right|thumb|330px|Inscrição Ich liebe Blumenau ("eu amo Blumenau" em alemão) em frente à prefeitura de Blumenau, em Santa Catarina. A língua alemã é tanto cooficialLei n. 9.522/2024 - Do Município de Blumenau / SC, Adota no Município de Blumenau o idioma Alemão como oficial, complementar e secundário ao idioma Português, oficial do Brasil. Repositório Brasileiro de Legislações Linguísticas (RBLL) quanto patrimônio cultural imaterial do município.Língua Alemã agora é patrimônio cultural imaterial de Blumenau, NSC TotalLíngua alemã agora é patrimônio cultural da cidade, BlumenauLíngua Alemã é patrimônio cultural de Blumenau, Informe Blumenau As variedades de origem alemã faladas por teuto-brasileiros formam uma língua minoritária significativa no Brasil. O alemão brasileiro é fortemente influenciado pelo português e, em menor grau, por dialetos italianos, bem como pelas línguas indígenas. Os dialetos alemães são particularmente fortes nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. De acordo com Ethnologue, cerca de 3 milhões de pessoas no Brasil falam o Riograndenser Hunsrückisch, 1,5 milhão falam o alemão padrão (provavelmente incluindo pomerano) e 8 mil falam o Baixo-alemão menonita (Plautdietsch).
Falantes da língua Alemã, Alemanha, Suíça e Áustria formam o maior grupo de imigrantes depois de falantes de português e italiano. Estes imigrantes tendiam a preservar a sua língua mais do que os falantes de italiano, que é mais próximo do português. Consequentemente, o alemão foi a segunda língua falada em casa mais comum no Brasil no censo de 1940. No entanto, mesmo em áreas que ainda são dominadas por falantes alemães, a maioria são bilíngues. Hoje, o alemão é cada vez mais cultivado como um patrimônio cultural e vários municípios têm recentemente o co-oficializado ao lado do português.
O Hunsriqueano rio-grandense (Riograndenser Hunsrückisch) é a variante mais significativa e o termo é usado às vezes para incluir todas as formas de alemão brasileiro. Está particularmente bem representado nos dois estados mais meridionais do país, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Mas, especialmente no Espírito Santo, há bolsões significativos cujo dialeto é baseado no Pommersch e em alguns outros dialetos que podem ser encontrados localmente devido à imigração dos séculos XIX e XX.
Hunsriqueano rio-grandense
thumb|Mapa mostrando a dispersão das colônias alemãs no Sul do Brasil, em 1905.
O hunsriqueano rio-grandense, um dialeto do alto-alemão, é referido igualmente como Riograndenser Hunsrückisch (ou Hunsrik) por causa do estado mais meridional do país, o Rio Grande do Sul. Mas também está fortemente representado em Santa Catarina, onde a variante local é referida como Katharinensisch, e no Paraná. Juntos, esses três estados formam a Região Sul do Brasil. A área atraiu imigração significativa de países de língua alemã.
A imigração alemã para o Rio Grande do Sul começou em 1824.Altenhofen, Cléo Vilson: Hunsrückisch in Rio Grande do Sul, Franz Steiner Verlag, Stuttgart 1996, p. 24. Os trabalhadores e colonos alemães vieram de muitas regiões diferentes, como Baixa Saxônia, Schleswig Holstein, Vestfália, Hunsrück e Pomerânia, sobretudo estados prussianos e vários reinos alemães, no entanto um número significativo veio especialmente das regiões pobres de Hunsrück e Palatinado, o que predominou o dialeto sobre os demais. Os dialetos alemães começaram a se misturar, adotando elementos das línguas faladas por outros imigrantes, para formar variedades que diferiam de município para município, muitas vezes de família para família e que não tinham relação com as linhas dialéticas na Alemanha.Altenhofen, p. 42. No entanto, na maioria dos lugares o dialeto Hunsrück provou ser dominante.
Inicialmente, os imigrantes tinham que organizar seu próprio sistema escolar,Altenhofen, p. 69. mas isso mudaria. Devido à falta de exposição - de 1938 até 1961, o alemão nem sequer era ensinado em escolas superiores.Altenhofen, p. 38. O alemão padrão tornou-se restrito a contextos formais como a igreja, enquanto que todas as interações diárias aconteciam no dialeto ou em português, a partir do qual as palavras necessárias para inovações também foram tomadas.Altenhofen, p. 45.
