O Museu Casa Kubitschek é um museu-casa localizado na orla da Lagoa da Pampulha que serviu de residência de fim de semana do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek.
História Projeto A casa foi projetada por Oscar Niemeyer e construída entre 1940 e 1943. Com telhado em forma de asa de borboleta e planos inclinados, a Casa Kubitschek, que ocupa 680 m² de um terreno de 2.800 m², configura tipologia característica da arquitetura brasileira do modernismo. A residência foi projetada de modo a preservar ao máximo a intimidade da família Kubitschek, objetivo alcançado tanto por meio da estratégia de recuo da casa para o fundo do terreno, quanto pela criação do jardim de Roberto Burle Marx na entrada da residência e da setorização dos seus espaços internos. miniaturadaimagem|Sala de Estar do Museu Kubitschekminiaturadaimagem|Sala de Jantar do Museu Kubitschek No interior da casa a organização dos espaços e os detalhes na decoração incrementada pelos painéis de Alfredo Volpi e Paulo Werneck, revelam os traços da arquitetura moderna de Oscar Niemeyer e suas parcerias. A área social foi pensada para abrigar as salas de estar, de jantar e de jogos; já a área de serviços, possuía cozinha, banheiro e dependência de empregados; e a área íntima, mais reservada, possuía três quartos. miniaturadaimagem|Quarto de casal no Museu Kubitschek O banheiro se ligava ao quarto por uma porta extra com saída para a área da piscina, que por vezes foi apontada “pelos inimigos de JK como ‘saída de emergência’ para suas supostas amantes.”
Nos fundos da casa principal, próximo a piscina foi construída uma casa menor, com três quartos, duas salas e um banheiro, que era utilizada por JK como escritório. Aquele era um dos lugares preferidos de Juscelino Kubitschek, ali ele “costumava trabalhar e atender os telefonemas tomando sol na piscina.”
Residência A casa permaneceu ocupada pela família Kubitschek até 1945, quando JK rumou para o Rio de Janeiro para ser empossado deputado federal. Após sua partida, a casa ficou desocupada até 1956, ano em que o amigo, colega de seminário e padrinho de casamento, Joubert Guerra, comprou o imóvel. Com a transação, a família Guerra passou a utilizar a casa, que sempre estava à disposição de JK em suas visitas à Belo Horizonte. miniaturadaimagem|Sala de jogos da Casa Kubitschek com mesa bilhar francesa. Durante todo o período em que a família Guerra permaneceu no local, o imóvel e os móveis - em grande parte adquiridos pelo próprio Juscelino, foram bem preservados. Dentre a mobília ainda estavam em boas condições, a geladeira e a cama de casal comprados por JK, além de uma mesa de bilhar francês e mais outros 90 itens.
Após o falecimento de Joubert Guerra em 1977, sua esposa, Juracy Brasilience Guerra, permaneceu morando no local até falecer em 2004. Com a sua morte, a prefeitura de Belo Horizonte demonstrou interesse em adquirir a casa para transformá-la em espaço cultural. Em 2005 os herdeiros da família assinaram o Termo de Desapropriação transferindo o imóvel para a prefeitura, que somente em 2008 iniciou as obras de restauração e adaptação do espaço para a instalação do Museu Casa Kubitschek, com base no projeto desenvolvido pela Diretoria de Patrimônio da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte.
Museu Na noite de 10 de setembro de 2013, a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, enfim, inaugurou o Museu Casa Kubitschek como sendo um espaço cultural administrado pela Fundação Municipal de Cultura. O espaço passou a integrar o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, que conta também com a Igreja de São Francisco, o Museu de Arte da Pampulha, a Casa do Baile e o Iate Tênis Clube. No espaço, além das exposições e intervenções nas áreas externas, o museu apresenta uma biblioteca, um acervo de documentos e também uma sala de guarda para os mobiliários que não estão em exposição.GUERRA, I. T. Museus, história e cidade: museus de Belo Horizonte. In: XXVIII Simpósio Nacional de História, 2015, Florianópolis. XXVIII Simpósio Nacional de História-Lugares dos Historiadores: velhos e novos desafios, 2015.
Seu acervo é constituído principalmente pelos mobiliários doados pela família Guerra, como mesas, cadeiras, poltronas, entre outros itens de decoração e alguns itens pessoais como pinturas, fotografias, vinis e livros. Além do próprio espaço físico do imóvel, que é usado como parte integrante da área expositiva. Desde a inauguração, o espaço é aberto para visitação gratuitamente.
Ver também
Oscar Niemeyer Pampulha
Categoria:Arquitetura modernista Categoria:Museus-casas do Brasil Categoria:Museus de Belo Horizonte Categoria:Projetos arquitetônicos de Oscar Niemeyer em Belo Horizonte Categoria:Homenagens a Juscelino Kubitschek