thumb|253px|Folhagem e flores de Cinnamomum verum. thumb|253px|Folhagem de Cinnamomum verum. thumb|253px|Casca, canela em pó e flores secas de Cinnamomum verum. Cinnamomum verum, comummente conhecida como caneleira-verdadeira e frequentemente designada pelo seu sinónimo taxonómico Cinnamomum zeylanicum, é uma espécie de pequenas árvores perenifólias da família das Lauráceas, nativa do Sri Lanka, sendo uma das espécies de cuja casca se produz a canela.

Nomes comuns Além do nome «caneleira-verdadeira», esta espécie dá ainda pelos seguintes nomes comuns: canela, caneleira, canela-do-ceilão e caneleira-do-ceilão.

Etimologia

O nome genérico, Cinnamomum, vem do latim, tendo-lhe chegado, por seu turno, do étimo grego antigo κινναμωμον, já se referindo na altura à especiaria homónima‎.

O epíteto específico, verum, também provém do latim, vērum e significa «verdadeiro; honesto». O epíteto específico alternativo, zeylanicum, advém do latim moderno, e serve alusão ao Ceilão, designação histórica do Sri Lanka.

Descrição Cinnamomum verum é uma pequena árvore com 10–15 metros de altura, com folhas de forma ovado-oblonga, com 7–18 cm de comprimento. As flores, que ocorrem em inflorescências do tipo panículas, com coloração esverdeada e um odor distinto. O fruto é uma drupa com 1 cm de comprimento, de coloração púrpura quando madura, contendo uma única semente.

O Sri Lanka continua a deter 80–90% da produção mundial de Cinnamomum verum, que é também comercialmente cultivado nas ilhas Seychelles e em Madagáscar.

A canela é a especiaria obtida da parte interna da casca do tronco. É muito utilizada na culinária como condimento e aromatizante e na preparação de certos tipos de chocolate e licores. O sabor e aroma intensos vêm do aldeído cinâmico ou cinamaldeído.

Etnobotânica e usos A canela é conhecida desde da Antiguidade Clássica e foi tão valorizada que era considerada um item a ser presenteado a monarcas e outros dignitários.

É mencionada em Êxodo 30:23, quando Deus ordenou a Moisés o uso da canela () e cássia, e em Provébios 7:17-18, quando é referido que o leito nupcial é perfumado com mirra, aloé e canela. Também se encontra mencionada por Heródoto e outros escritores clássicos europeus.

No início do século XVI, era trazida por comerciantes portugueses directamente do Ceilão (atual Sri Lanka, no sul da Ásia), chegando um quilograma a valer dez gramas de ouro. O comércio português no Oriente foi perdido progressivamente para a Companhia das Índias Orientais, holandesa, que se assenhoreou dos entrepostos portugueses na região a partir de 1638. As margens da ilha estão repletas dessa planta, relatou um capitão holandês, e é a melhor de todo o Oriente: quando uma pessoa está no litoral, pode-se sentir o aroma a oito léguas de distância.

Garcia da Orta, no seu Colóquio dos simples e drogas e coisas medicinais da Índia, de 1563, arengou sobre os benefícios e propriedades medicinais da canela, desmistificando as especulações que ainda persistiam no mundo ocidental, desde os tempos de Heródoto, sobre quais seriam as verdadeiras origens da especiaria:    Sendo uma especiaria muito mais cara do que a cássia, nativa da China e da Birmânia, normalmente serve-lhe de substituto. A casca do tronco de ambas as especiarias é facilmente distinguível.

Há estudos que indicam que o uso de canela na quantidade de uma colher de chá diariamente reduz significativamente o açúcar no sangue e melhora a taxa de colesterol (LDL e triglicerídeos). Os efeitos, que podem ser conseguidos ao utilizar canela em chás, beneficiam também diabéticos. Não se sabe ao certo se o consumo de canela é eficaz no combate à hipertensão arterial. Há três estudos em andamento avaliando a questão do efeito na pressão sanguínea.

Pesquisas realizadas por Saulo Capim, professor do Instituto Federal Baiano, descobriram que do óleo de canela se obtém uma substância analgésica, semelhante à morfina e sem efeitos colaterais, que serve para alívio da dor e diminuição de infecções em geral. Pesquisadores na UFBA e Universidade Federal de Santa Cruz também conseguiram sintetizar três substâncias analgésicas e anti-inflamatórias a partir daquele óleo. Acesso em 16/6/2016

Cultivares Existem diversos cultivares de Cinnamomum verum, pertencentes a tipos discerníveis pelo aroma e sabor da sua casca:Tipos de cultivares de C. verum. Tipo 1 Sinhala: Pani Kurundu (පැණි කුරුඳු), Pat Kurundu (පත් කුරුඳු) or Mapat Kurundu (මාපත් කුරුඳු) Tipo 2 Sinhala: Naga Kurundu (නාග කුරුඳු) Tipo 3 Sinhala: Pani Miris Kurundu (පැණි මිරිස් කුරුඳු) Tipo 4 Sinhala: Weli Kurundu (වැලි කුරුඳු) Tipo 5 Sinhala: Sewala Kurundu (සෙවල කුරුඳු) Tipo 6 Sinhala: Kahata Kurundu (කහට කුරුඳු) Tipo 7 Sinhala: Pieris Kurundu (පීරිස් කුරුඳු) Sinonímia A espécie apresenta uma vasta sinonímia, a qual inclui:The Plant List: C. verum.

Camphorina cinnamomum (L.) Farw. Cinnamomum alexei Kosterm. Cinnamomum barthii Lukman. Cinnamomum bengalense Lukman. Cinnamomum biafranum Lukman. Cinnamomum bonplandii Lukman. Cinnamomum boutonii Lukman. Cinnamomum capense Lukman. Cinnamomum cayennense Lukman. Cinnamomum cinnamomum (L.) H.Karst. nom. inval. Cinnamomum commersonii Lukman. Cinnamomum cordifolium Lukman. Cinnamomum decandollei Lukman. Cinnamomum delessertii Lukman. Cinnamomum ellipticum Lukman. Cinnamomum erectum Lukman. Cinnamomum humboldtii Lukman. Cinnamomum iners Wight nom. illeg. Cinnamomum karrouwa Lukman. Cinnamomum leptopus a.C.Sm. Cinnamomum leschenaultii Lukman. Cinnamomum madrassicum Lukman. Cinnamomum maheanum Lukman. Cinnamomum mauritianum Lukman. Cinnamomum meissneri Lukman. Cinnamomum ovatum Lukman. Cinnamomum pallasii Lukman. Cinnamomum pleei Lukman. Cinnamomum pourretii Lukman. Cinnamomum regelii Lukman. Cinnamomum roxburghii Lukman. Cinnamomum sieberi Lukman. Cinnamomum sonneratii Lukman. Cinnamomum vaillantii Lukman. Cinnamomum variabile Lukman. Cinnamomum wolkensteinii Lukman. Cinnamomum zeylanicum Blume Cinnamomum zollingeri Lukman. Laurus cinnamomum L.

Referências

Literatura

Ligações externas

UFGRS: Cinnamomum verum J. Presl EoL: Cinnamomum verum Cinnamomum verum

Categoria:Especiarias Categoria:Lauraceae Categoria:Plantas medicinais verum