Conexionismo é um conjunto de técnicas de diferentes campos, como inteligência artificial, psicologia cognitiva, ciências cognitivas, neurociência e filosofia da mente, que modelam fenômenos mentais e de comportamento.Existem várias formas de conexionismo, sendo as mais comuns as que utilizam modelos de redes neurais.

Influência da teoria Behaviorista A teoria behaviorista de Burrhus Frederic Skinner defende que a aprendizagem ocorre por meio da interação entre o indivíduo e o ambiente. Para o autor, o comportamento humano não é espontâneo, mas resultado das condições ambientais às quais as pessoas expostas, podem ser observadas e estudadas cientificamente. Um dos principais conceitos de sua teoria é o condicionamento operante, segundo o qual os comportamentos são influenciados por estímulos e consequências. Nesse contexto, destacam-se as práticas de estímulo, reforço e contingência de reforço, que explicam como determinadas ações tendem a ser fortalecidas ou enfraquecidas ao longo do tempo.

O método experimental de estímulo resposta de Skinner consistia na técnica de reforço, que funcionava da seguinte forma: Com o reforço positivo, estimulava determinado comportamento, e com o negativo se aplicava uma correção desagradável para que o indivíduo tenha determinado comportamento ou deixe de ter, usando esse método de estímulos e castigos positivos e negativos, se elaborou um programa, que podia funcionar de forma continua ou com intervalos. Com a constância desse método de aprendizagem, com o tempo os alunos aumentariam a probabilidade de terem comportamentos desejados pelo educador, dessa forma o professor, tem que criar um ambiente que ofereça os estímulos para que os alunos tenham o comportamento desejado ou cheguem a resposta esperada   

Aprendizagem segundo Skinner No campo educacional, Skinner acreditava que recompensas e punições poderiam ser utilizadas para favorecer a aprendizagem e incentivar comportamentos desejados. Assim, o professor tem a função de organizar o ambiente e oferecer estímulos adequados para que os alunos alcancem os objetivos propostos. Embora o aluno participe ativamente ao responder aos estímulos, a relação entre professor e estudante é vista de forma mais técnica e funcional, centrada nos resultados dos comportamentos. Apesar de sua influência na educação, a teoria recebe críticas por enfatizar excessivamente os comportamentos observáveis e desconsiderar aspectos cognitivos, emocionais e subjetivos da aprendizagem.

Skinner utilizava métodos que poderiam facilitar o processo de aprendizagem para os alunos, de maneira que eles não cometessem erros, pois para Skinner, a relação entre o professor e aluno é técnica, centrada na ideia de que o comportamento é e pode ser moldado através do controle do ambiente. O professor deve planejar e organizar a aula do modo que o aluno possa compreender o assunto, dessa maneira se dará a relação entre estímulo e resposta. E o aluno se desenvolverá de maneira satisfatória, aumentando a sua capacidade de pensar e resolver problemas. O aluno não é passivo, pois interage, responde etc. É uma relação mais funcional do que afetiva, o que importa para ele, não é o vínculo humano, mas o resultado, ou seja, o comportamento desejado, alcançado com rigor e sistematizado.

Princípios básicos O princípio fundamental do conexionismo é que fenômenos mentais podem ser descritos como a interconexão de redes que possuam unidades uniformes e simples. A forma de conexão e as unidades variam de modelo para modelo. Por exemplo, as unidades podem ser representada como neurônios e as conexões como sendo sinapses, como no cérebro humano.

Ativação A ativação é usada em muitos modelos conexionistas, e pode ser descrita como um valor numérico que representa algum aspecto de uma unidade. Por exemplo, se a unidade no modelo utilizado for o neurônio, a ativação pode representar a probabilidade deste neurônio gerar um potencial de ação.

Redes neurais

É o método conexionista mais utilizado atualmente. Apesar de existirem muitas variedades de redes neurais, dois princípios são largamente utilizados: Qualquer estado mental pode ser descrito como um vetor de dimensão N de ativações numéricas sobre unidades neurais em uma rede A memória é criada pela modificação da força entre unidades neurais.

Realidade biológica Modelos conexionistas não precisam necessariamente ser biologicamente reais, mas alguns pesquisadores tentam modelar os aspectos biológicos de redes neurais naturais.

Aprendizado As interconexões recebem um valor ("peso") ajustado com base em teorias de aprendizado ou algoritmos de aprendizado.

Bibliografia Rumelhart, D.E., J.L. McClelland and the PDP Research Group (1986). Parallel Distributed Processing: Explorations in the Microstructure of Cognition. Volume 1: Foundations, Cambridge, MA: MIT Press, ISBN 978-0262680530 McClelland, J.L., D.E. Rumelhart and the PDP Research Group (1986). Parallel Distributed Processing: Explorations in the Microstructure of Cognition. Volume 2: Psychological and Biological Models, Cambridge, MA: MIT Press, ISBN 978-0262631105 Pinker, Steven and Mehler, Jacques (1988). Connections and Symbols, Cambridge MA: MIT Press, ISBN 978-0262660648 Jeffrey L. Elman, Elizabeth A. Bates, Mark H. Johnson, Annette Karmiloff-Smith, Domenico Parisi, Kim Plunkett (1996). Rethinking Innateness: A connectionist perspective on development, Cambridge MA: MIT Press, ISBN 978-0262550307 Marcus, Gary F. (2001). The Algebraic Mind: Integrating Connectionism and Cognitive Science (Learning, Development, and Conceptual Change), Cambridge, MA: MIT Press, ISBN 978-0262632683

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