O Museu Histórico de Santa Catarina (MHSC) foi fundado em sediado no Edifício da Alfândega, em , foi transferido para o Palácio Cruz e Sousa, onde permanece desde então.

O Museu Está localizado no centro de Florianópolis, junto à Praça XV de Novembro e a Catedral Metropolitana, considerado o ponto zero da cidade. Neste local, aconteceram os eventos mais emblemáticos da história da cidade, como a Novembrada em 1979, as visitas imperiais em 1826, 1845 e 1865, o levante armado de José Antônio da Luz em 1815, a invasão de Corsários que resultou na morte de Francisco Dias Velho e a destruição do primeiro acentamento em Nossa Senhora do Desterro em 1687, e muito mais. A criação do Museu aconteceu em 1979 sob a Lei nº 5.476, durante o governo de Jorge Bornhausen. A primeira sede foi o Edifício da Alfândega, onde hoje está o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN-SC). A mudança para o Palácio Cruz e Sousa aconteceu em 1986.

O Acervo No Museu, podem ser encontrados relíquias que ajudam a montar o quebra-cabeça da hitória e rememorar momentos e personagens daquele povo. Entre os itens em exposição: Móveis ao estilo de D. João V (anteriores ao Palácio) trazidos do Rio de Janeiro; A Primeira Missa no Brasil, cópia da célebre obra doutro expoente da cultura catarinense - Victor Meirelles; O piano francês Pleyel, adquirido pelo grande maestro José Brazilício de Souza em 1884; Um violino, e uma caixa de música alemã estilo art nouveau; A primeira lâmpada elétrica residencial de Santa Catarina; A urna com as cinzas de Cruz e Sousa, entre outros.

centro|miniaturadaimagem|420px|Das pinturas mais famosas do Brasil, a Primeira Missa no Brasil, pelo florianopolitano Victor Meirelles.

Destre as medidas para proteção do patrimônio, os visitantes devem calçar pantufas para acessar o segundo piso do Palácio.

As salas O Museu conta com diversas salas, entre elas: Salão Nobre, com mobiliário rico em detalhes; Sala de Visitas; Sala de Música, com o piano Pleyel, violino e caixa de música; Sala Cruz e Souza, com o Termo de Translado (autorização da exumação dos seus restos mortais no Cemitério de São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro); Sala Martinho de Haro, acessível pelo jardim (entradas pelas ruas Ten. Silveira e Trajano), ocorrem lançamentos e exposições sobre arte e história; Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina.

Espaço cultural Apoiados pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), no Palácio acontecem apresentações artísticas, mostras culturais, cursos e oficinas, além de exposições e feiras no jardim.

O Poeta Conhecido como Dante Negro ou Cisne Negro, João da Cruz e Sousa nasceu em Desterro dia . Filho de escravos alforriados, recebeu educação graças ao Marechal Guilherme Xavier de Sousa, de quem "herdou" o segundo sobrenome. Aprendeu francês, latim e grego, além de ter sido discípulo do naturalista alemão Fritz Müller. Em 1885, lançou seu primeiro livro, Tropos e Fantasias com Virgílio Várzea. Cruz e Sousa, considerado o precursor do simbolismo no Brasil, morreu de tuberculose, em 1898.

O Palácio O Palácio teve sua construção ordenada, em meados do Séc. XVIII, pelo brigadeiro José da Silva Paes, primeiro governador da Capitania de Santa Catarina. Ali, era a residência oficial e a sede do governo catarinense. Em 1954, tornou-se Palácio dos Despachos com a transferência da residência oficial para a Casa d'Agronômica, no bairro florianopolitano da Agronômica. Em 1979, o Palácio é rebatizado em homenagem ao grande poeta Cruz e Sousa, e em 1986, o Palácio passa a ser a sede do Museu Histórico de Santa Catarina.

Linha do tempo Segundo jornal local: ca. 1739-1780: Construção do prédio para fins administrativo do governo 1826: Visita do imperador D. Pedro I 1839: serviços de pintura, carpintarias nas aberturas e madeiramento do telhado, decoração da “sala de respeito”, acortinamento dos interiores e aquisições de tapetes 1845: Primeira visita do imperador D. Pedro II 1865: Segunda visita do imperador D. Pedro II 1886: Nasce no Palácio, o historiador e imortal da ABL, Afonso d'Escragnolle Taunay 1895/1898: Mudança do estilo colonial para eclético, promovida pelo governador Hercílio Luz 1905/1906: Pintura externa, limpeza dos mármores das sacadas, reformas no telhado 1911: Nasce no Palácio, o banqueiro e governador Aderbal Ramos da Silva 1954: Palácio dos Despachos – A residência oficial do governador é transferda para a Casa d'Agronômica 1961/1966: Construção dum jardim e lago artificial nos fundos do Palácio, em terreno da antiga Escola Normal Catarinense 1971/1975: Substituição do telhado 1977: Primeira restauração e criação do Museu Histórico de Santa Catarina (MHSC) 1978: O piano de José Brazilício de Souza é restaurado e integrado ao MHSC, a pedido de Antônio Carlos Konder Reis 1979: Renomeação para Palácio Cruz e Sousa em homenagem ao poeta simbolista catarinense 1984: Tombamento como patrimônio histórico de Santa Catarina e novas restaurações 1986: Reaberto após restaurações 2005: Reparos e restaurações 2007: O museu recebe os restos mortais de Cruz e Sousa 2010: Inauguração do Memorial Cruz e Sousa homenageando o poeta no jardim do Palácio 2019: Inauguração do mural Cisne Negro, por Rodrigo Rizo

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