Os falantes de Hunsrückisch são tipicamente bilíngues com o português, mas não necessariamente familiarizados com o alemão padrão. A escola primária de Santa Maria do Herval, município do Rio Grande do Sul, com uma população de cerca de 6 mil pessoas, ensina o Hunsrückisch e usa uma nova ortografia mais próxima de convenções portuguesas do que do alemão padrão. No entanto, os linguistas no Brasil criticam esse distanciamento e exigem um vínculo ortográfico mais estreito entre o Hunsrik e o alemão padrão.
Estatuto co-oficial Rio Grande do Sul Barão, lei municipal nº 2.451, de 14 de abril de 2021. Harmonia, lei n. 1.634/2025 do Município de Harmonia.Lei n. 1.634/2025 - Do Município de Harmonia / RS, dispõe sobre a cooficialização da Língua Hunsrick no Município de Harmonia/RS e dá outras providências. Repositório Brasileiro de Legislações Linguísticas Horizontina, Lei n. 4.217/2023 do Município de HorizontinaLEI Nº 4.217, DE 27 DE NOVEMBRO DE 2023, dispõe sobre a cooficialização dos idiomas polonês, hunsrückisch e talian no município de Horizontina Ijuí, Lei n. 7.421/2023 do Município de Ijuí Lei n. 7.421/2023 - Do Município de Ijuí / RS, Repositório Brasileiro de Legislações Linguísticas Santa Maria do Herval, conforme a Lei Estadual nº 14.061, de 23 de julho de 2012. https://www.santamariadoherval.rs.gov.br/atrativos_int.php?id=3https://leismunicipais.com.br/a1/lei-organica-santa-maria-do-herval-rs
Santa Catarina Antônio Carlos, lei municipal n° 987, de 27 de julho de 2010. https://www.antoniocarlos.sc.gov.br/noticias/index/ver/codMapaItem/33805/codNoticia/353655 Ipumirim, lei municipal n° 1.868, de 17 de dezembro de 2020. Lei Nº 1.868, de 17 de de dezembro de 2020 - Dispõe sobre a cooficialização das línguas talian e hunsrückisch no município de Ipumirim - SC
Pomerano thumb|Municípios onde o pomerano é co-oficial no Espírito Santo, Brasil.
O pomerano, um dialeto do baixo-alemão, é falado em muitos lugares no Sudeste e no Sul do Brasil:
Projeto de Educação Escolar Pomerana, fundado em 2004 por professores e cinco municípios do Espírito Santo (Santa Maria de Jetibá, Laranja da Terra, Vila Pavão, Domingos Martins, Pancas). Educação em pomerano.Bost, Bodo: Pommersche Sprache erlebt Renaissance in Brasilien. VDA Globus 1/2010. Pomerano falado em Rondônia desde 1970. Em Santa Leopoldina, primeiro assentamento europeu no Espírito Santo, os descendentes de imigrantes da Suíça e de Luxemburgo falam pomerano. Santa Maria de Jetibá (anteriormente parte de Santa Leopoldina) é o centro brasileiro de cultura pomerana com 90% de falantes do dialeto.
