A Columbia University Graduate School of Journalism é a escola de jornalismo da Universidade Columbia, no bairro de Morningside Heights, em Manhattan, Nova Iorque, nos Estados Unidos.
A admissão é altamente seletiva, e a escola tradicionalmente recebe estudantes de muitos países. Seus ex-alunos já receberam Prêmios Pulitzer e chegaram a cargos de chefia em redações de veículos de imprensa respeitados. A escola oferece quatro programas de pós-graduação, além de programas de desenvolvimento profissional, bolsas, oficinas e institutos. Entre eles estão o Tow Center for Digital Journalism, o Brown Institute for Media Innovation e, até 2025, o Dart Center for Journalism and Trauma. Este último tornou-se a organização independente Global Center for Journalism and Trauma.
A escola publica a Columbia Journalism Review, sedia a administração dos Prêmios Pulitzer e administra diretamente o Alfred I. duPont-Columbia University Award, os Maria Moors Cabot Prizes, o John Chancellor Award for Excellence in Journalism, os Lukas Prizes, os Oakes Prizes, o Meyer Berger Award, o Paul Tobenkin Memorial Award e os Dart Awards for Excellence in Coverage of Trauma. Também copatrocina o National Magazine Awards com a American Society of Magazine Editors, responsável pela administração da premiação. A escola é credenciada pelo Accrediting Council on Education in Journalism and Mass Communications.
História
Escola de Jornalismo Pulitzer
Em 1892, Joseph Pulitzer, magnata da imprensa nascido na Hungria, ofereceu recursos ao então presidente da Universidade Columbia, Seth Low, para criar a primeira escola de jornalismo do mundo. Pulitzer queria elevar uma profissão que ainda era vista com frequência como um ofício aprendido por meio de treinamento prático. Sua ideia era criar um centro voltado a um jornalismo esclarecido, no qual o conhecimento e as habilidades profissionais fossem colocados a serviço da democracia. "Ela transmitirá conhecimento, não por si só, mas para que seja usado no serviço público", escreveu Pulitzer em um ensaio publicado como texto principal da edição de maio de 1904 da North American Review. A universidade resistiu à proposta, mas o sucessor de Low, Nicholas Murray Butler, mostrou-se mais receptivo.
Pulitzer estava decidido a concretizar o projeto em Columbia e ofereceu à universidade uma doação de US$ 2 milhões. Um quarto desse valor seria destinado à criação de prêmios de jornalismo e artes. Foram necessários anos de negociações e a morte de Pulitzer, em outubro de 1911, para que os planos fossem concluídos. As aulas começaram em 30 de setembro de 1912, com 79 estudantes de graduação e pós-graduação, entre eles cerca de uma dúzia de mulheres. O jornalista veterano Talcott Williams tornou-se diretor da escola. Fora das aulas e palestras, os estudantes percorriam a cidade em busca de notícias. Os mais avançados receberam a tarefa de cobrir uma visita do presidente dos Estados Unidos William Howard Taft, um julgamento de assassinato policial que despertava grande atenção e uma marcha pelo sufrágio feminino. Um estudante chinês infiltrou-se em um ponto de venda de cocaína no centro da cidade para produzir uma reportagem.
No ano seguinte, foi construído um edifício para a escola de jornalismo em 2950 Broadway, na altura da Rua 116, na extremidade oeste do campus. Uma estátua de Thomas Jefferson foi instalada em junho de 1914 como símbolo da "livre investigação", ideia associada aos debates entre Jefferson e Alexander Hamilton, também fundador dos Estados Unidos e ex-aluno de Columbia. Uma estátua de Hamilton havia sido inaugurada seis anos antes, no outro lado do campus, diante do Hamilton Hall.
