Vírus Nipah (nome científico: Nipah henipavirus) é um vírus transmitido por morcegos. A infecção pelo vírus Nipah pode provocar desde síndromes respiratórias agudas a encefalites mortais. Foi detectado pela primeira vez em 1998, durante um surto em Kampung Sungai Nipah, na Península da Malásia, causando 105 mortes. Nessa ocasião, os suínos foram os hospedeiros intermediários.

O índice de letalidade do vírus Nipah é alto. A cada 100 infectados, de 40 a 79 morrem, cerca de 75%.

Em 2004, o vírus Nipah infectou várias pessoas, sem intermediário, após terem tomado suco fresco de tâmaras, contaminadas por morcegos frutívoros.

O Nipah é uma das espécies do vírus Henipavirus. Atualmente, ainda não existe uma vacina de prevenção ou cura, somente um tratamento primário.

Cientistas, em 2019, identificaram espécies de morcegos com potencial para hospedar o vírus Nipah usando aprendizado de máquina, uma forma de inteligência artificial e baseada em traços de morcegos portadores do vírus.AI to determine Bat species believed to transmit Nipah virus to humans The Nipah Virus, which is responsible for the Nipah outbreak, believed to be transmitted to human through Bats. por Dinesh C Sharma (2019)

Em setembro de 2021 um menino de doze anos morreu em um hospital da cidade de Kozhikode, no estado de Kerala, sul da Índia, após ser infectado com o vírus Nipah e ficar vinte dias internado. O garoto buscou atendimento médico após ter febre alta durante uma semana, evoluindo para um grave inchaço cerebral. Devido ao potencial pandêmico do vírus, as autoridades locais emitiram um alerta para que se evite a propagação da doença.

Diagnóstico Laboratorial O diagnóstico definitivo da infecção pelo vírus Nipah é realizado em laboratórios de alta complexidade e nível de biossegurança 4 (NB-4), devido ao alto risco de contágio e letalidade. As metodologias variam conforme a fase da doença:

Fase Aguda: A detecção do RNA viral é feita através da reação em cadeia da polimerase em tempo real (RT-PCR) em amostras de fluidos corporais, sendo as principais: suabe de garganta ou nasal, urina, sangue e líquido cefalorraquidiano (LCR). Fase de Convalescença: Utiliza-se a sorologia (ELISA) para detecção de anticorpos (IgM e IgG). Em casos fatais, a imuno-histoquímica pode ser aplicada em tecidos durante a autópsia.

Categoria:Doenças virais Categoria:1998 na Malásia