Gotemburgo. Os autores destas pinturas usavam vermelho-ocre nas suas representações de animais selvagens e silhuetas humanas.
Pintura medieval
Em termos históricos, a Idade Média na Suécia vai do ano 1050 ao ano 1520, altura em que Gustavo Vasa sob ao trono do país. É uma época de intensa cristianização, refletida numa arte ligada às igrejas, onde a pintura tem uma certa importância. A maioria da população vivia no campo em casas de madeira não-pintadas.
Românico
Entre 1050 e 1250, domina o estilo românico entre os pintores suecos. Uma grande parte das obras de pintura desapareceu, embora tenham sobrevivido algumas peças murais, frequentemente ”al secco”. A Igreja de Santa Maria de Vä (Sankta Mariakyrkan i Vä) na Escânia contém pinturas murais com alguma influência bizantina.
Gótico
De 1250 até 1520, o estilo gótico é dominante, com a sua graciosidade e elegância aplicadas a motivos naturalistas. Johannes Rosenrod, Albertus Pictor e o Mestre Amund, são alguns dos grandes expoentes deste período.
Gustavo Vasa e o Renascimento
Com a chegada do Renascimento à Suécia, o rei e a nobreza começam a fazer decorar os seus palácios e casas. Mestres estrangeiros, sobretudo da Holanda e da Alemanha, foram chamados para executar pinturas e ensinar as suas técnicas e estilos.
Barroco
O começou com muitas guerras. A Suécia ocupou a cena militar e política como uma grande potência no Norte da Europa. A arquitetura e a escultura foram objeto de interesse e recursos, mas não a pintura.A meio do século o país entrou finalmente num período de paz. A rainha Cristina e os grandes senhores como Magnus Gabriel De la Gardie dedicaram-se então a embelezar os seus palácios. Artistas estrangeiros foram chamados para essa tarefa.O estilo que veio a dominar a época foi o barroco, com os seus fortes tons teatrais e o seu apelo aos fortes sententimentos.O pintor David Klöcker Ehrenstrahl, de origem alemã, trouxe a estética europeia continental para a Suécia. Durante 40 anos, foi pintor da corte, servindo a rainha Hedviga Eleonora e o seu filho o rei Carlos XI.
Rococó e Neoclassicismo
O começa com os tempos de guerra e da austeridade artística do reinado de Carlos XII. Com a sua morte, e a ascensão ao poder da rainha Ulrica Leonor, a Suécia volta à construção e decoração de palácios. Vários artistas franceses, com destaque para Guillaume Taraval, são chamados ao país, onde introduzem o estilo rococó, com as suas cores suaves e motivos graciosos.Na década de 1760, novos ventos, também vindos de França, trazem o estilo neoclássico, com as suas formas harmoniosas e de lirismo da natureza.Depois da viagem de Gustavo III a Itália, o neoclassicismo sueco assume a forma do estilo gustaviano – o expoente máximo da criação artística, na história da Suécia.Ao mesmo tempo, começa a sentir-se na pintura uma aragem romântica vinda da Inglaterra.
Romantismo, Realismo e Simbolismo
No entra em cena uma burguesia sustentada na forte industrialização do país. As encomendas de obras de artes deslizam da igreja e casa real para as novas famílias endinheiradas. Os artistas lutam pela sua sobrevivência e eventual sucesso.Os motivos agora procurados abrangem não só os retratos de pessoas importantes mas também as paisagens e as cenas da vida popular.A perspetiva romântica domina na primeira parte do século, transitando sucessivamente para uma abordagem realista.Ao regressarem de França, muitos pintores suecos procuram o ar livre e descobrem a luminosidade nórdica. O realismo das suas obras desemboca cada vez mais num simbolismo e numa atmosfera de crepúsculo.
Romantismo Nacional, Modernismo e Expressionismo
O é o século dos ismos. Estilos e correntes artísticas diversas coexistem, chegam e passam.O romantismo nacional do século anterior marca o início deste século, sendo sucessivamente substituído pelo modernismo. A influência francesa é dominante, mas agora entram em cena fontes de inspiração vindas da Alemanha e da Holanda.Na segunda metade do século, é a vez de Nova Iorque adquirir um protagonismo materializado no expressionismo abstrato.
Alguns pintores famosos
Albertus Pictor (ca. 1450 - ca. 1509) David Klöcker Ehrenstrahl (1628–1698) Alexander Roslin (1718-1793) Gustaf Cederström (1845-1933) Carl Fredrik Hill (1849-1911) Carl Larsson (1853-1919) Richard Bergh (1858-1919) Anders Zorn (1860-1920) Hilma af Klint (1862-1944) Bror Hjorth (1894-1968)
Alguns museus destacados
Museu Nacional de Belas-Artes da Suécia (Nationalmuseum) em Estocolmo Museu de Arte de Gotemburgo (Göteborgs konstmuseum) em Gotemburgo Museu de Arte Moderna (Moderna museet) em Estocolmo Museu de Arte de Malmö (Malmö konstmuseum) em Malmö Academia Real de Artes da Suécia (Kungliga Akademien för de fria konsterna) em Estocolmo Museu Histórico de Estocolmo (Historiska museet) em Estocolmo
FONTE: Museus de arte da Suécia (Konstmuseum i Sverige)
Ver também História da Pintura Cultura da Suécia Lista de pinturas da Suécia
Bibliografia
Ligações externas