Primeira escola de pós-graduação em jornalismo
miniaturadaimagem|direita|Busto de Joseph Pulitzer e placa no saguão da Columbia Journalism School
Em 1935, o decano Carl Ackerman, ex-aluno da turma de 1913, conduziu a transformação da instituição na primeira escola de pós-graduação em jornalismo dos Estados Unidos. À medida que a escola crescia, passou a contar com jornalistas de Nova Iorque como professores adjuntos e com um corpo docente permanente que incluía os vencedores do Pulitzer Douglas Southall Freeman e Henry F. Pringle, além de Walter B. Pitkin, autor de Life Begins at Forty. A escola começou então a oferecer disciplinas de jornalismo televisivo e produção de documentários, além das áreas de jornalismo impresso e rádio.
Os Maria Moors Cabot Prizes, os mais antigos prêmios internacionais de jornalismo, foram criados em 1938 para homenagear trabalhos jornalísticos sobre a América Latina e o Caribe. Os Alfred I. duPont-Columbia Awards, dedicados ao jornalismo de radiodifusão, foram transferidos para a escola em 1968. O Columbia Journalism Award, maior distinção concedida pela escola, foi criado em 1958 para homenagear pessoas com realizações de grande alcance e serviços prestados ao jornalismo. Três anos depois, a escola começou a publicar a Columbia Journalism Review.
miniaturadaimagem|esquerda|Pulitzer Hall
Depois de integrar o corpo docente permanente em 1950, John Hohenberg, veterano correspondente da Organização das Nações Unidas, tornou-se em 1954 o primeiro administrador dos Prêmios Pulitzer. Ele acumulou essa função com seu cargo na escola até 1976. Ackerman foi sucedido como decano em 1954 por Edward W. Barrett, ex-secretário de Estado adjunto para Assuntos Públicos, que permaneceu no cargo até 1968. Em 1966, a escola começou a conceder os National Magazine Awards em conjunto com a American Society of Magazine Editors.
O ex-presidente da CBS News Fred W. Friendly passou a integrar o corpo docente permanente no mesmo ano e ampliou o programa de jornalismo de radiodifusão ao lado de Elie Abel, ex-correspondente da NBC News. Abel foi decano entre 1970 e 1979. Seu sucessor foi Osborn Elliott, ex-editor da Newsweek, que ocupou o cargo de 1979 a 1986. Joan Konner, colaboradora de longa data de Bill Moyers, assumiu a função entre 1988 e 1996 e foi a única mulher a ocupar o cargo até então.
Na década de 1970, a disciplina Reporting and Writing 1, conhecida como RW1, já havia se tornado a base do currículo inicial da escola. A Knight-Bagehot Fellowship foi criada em 1975 para aprofundar a formação em jornalismo econômico e de negócios. O Delacorte Center for Magazine Journalism foi criado em 1985. Seymour Topping, ex-editor-chefe do The New York Times, entrou para o corpo docente permanente em 1994, enquanto exercia a função de administrador dos Prêmios Pulitzer.
miniaturadaimagem|Saguão do Pulitzer Hall
Um programa de doutorado foi criado em 1998 pelo teórico da comunicação James W. Carey, que foi "editor e colaborador de muitas publicações acadêmicas numa época em que Columbia incentivava os professores de jornalismo a produzir mais pesquisa acadêmica". Em 2005, Nicholas Lemann, que estava havia dois anos no cargo de decano, criou um segundo programa de mestrado, mais especializado, que concedia o grau de Master of Arts. A mudança levou à contratação do jornalista político Thomas B. Edsall e do crítico musical David Hajdu.
Com as mudanças provocadas pela mídia digital, a escola eliminou em 2013 as distinções entre tipos de mídia, como jornais, radiodifusão, revistas e novas mídias, que até então funcionavam como especializações do currículo de Master of Science. O Toni Stabile Center for Investigative Journalism, voltado à formação de estudantes selecionados interessados em carreiras no jornalismo investigativo, havia sido aberto em 2006. Um ano depois, foi criada a Spencer Fellowship, dedicada a reportagens de formato longo. O Dart Center for Journalism and Trauma transferiu-se para Columbia em 2009 e passou a trabalhar com a cobertura jornalística de traumas, conflitos e tragédias. O Tow Center for Digital Journalism foi criado em 2010. O Brown Institute for Media Innovation começou a funcionar em 2012 sob a direção de Mark Henry Hansen, ex-estatístico e cientista de dados do Bell Labs.
