Manuel de Portugal, pseudónimo de Henrique Maria Cordeiro de Penha Coutinho (Lisboa, 1 de outubro de 1928 – Lisboa, 29 de setembro de 2025), foi um cronista e jornalista português.
Carreira Celebrizou-se na segunda metade da década de 1970 pelas crónicas que assinava semanalmente no jornal Tempo. Estas crónicas marcaram o conturbado período de instabilidade política e social vivido em Portugal após a Revolução de 25 de Abril de 1974. Num texto de 1976, o histórico jornalista Peixe Dias descreveu-o como "o cronista por excelência da Revolução".
Mais tarde, Manuel de Portugal viria a colaborar com O Diabo e com o Jornal da Madeira, escrevendo também para jornais portugueses da diáspora, especialmente nos Estados Unidos.
Os seus textos foram reunidos em dois livros, as Crónicas e Cartas de Manuel de Portugal, volumes I e II, bestsellers em Portugal.
Manuel de Portugal faleceu a 29 de setembro de 2025, aos 96 anos. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, emitiu uma nota de condolências, lamentando a morte do "conhecido cronista político na imprensa semanal e diária dos finais dos anos setenta e início dos anos oitenta".
Bibliografia DE PORTUGAL, Manuel (1975). Crónicas e Cartas de Manuel de Portugal. (Lisboa: Editora Ulisseia) DE PORTUGAL, Manuel (1977). Crónicas e Cartas de Manuel de Portugal: Volume 2. (Lisboa: Editora Ulisseia)
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