A Batalha de Orcômeno () foi travada em 85 a.C. entre a República Romana e o Reino do Ponto durante a Primeira Guerra Mitridática. O exército romano foi liderado por Lúcio Cornélio Sula e o pôntico, por Arquelau. Os romanos se saíram vitoriosos e o próprio Arquelau acabou desertando o rei Mitrídates VI para os romanos.

Contexto Depois de sua vitória sobre Arquelau na Batalha de Queroneia, Sula partiu para a Tessália para se encontrar com o cônsul Lúcio Valério Flaco, que vinha da Itália com ordens de atacá-lo e não de ajudá-lo. No caminho, Sula soube que Dorileu havia desembarcado em Cálcis com um grande exército de cerca de dos melhores homens de Mitrídates para reforçar Arquelau. Dorileu queria atrair Sula para uma batalha o quanto antes e conseguiu seu desejo quando Sula abandonou a Tessália abruptamente para enfrentá-lo. Depois de uma escaramuça com as tropas romanas, Dorileu repensou seu plano e passou a adotar uma estratégia de guerra de atrito. Arquelau, por outro lado, se viu encorajado pelo terreno plano à volta de seu acampamento em Orcômeno, amplamente favorável à sua cavalaria, superior à dos romanos.

Batalha Enquanto Arquelau deixou seus homens relaxarem depois de tomarem suas posições, Sula manteve os seus ocupados cavando trincheiras e fossos que, segundo seu plano, levariam a cavalaria de Arquelau para fora da planície na direção de áreas mais pantanosas. Arquelau percebeu o plano de Sula e lançou diversos ataques contra os legionários que trabalhavam na obra. Em um deles, o enteado de Arquelau, Diógenes, se destacou em um bravo ataque no qual acabou morto gloriosamente. No ataque final de Arquelau, Sula derrotou definitivamente suas tropas e tomou seu acampamento. Plutarco afirma que morreram tantos homens que o mangue ficou vermelho com o sangue e que duzentos anos depois elmos e armas bárbaras ainda podiam ser encontrados na regiãoPlutarco, Vidas Paralelas, Vida de Sula 21. Depois da batalha, Sula capturou e destruiu as cidades beócias de Anthedon, Darymna e Halae. Posteriormente, ao encontrar peixeiros de Halae que lhe presentearam com peixes, o próprio Sula lhes disse que estava surpreso por encontrar habitantes da cidade ainda vivos; ele os deixou partir ilesos do encontro, o que inspirou os gregos a repopularem a cidadePlutarco, Vidas Paralelas, Vida de Sula 26.

Eventos posteriores Enquanto Sula estava lutando contra Mitrídates, Roma sofria com as perseguições dos dois cônsules de 85 a.C., Lúcio Cornélio Cina e Cneu Papírio Carbão, os líderes da facção dos populares, o que fez com que muitos senadores e cidadãos proeminentes da cidade, especialmente os membros da facção rival dos optimates, fugissem para o acampamento de Sula. Entre eles estava a esposa de Sula, Cecília Metela Dalmática e seus filhosPlutarco, Vidas Paralelas, Vida de Sula 22. Sula tentou usar sua vitória em Orcômeno para conseguir uma paz apressada com Mitrídates para que ele próprio pudesse voltar para a Itália. Apesar dos termos oferecidos por Sula não terem sido aceitos de imediato, Arquelau conseguiu mediar uma paz entre Sula e Mitrídates. Posteriormente, as tropas de Caio Flávio Fímbria desertaram para Sula (estas eram as tropas de Lúcio Valério Flaco, que Fímbria havia se apoderado depois de um motim), levando Fímbria a se matar. Firmada a Paz de Dárdanos com Mitrídates, Sula finalmente retornou para Itália.

Categoria:85 a.C. Categoria:Batalhas envolvendo a República Romana Categoria:Reino do Ponto Categoria:Primeira Guerra Mitridática Categoria:Acaia (província romana) Categoria:Beócia na Antiguidade