O Jovem Karl Marx () é um filme de 2017 dirigido pelo cineasta haitiano Raoul Peck, coescrito por Pascal Bonitzer, produzido por Nicolas Blanc e estrelado por August Diehl. Exibido no 67º Festival Internacional de Cinema de BerlimBerlin: Richard Gere, Rebecca Hall's 'The Dinner,' Sally Potter's 'The Party' in Competition, o longa revisita com rigor histórico e sensibilidade dramática os anos formativos de Karl Marx, período decisivo em que o filósofo consolida sua crítica ao capitalismo nascente e estabelece, ao lado de Friedrich Engels, uma das parcerias intelectuais mais influentes da história moderna.
Ao unir elementos biográficos, políticos e sociais, o filme reconstrói o ambiente efervescente da Europa do século XIX, marcado por transformações econômicas profundas, tensões de classe e disputas ideológicas que moldariam o pensamento marxista.
O filme é um drama histórico-biográfico que mescla ficção baseada na realidade para reconstituir, com intensidade dramática, episódios marcantes da vida de Karl Marx e de sua formação intelectual, articulando acontecimentos reais com escolhas narrativas que ampliam o impacto emocional da obra. miniaturadaimagem|August Diehl e Raoul Peck no 67º Festival Internacional de Cinema de Berlim
Sinopse A obra retrata Marx ainda jovem, recém-casado e pai, empenhado em formular ideias voltadas ao fim da exploração proletária pela burguesia. Crítico voraz, Marx sofre censura em sua pátria e muda-se para a França em busca de liberdade para escrever e sustentar sua família. Lá, aproxima-se de líderes socialistas, mas os critica por difundirem utopias sem fundamento científico.
Paralelamente, Engels se rebela contra o contexto industrial das fábricas na Europa do século XIX, denunciando as condições degradantes impostas aos trabalhadores. O encontro entre Marx e Engels, na França, dá início a uma parceria que envolve investigações diretas sobre a realidade da classe operária durante a Revolução Industrial.
Após nova expulsão, desta vez da França para Londres, Marx e Engels consolidam a Liga dos Comunistas, defendendo que a emancipação proletária exigiria luta revolucionária, e não reformas benevolentes. O filme evidencia os anos iniciais da colaboração entre Marx e Engels num processo que possibilitou a escrita do Manifesto Comunista publicado em 1848.
Elenco
August Diehl como Karl Marx Stefan Konarske como Friedrich Engels Vicky Krieps como Jenny von Westphalen Olivier Gourmet como Pierre Proudhon Hannah Steele como Mary Burns Eric Godon como The foreman Stephen Hogan como Thomas Naylor Rolf Kanies como Moses Hess Niels-Bruno Schmidt como Karl Grün Ulrich Brandhoff como Herrmann Kriege Aran Bertetto como Paddy
Recepção O filme foi, em geral, bem recebido pela crítica especializada:
A crítica do jornal The Guardian, de Peter Bradshaw, deu ao filme quatro de cinco estrelas e declarou: "Não deveria funcionar, mas funciona, devido à inteligência da atuação e da resistência e concentração da escrita e da direção".The Young Karl Marx review – intelligent communist bromance No agregador de críticas de cinema Rotten Tomatoes, o filme tem uma aprovação de 63% baseado em 51 resenhas. A média das avaliações foram descritas pelo site da seguinte forma: “O Jovem Karl Marx faz uma corajosa tentativa de fazer uma cinematografia filosófica, mas carece de profundidade suficiente para abordar temas complexos. Neusa Barbosa, do site brasileiro Cineweb, também deu uma cotação quatro de cinco estrelas e disse que "Um ponto positivo do filme é conseguir equilibrar as complexas discussões teóricas que incendiaram o século 19 com os aspectos pessoais de cada um destes personagens cruciais, o que só valoriza o esforço de cada um para superar os limites de sua época e contextos familiares."O jovem Karl Marx Na sua crítica publicada no site Adoro Cinema, o crítico João Carlos Correia deu uma cotação quatro e meio de cinco estrelas e disse que "O Jovem Karl Marx é um filme muito bom, esclarecedor, desmistificador, necessário, inspirador e que chegou na hora certa (...)".Crítica de O Jovem Karl Marx Biógrafo de Karl Marx, o historiador e filósofo alemão Michael Heinrich teceu elogios ao filme, entendendo que os principais fatos narrados estão corretos, destacou a importância das companheiras de Marx e Engels, Jenny von Westphalen e Mary Burns respectivamente, na narrativa, mas apontou para a necessidade de ponderar as necessárias adaptações que precisam ser feitas na construção de uma obra cinematográfica. Neste sentido afirmou o seguinte: “(...) trata-se de um filme bem legal, que certamente pode inspirar as pessoas a aprenderem mais sobre a vida e obra de Marx e Engels. Já isso é um tremendo mérito que devemos apreciar. Então, aproveite o filme, mas não deixe de ler sobre a vida e a trajetória intelectual e política de Marx!”.
Lançamento no Brasil Lançado em fevereiro de 2017, o filme chegou ao Brasil apenas em 28 de dezembro do mesmo ano com exibição apenas em salas de cinema de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Setores da imprensa indicam que a circulação tardia do filme em salas brasileira deveu-se a boicote promovido pelas redes de cinemas comerciais. Na segunda semana de 2018, a partir do dia 11/01, o filme passou a ser exibido em outras cidades brasileiras como: Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Vitória (ES) Santos (SP) e Niterói (RJ).
Prêmios e indicações
Prêmios Festival de Traverse City
Grande Prêmio Founders: 2017TCFF XIII Award Winners
Festival international du film de fiction historique
Melhor Filme: 2017Le palmares du FIFFH 2017 dévoilé Melhor Roteiro: 2017