Operação Tolypeutes é uma operação brasileira deflagrada pela Polícia Federal em 14 de março de 2017. É um desdobramento da Operação Lava Jato. A operação foi contra um esquema de propina e lavagem de dinheiro em contratos de obras civis no Rio de Janeiro, em especial na construção da Linha 4 do Metrô. Os alvos da operação foram o diretor de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro (RioTrilhos), Heitor Lopes de Sousa Junior e o então subsecretário de turismo do estado, Luiz Carlos Velloso, que foram presos.
Investigação Segundo o acordo de leniência de executivos da Carioca Engenharia, o esquema de corrupção que existia na Secretaria de Estado de Obras do Rio de Janeiro, com a cobrança de propina das empreiteiras envolvidas em contratos bilionários de obras civis - revelado em operações anteriores da Lava Jato –, se repetia na Secretaria de Estado de Transporte. As obras da Linha 4 custaram cerca de 10 bilhões de reais e a inauguração foi pouco antes da Olimpíada do Rio. Além da Carioca Engenharia, a Odebrecht (atual Novonor) e a Queiroz Galvão formavam o Consórcio Rio Barra, responsável por parte da obra. Segundo as investigações, a Odebrecht usava uma empresa do grupo, a CBPO, para pagar a Arqline Arquitetura e Consultoria, de Heitor Lopes. Heitor também recebia propina do Consórcio Rio Barra, por meio de outra empresa da qual é sócio, a MC Link. De 2010 a 2013, Heitor recebeu propina no valor de 5,4 milhões de reais de duas empresas, tendo sido ao total 31 transferências de recursos.
Ver também Desdobramentos da Operação Lava Jato Fases da Operação Lava Jato
Tolypeutes Categoria:Escândalos de corrupção no Brasil na década de 2010 Categoria:Operação Calicute Tolypeutes