Programas acadêmicos
miniaturadaimagem|direita|Entrada principal da Universidade Columbia na Broadway e Rua 116, junto à Columbia Journalism School
O programa de Master of Science, M.S., com duração de dez meses, permite que jornalistas iniciantes e experientes estudem as técnicas, a prática e a ética do jornalismo por meio da apuração e redação de textos que vão de notícias breves a narrativas mais elaboradas. Alguns estudantes interessados em jornalismo investigativo são selecionados para estudar no Stabile Center for Investigative Journalism, uma especialização do programa de M.S. Há também especializações em documentário e jornalismo de dados. O programa de M.S. pode ser cursado em tempo parcial.
Um programa de M.S. em jornalismo de dados, com duração de um ano, ensina técnicas para localizar, coletar e analisar dados usados em narrativas jornalísticas, apresentações e reportagens investigativas.
A escola oferece programas de dupla titulação em colaboração com outras unidades da Universidade Columbia nas áreas de jornalismo e ciência da computação, jornalismo e relações internacionais, jornalismo e direito, jornalismo e negócios, e jornalismo e religião. Há ainda programas internacionais de dupla titulação com o Sciences Po, em Paris, França, e com a Universidade do Witwatersrand, em Joanesburgo, África do Sul.
O programa de Master of Arts, M.A., menor e mais especializado, tem duração de nove meses e destina-se a jornalistas experientes interessados em aprofundar-se em uma área específica, como política, ciência, negócios e economia ou artes e cultura. Os estudantes de M.A. trabalham de perto com professores de jornalismo e cursam disciplinas em outros departamentos e escolas da universidade. O programa é oferecido em tempo integral.
O programa de doutorado utiliza recursos de diferentes áreas da Universidade Columbia para o estudo da comunicação. Os doutorandos montam percursos individuais de estudo para adquirir conhecimento aprofundado em uma área de concentração, combinando pesquisa e disciplinas em campos que vão da história, sociologia e religião aos negócios e relações internacionais.
Desde 2000, a escola oferece o Columbia Publishing Course, um curso de pós-graduação de seis semanas sobre edição e publicação de livros, revistas e conteúdo digital. O programa foi transferido naquele ano do Radcliffe College.
Publicações semanais
The Bronx Beat, criado em 1981 e publicado às segundas-feiras, é a publicação semanal dos estudantes da escola de jornalismo.
Uptown Radio é uma revista semanal de notícias em áudio e um podcast inspirado no programa All Things Considered, da NPR. É produzido pelos estudantes do Radio Workshop, um curso avançado de áudio da Columbia Journalism School. Desde 1996, Uptown Radio é a transmissão contínua pela internet mais antiga da escola, com edições às quintas-feiras, às 16 horas, entre fevereiro e maio. O programa reúne reportagens originais, entrevistas e noticiários destinados a ouvintes de Nova Iorque e de outros lugares.
Prêmios de jornalismo
A Columbia Journalism School administra diretamente o Alfred I. duPont-Columbia University Award, os Maria Moors Cabot Prizes, o John Chancellor Award for Excellence in Journalism, os Lukas Prizes, os Oakes Prizes, o Meyer Berger Award, o Paul Tobenkin Memorial Award e os Dart Awards for Excellence in Coverage of Trauma. Também copatrocina o National Magazine Awards com a American Society of Magazine Editors, que administra a premiação.
Ex-alunos notáveis
Mariana van Zeller, jornalista portuguesa e ex-aluna do programa de M.S. de 2002.
Docentes notáveis
Daniel Alarcón, professor assistente Emily Bell, professora Leonard Tow de Prática Profissional em Jornalismo Helen Benedict, professora Nina Berman, professora Walt Bogdanich, professor adjunto Jelani Cobb, professor Ira A. Lipman de Jornalismo e decano Steve Coll, professor Henry R. Luce de Jornalismo Sheila Coronel, professora Toni Stabile de Prática Profissional em Jornalismo Investigativo