Petrobras Argentina foi uma companhia energética argentina, sediada em Buenos Aires. Primariamente subsidiaria da Petrobras, foi adquirida pelo grupo Pampa Energía. Com capital aberto na Bolsa de Buenos Aires, compondo o índice Merval, atuou na exploração, refino, distribuição de petróleo e gás natural e derivados, além de geração, transporte e distribuição de energia elétrica e na indústria petroquímica.
História As atividades da Petrobras na Argentina foram iniciadas em 1990, com atividades de exploração de campos de petróleo e gás, em um processo de internacionalização das atividades da Petrobras.
Em 1992, a Braspetro (subsidiária internacional da Petrobras) e a BR (subsidiária de distribuição da Petrobras) assinaram um acordo de associação, visando o mercado de distribuição de derivados argentino.
Em 1997, a Braspetro adquiriu direitos de exploração no bloco Puesto Zuñiga, na Bacia de Neuquén.
Em 2000, é constituída a Mega, atuante no segmento de gás e energia, com um investimento no valor de US$ 715 milhões, na qual a Petrobrás entrou com 34% do capital, além da Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF) (38%) e da Dow Chemical (28%).
Troca de ativos com a Repsol-YPF Em 2001, foi realizado um acordo para a troca de ativos entre a Petrobras e a Repsol-YPF, pelo qual a Petrobras assumiu 700 postos de combustível da EG3 na Argentina e a Refinaria Ricardo D. Eliçabe na cidade de Bahía Blanca, na Província de Buenos Aires, com capacidade de produção de 30,5 mil barris por dia. Em troca, a Repsol-YPF assumiu cerca de 300 postos da BR Distribuidora no Brasil e 30% da Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), no Rio Grande do Sul, com capacidade de produção de 188 mil barris por dia. A transação foi avaliada em US$ 1 bilhão.miniaturadaimagem|Posto Petrobras na ArgentinaCom a crise política e econômica da Argentina em 2001, a Petrobras ampliou sua participação no território. Em agosto de 2002, foi adquirida a Petrolera Santa Fé por US$ 85,5 milhões, produtora de petróleo e gás nos campos de Sierra Chata, Refugio Tupungato, Atamisqui e El Tordillo, além de concessionária do campo de El Mangrullo.
Aquisição da Pérez Companc Em outubro de 2002, foi adquirida a empresa argentina de energia Pérez Companc (Pecom) pelo valor de US$ 1,2 bilhão mais a assunção de dívidas superiores a US$ 2 bilhões. A companhia atuava em vários países da América Latina, no setor de petróleo, gás natural e energia elétrica, controlando ou tendo participação minoritária na Argentina naː
exploração e produção de óleo e gás (Petrolera Pérez Companc); refino (Refinaria de San Lorenzo e Refinaria Del Norte); distribuição de combustíveis (117 postos das marcas San Lorenzo e PeCom); comercialização e transporte de produtos (Transportadora de Gas del Sur - TGS, Oleoductos del Valle, Terminales Marítimas Patagónicas); petroquímica (Complexo Puerto General San Martin, Complexo Zarate, División Fertilizantes, Petroquímica Cuyo); geração de energia (hidrelétricas Piedra Del Águila e Pichi Picún Leufú, e termelétrica Genelba); transmissão de energia (Enecor, Transba, Transener, Yacylee); distribuição de energia (Edesur) miniaturadaimagem|Posto Petrobras em Buenos AiresA Pérez Companc era detentora de 22 campos produtores na Argentina e 15 em outros países e 7 mil km de dutos. A empresa também tinha negócios no Brasil (blocos de exporação e petroquímica Innova), Bolívia, Equador, Peru e Venezuela. O nome da companhia foi alterado para Petrobras Energía S.A. (Pesa).
Com a aquisição da Pecom, a produção de petróleo e gás da Petrobras na Argentina passou de 20 mil boe/dia para 120 mil boe/dia em 2002.
Fusão Em novembro de 2004, foi iniciado um processo de fusão das empresas da Petrobras na Argentina, com a incorporação pela Petrobras Energía S.A. (Pesa) das empresas EG3 S.A. (refino e distribuição), Petrobras Argentina S.A. (produção de óleo e gás) e Petrolera Santa Fé S.R.L (produção de óleo e gás). Com a fusão, a Petrobras se tornou a segunda maior empresa petrolífera da Argentina, controlando 12% da produção e 14% das reservas de petróleo, além de atuar em todos os segmentos do setor energético. Em 2009, a razão social da Petrobras Energia passaria a se chamar Petrobras Argentina.miniaturadaimagem|Torre Pérez Companc, adquirida pela PetrobrasEm 2004, a Petrobras era proprietária de cinco unidades petroquímicas, uma rede de oleodutos e gasodutos, participação na Transportadora de Gas del Sur (TGS), na Transener (empresa de transmissão e distribuição de eletricidade), duas hidrelétricas (Piedra Del Águila e Pichi Picún Leufú) e participação na termelétrica Genelba (que era responsável por 10% da energia elétrica do país), consolidando-se como uma empresa integrada de energia.
Venda Em 2007, a Petrobras vendeu as transmissoras Transener por US$ 54 milhões e Yacylee por US$ 6 milhões.
Em 2010, a Refinaria de San Lorenzo e 345 postos de combustível foram vendidos para a Oil Combustibles por US$ 110 milhões.
Em julho de 2016, a Petrobras vendeu a totalidade da participação de 67,19% na Petrobras Argentina (PESA) para a Pampa Energía por US$ 897 milhões. A Petrobras manteve 33,6% da concessão de Rio Neuquen, na Argentina e 100% do ativo de Colpa Caranda, na Bolívia.
Ver também Economia da Argentina
Ligações externas
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