Ragnaris (; ) foi um oficial de origem huna que lutou para os ostrogodos nos estágios finais da Guerra Gótica contra o Império Bizantino. Procópio de Cesareia chama-o de godo, mas Agátias registra que ele foi da tribo huna dos vitores ou vitgores (possivelmente os bitúgures mencionados em Jordanes.
História
Ragnaris é mencionado pela primeira vez como comandante da guarnição ostrogótica de Taranto em 552. Segundo Procópio, ele começou negociações com o general oriental Pacúrio para render a cidade e entrar no serviço imperial com seus homens, mas quando soube da ascensão de Teia ao trono ostrogótico ele mudou sua posição. Tomou 50 soldados bizantinos como reféns para assegurar a libertação de seus homens por Pacúrio, mas o último marchou contra ele e ele executou-os. Ragnaris não esperou Pacúrio atrás das muralhas, preferindo encontrá-lo em batalha aberta, na qual foi derrotado. Os tarentinos se recusaram a permitir que entrasse na cidade, forçando-o a fugir para a vizinha Acerúncia.
Reaparece no final de 554 como líder de soldados, possíveis sobreviventes da Batalha do Monte Lactário, o último conflito de Teia. Decidido a resistir, liderou suas tropas à fortaleza de Compsa. O general imperial Narses liderou um cerco a eles no inverno, mas os godos facilmente foram capazes de resistir, pois asseguraram grandes provisões. Na primavera, Narses e Ragnaris se reuniram para discutir termos aceitáveis, mas não chegaram a um acordo. Conforme se separavam, Ragnaris tentou atingir Narses com uma flecha, após o que foi severamente ferido pelos guardas de Narses. Seus apoiantes conseguiram carregá-lo para a fortaleza, mas ele morreu dois dias depois, e a última fortaleza gótica se rendeu.
Bibliografia
Categoria:Hunos do século VI Categoria:Generais de Teia Categoria:Guerra Gótica de 535–554 Categoria:Godos envolvidos nas guerras bizantino-góticas Categoria:Hunos envolvidos nas guerras bizantino-góticas