Estatuto co-oficial
Espírito Santo Afonso Cláudio, no distrito de Mata FriaLei 2.069 de 2013, Câmara Municipal de Afonso Cláudio Domingos MartinsLei n. 2.356/2011 - Do Município de Domingos Martins / ES, dispõe sobre a cooficialização da Língua Pomerana no Município de Domingos Martins, Estado do Espírito Santo. Repositório Brasileiro de Legislações Linguísticas Itarana«Lei Municipal nº 1.195/2016 de Itarana/ES». itarana.es.gov.br Laranja da TerraLei n. 510/2008 - Do Município de Laranja da Terra / ES, dispõe sobre a co-oficialização da Língua Pomerana, no Município de Laranja da Terra, Estado do Espírito Santo e dá outras providências. Repositório Brasileiro de Legislações Linguísticas PancasLei n. 987/2007 - Do Município de Pancas / ES, dispõe sobre a cooficialização da Língua Pomerana no Município de Pancas e a inclusão da disciplina de estudo da língua no currículo escolar, nas escolas da rede municipal de ensino localizadas nas regiões em que predominam a população descendente no município. Repositório Brasileiro de Legislações Linguísticas Santa Maria de JetibáLei n. 1.136/2009 - Do Município de Santa Maria de Jetibá / ES, dispõe sobre a cooficialização da Língua Pomerana no Município de Santa Maria de Jetibá, Estado do Espírito Santo. Repositório Brasileiro de Legislações Linguísticas Vila PavãoLei n. 671/2009 - Do Município de Vila Pavão / ES, dispõe sobre a co-oficialização da língua pomerana no Município de Vila Pavão, Estado do Espírito Santo, e dá outras providências. Repositório Brasileiro de Legislações Linguísticas Minas Gerais ItuetaLei Municipal Nº 387, de 19 de Maio de 2022, Dispõe sobre a cooficialização da Língua Pomerana, à Língua Portuguesa, no Município de Itueta - MG Rio Grande do Sul Canguçu Rondônia Espigão d'OesteLEI Nº 2.644, DE 11 DE ABRIL 2023, dispõe sobre a cooficialização da língua pomerana no âmbito do município de Espigão do Oeste - Roraima. Repositório Brasileiro de Legislações Linguísticas Santa Catarina PomerodeLei n. 2.907/2017 - Do Município de Pomerode / SC, dispõe sobre a cooficialização da Língua Pomerana, à Língua Portuguesa, no Município de Pomerode - SC. Repositório Brasileiro de Legislações Linguísticas
Outros dialetos alemães no Brasil direita|thumb|200px|Sinalização bilíngue de Jardim de infância, em português e alemão, em Entre Rios, Guarapuava. Katarinensisch, falado no estado Santa Catarina Plattdüütsch ou Vestfaliano tem estatus co-oficial no município de Westfália.https://web.archive.org/web/20190418013906/http://camarawestfalia.rs.gov.br/wp-content/uploads/2016/05/1302.pdfhttp://camarawestfalia.rs.gov.br/2016/03/21/sessao-ordinaria-na-camara-municipal-de-westfalia/ Alemão Volgaparanaense, falado por alemães do Volga ao Paraná e Rio Negro, na Argentina. Plautdietsch, falado por teuto-brasileiros menonitas da antiga União Soviética (desde os anos 1930). Dialeto austro-bávaro do Tirol e alemão alemânico de Vorarlberg em Treze Tílias (desde 1933). Suábios do Danúbio em Guarapuava (desde 1951).
O holandês, estreitamente relacionado com o alemão, também é falado no Brasil por brasileiros holandeses e alguns judeus brasileiros.
Plattdüütsch ou Vesfaliano O Plattdüütsch é uma língua co-oficial junto ao Portuguĕs no municipio Westfália. segunda lei N° 1302 do ano 2016. No município é conhecido também como Vestfaliano ou Sapado do Pau. No Vale do Taquari (Teutônia, Imigrante e Westfália), onde se estabeleceram os imigrantes, há um grau de manutenção linguística maior,http://www.fsma.edu.br/visoes/ed08/Edicao_8_artigo_4.pdf além disso, também no sudeste de Santa Catarina e que inclui as comunidades de Águas Mornas, São Bonifácio, São Martinho, Braço do Norte, São Ludgero, Armazém, Santa Rosa de Lima, Rio Fortuna e Grão-Pará. No inicio, o dialeto tive não muito contato com o hunsriqueano rio-grandense, Português e outras línguas. Vestfaliano é considerado “relativamente livre de impurezas” pela sua colonização mais uniforme e pelo seu grau de isolamento geográfico e social que ainda perduraria por muitos anos, em algumas localidades ainda até bem recentemente; fator determinante para essa manutenção. Outro fato de o vestfaliano ser pertencente ao grupo do baixoalemão, levando os falantes (que nunca tiveram se misturado com outros imigrantes) a apresentar maior resistência à influência dos dialetos francônios como o Hunsrückisch e mesmo do alemão culto, “por apresentar características fonológicas e um vocabulário bastante diferente desses últimos”.
Ver também Imigração alemã no Brasil Imigração alemã em Santa Catarina Imigração alemã em São Paulo Colonização alemã no Rio Grande do Sul Colônias alemãs em Minas Gerais Colônias alemãs em Rondônia Colônias alemãs no Rio de Janeiro Relações entre Brasil e Alemanha Línguas do Brasil
Alemao Categoria:Língua alemã Categoria:Imigração alemã no Brasil